sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dia do Porto: O Porto de todos

Fernando Moreira de Sá


Quando o Carlos Loures me avisou deste dia dedicado ao Porto comecei a pensar: qual é o meu Porto?

Será o da Ribeira com as águas do Douro em luta com as do Atlântico num bailado estranho ora para nascente ora para a foz? Será o dos jardins do Palácio de Cristal onde as almas perdidas espreitam ora para a Arrábida ora para a D. Luís?

Pode ser o Porto da Foz com a sua classe dita alta habitando aquelas casas magníficas ou o do Bairro do Aleixo com aquele colorido típico de urbe massificada e vidas enganadas? Depois temos o Porto de Santa Catarina, dos Clérigos, da Boavista, de Paranhos, do velho Marquês com os jogadores de sueca e bisca lambida sem esquecer as Antas onde atinge o patamar da glória. Será este Porto?

Não mas também. O meu Porto ignora a circunvalação e vai, por aí fora, por Matosinhos e Leça, sem esquecer Lavra e virando rapidamente para Moreira, a Maia, Vermoim, Águas Santas, Pedrouços, Ermesinde e Rio Tinto e não satisfeito passa de um pulo para Gaia. É esse o meu Porto e não aquele das falsas fronteiras administrativas impostas pelo Homem contra a natureza e a verdadeira realidade.

É esse o meu Porto, o nosso Porto, sempre Leal e Invicto. Meu, muito meu.


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