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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Celtas, Mouros, Judeus...

Carlos Loures

José Pedro Machado, meu amigo e grande filólogo de que já vos tenho falado, legou-nos dois importantes livros sobre a influência do árabe na língua portuguesa «Vocabulário Português de Origem Árabe» (1991) e «Ensaios Arábico-Portugueses» (1997). Por eles, podemo-nos aperceber da grande quantidade de vocábulos que, do árabe, foram emprestados ao português. Muitos são palavras de uso comum e quotidiano: alarido, alarde, albufeira, alcaide, aldrabão, alface, alfândega, algazarra, alicate, alpergata, alvoroço, argola, armazém, arsenal, baldio, bazar, bolota, cabide, chafariz, cifra, debalde, divã, enxaqueca, enxovia, falua, fateixa, fato, forro, fulano, garrafa, gazela, jarra, javali, lacrau, laranja, marfim, matraca, múmia, nora, oxalá, quintal, recife, sucata, tagarela, tarefa, tremoço, xadrez, zagaia… São milhares, incluindo muitas centenas de topónimos