quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dia de Lisboa - O primeiro dia temático do Estrolabio realiza-se amanhã



Amanhã toda a edição do Estrolabio é dedicada à cidade de Lisboa.

Porquê?

Porque sim.

Não se celebra nenhuma data especial. Não quisemos realizar esta edição temática em 25 de Outubro, dia em que, no ano de 1147, a cidade foi tomada e ocupada pelas forças cristãs e a cidade foi acrescentada ao território do novo reino. Sabe-se hoje que, mais do que a luta entre cristãos e muçulmanos, as negociações tiveram um papel mais importante na conquista de Lisboa. Também não quisemos fazer a edição no dia 1 de Novembro, em que passa mais um aniversário do violento Terramoto que, em 1755, destruiu a cidade.
Como todos os dias, ou quase todos os dias, se celebram ou assinalam datas especiais, amanhã poderíamos, por exemplo, comemorar mais um aniversário da inauguração em 28 de Outubro de 1856 da ligação ferroviária entre Lisboa e o Carregado. As obras tinham tido início em 1853. Só mais de cinquenta anos depois a rede ferroviária nacional ficaria concluída. Não festejaremos, pois, o 154º aniversário deste acontecimento.

Apenas festejamos a cidade de Lisboa. Música, poesia, textos diversos, numa saudação à lindíssima Lisboa.
Organizaremos mais dias temáticos – em Novembro será o Porto, a romântica cidade do Norte. Em Dezembro, a bonita Coimbra… Tanto quanto possível fugiremos ao chavão e ao cliché – a capitalidade de Lisboa, o apodo de Invicta para o Porto, ou a de «cidade dos doutores» para Coimbra, serão coisas que nada nos interessam. São títulos ou dignidades que nada têm a ver com a essência das cidades. A luz radiosa de Lisboa, a poética neblina do Porto ou a beleza da margens do Mondego, esses sim, são elementos importantes. O que os poetas e os músicos produziram inspirados por esses elementos, será outro dos ingredientes das nossas edições. Depois das três principais cidades portuguesas, seguir-se-ão as regiões, incluindo as autónomas. Galiza e Catalunha não serão esquecidas, bem como os países de que são oriundos as principais colónias de imigrantes. O Brasil, Cabo Verde, etc.
Amanhã (o dia 28 começa daqui a três horas) só falaremos de Lisboa – a nossa voz será a dos cantores, músicos, pintores, escritores, cineastas, que escolheram Lisboa como tema.

Esperamos que gostem. Deixamo-vos com o Carlos do Carmo e o belo poema de José Carlos Ary dos Santos com música de Paulo de Carvalho.

5 comentários:

  1. Tão lindo, tão lindo, Carlos! Mereces um beijinho.

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  2. Augusta, eu dava-lhe um mas ele não quer dos meus. Agora a falar como deve ser, devias dizer Carlos, que amanhã é o dia de Lisboa no estrolabio porque nos dá gozo, prazer, emoções, não precisamos de datas, Lisboa é sempre quando a gente quizer. O mesmo se diga do Porto e Coimbra e demais cidades, já há gente a trabalhar com todo esse prazer, e eu, mais o Rocha já estamos a arranjar malta da beira Baixa para trabalhar que, como tu sabes, eu e o Rocha somos mais para a coordenação...

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  3. E para as "massas", pelos vistos, já que não precisam das nossas. Vivam todas as cidades! Os tripeiros é que cantam pouco à cidade deles. É um sarilho para arranjar canções sobre o Porto.Em Lisboa é a dar com um pau.

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  4. A Carla e o Adão e o Zé e o Marco e os outros nortenhos vão mostra-te que estás muito enganada.

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  5. Vão cantar? O clã Cruz podia cantar em coro. Até têm quem toque.

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