quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nem só de fado vive Coimbra

Carla Romualdo


Pois não, e os últimos anos têm sido particularmente inspirados ou não tivesse Coimbra parido os Belle Chase Hotel, a já mítica banda nascida no final dos anos 1990, e acabadinha de regressar aos palcos após cinco anos de ausência.

Banda sonora kitsch de um país eternamente frustrado, cocktail de Weil, Jobim, Roxy Music, Peter Allen e muitos mais.




J.P. Simões, músico, autor de contos, letras de canções, argumentos para cinema e televisão e até de um libreto de ópera, actor, artista de cabaret. Foi membro dos Pop Dell'Arte e do Quinteto Tati, mas é sobretudo como fundador, compositor e vocalista dos Belle Chase Hotel que é mais conhecido. Nos últimos anos, temo-lo ouvido a solo e em colaborações com gente como Jorge Palma, Sérgio Godinho ou Rodrigo Leão.




Rock, soul, gospel, blues, Elvis Presley a cantar dentro de uma nave espacial, tudo isto é WrayGunn, e chega com laivos de banda sonora de Quentin Tarantino.




Fundador dos já extintos Tedio Boys, vocalista e compositor dos WrayGunn, Paulo Furtado é aquilo a que em português talvez se chame "banda-de-um-homem-só",   The Legendary Tiger Man, que em palco toca sozinho guitarra, harmónica e bateria. O seu mais recente álbum, Femina, composto unicamente por duetos com vozes femininas, acaba de ser eleito um dos 50 melhores do ano pela revista "Les Inrockuptibles". Daqui a poucos dias poderão ouvi-lo na Galeria Zé dos Bois, onde irá tocar, pelo décimo ano consecutivo, no dia de Natal.

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