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terça-feira, 29 de junho de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 44 (José Brandão)

Em Redor de um Grande Drama

Carlos Malheiro Dias

Vega, 1985

No breve espaço de tempo que decorreu entre a morte de D. Carlos e do príncipe herdeiro. D. Luís Filipe, Malheiro Dias redigiu febrilmente um belo livrinho intitulado Quem o Rei de Portugal que, embora dedicado «À Colónia Portuguesa do Brasil – Ao seu fervoroso Lealismo Monárquico», se destinava a revelar aos Portugueses a personalidade do jovem príncipe, D. Manuel que atonitamente se vira guindado às mais altas responsabilidades do exercício do poder. Mais uma vez Malheiro Dias ali se define como um espírito liberal, um homem cujo horizonte monárquico é o da causa do Liberalismo. Malheiro Dias reinvoca, a propósito das intenções dos políticos que queriam impor a D. Carlos, acabado de subir ao trono, um «programa imprudente», as cominatórias palavras dirigidas por Passos Manuel à jovem D. Maria II com que interdissera à soberana a «política perigosa do engrandecimento do poder real»…

quinta-feira, 24 de junho de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 35 e 36 (José Brandão)



Do Desafio à Debandada - I

(O Pesadelo)

Carlos Malheiro Dias

Clássica Editora, 1912

Constituem este livro as correspondências que entre os meses de Abril e Outubro deste mesmo ano escrevemos para o grande jornal brasileiro «Correio Paulistano», Abrangem elas o período emocionante inaugurado pela conspiração monárquica da Galiza com o repto de Paiva Couceiro e epilogado pelo seu malogro na debandada do Gerez.

O critério de imparcialidade que fizemos presidir a estes vastos relatórios semanais imprimem-lhes – e outro qualquer merecimento lhes falta –, uma originalidade que por vezes há-de parecer imprudência a quantos se habituaram a olhar para os acontecimentos sob a influência do sectarismo.
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Do Desafio à Debandada - II

(Cheque ao Rei)

Carlos Malheiro Dias

Clássica Editora, 1912

… no momento actual, ao conhecimento do público, estas páginas de serena e destemerosa analise, em que se julga e muitas vezes se deplora e condena a obra dos homens. Estas páginas domina-as, porém, um grande anseio de paz. Não as conturba o menor desvairamento de polémica. Pretendemos, no meio da obsessão quase geral de fetichismo em conflito, delinear com a possível exactidão e imperturbável calma as perspectivas históricas da crise política determinada pela colisão de interesses e de convicções antagónicas, que inevitavelmente haveria de produzir-se, em obediência a inflexíveis leis…
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