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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

VerbArte - A Crise do Livro












A Crise do Livro




Carlos Loures





A crise do livro é uma doença endémica. Quando, há muitos anos, cheguei ao meio editorial a crise do sector era já um dado adquirido. As causas apontadas para essa crise são numerosas. Umas crónicas, outras que vão surgindo. Há umas décadas, a persistência de uma larga percentagem de analfabetismo entre a população, o baixo poder de compra e a censura, eram três argumentos recorrentes (todos eles reais). A televisão não se usava ainda como desculpa, pois a oferta desse meio era escassa. As novas tecnologias ainda andavam às voltas com os electrodomésticos; computadores, só nas empresas – grandes como armários. A ameaça do livro electrónico, pura e simplesmente, não existia. Mas, não havia dúvida, o livro estava em crise.


Actualmente, o analfabetismo é residual, o poder de compra não é famoso, mas, sendo verdade que há uma grave crise económica, os concertos de música rock esgotam a lotação de recintos gigantescos e os bilhetes vendem-se com meses de antecedência e com gente a dormir junto das bilheteiras para os conseguir adquirir. Isto para falar só num dos concorrentes da leitura, pois há outros. Um livro, mesmo que não seja dos mais baratos, custa muito menos do que a ida a um desses concertos. Portanto, apesar da crise, trata-se mais de uma questão de opções e de prioridades culturais do que de um constrangimento económico. 

sábado, 25 de setembro de 2010

Escrever um livro é um exercício perigoso!

Luís Moreira

O Manuel Maria Carrilho cometeu três pecados, três, o que é imperdoável para um PS amante da liberdade. Escreveu um livro, deu uma entrevista e recusou-se a votar num medíocre Egípcio lá na Unesco!

Quem o manda pensar, ter opinião, ter ideias? Não estava bem lá no lugarzinho dourado, em Paris, cidade eterna, museus para ver? Não pode é esperar ser nomeado para um lugar daqueles e não dar cavaco a ninguém, isso assim é ser mal agradecido. Será que já está posicionar-se para o que aí vem, chegou à conclusão que a situação já mudou ou está a mudar e é preciso dar mostras de independência? Ele é perito no assunto, com Guterres foi assim, adivinhou o lamaçal e começou a despegar-se a tempo e horas de apanhar o senhor que se seguiu.

Liberalizar os CTT

E quem é que vai levar uma carta à freguesia para lá de Mirandela ou de Serpa? Os CTT vão passar a ser uma unidade para ganhar dinheiro, logo, corta-se nas actividades que só dão prejuízos, levar uma só carta ou meia dúzia a um lugar distante só dá prejuízo, faz-se como? o estado nesses casos subsídia? Lá se vai mais um apoio à população, recebia o correio, pagava as pensões, ajudava nos telefones às pessoas mais velhas ...

Mobilidade

É desta que vamos ter carros a electricidade, as pessoas estão mais sensíveis ao ambiente,acredita-se que o petróleo entrou na fase descendente da sua vida económica,os governos apostam numa rede nacional de postos de abastecimento de electicidade, carros já há, mas as baterias ainda não estão afinadas, são pesadas e a tecnologia ainda não permite grande autonomia. Mas ver os 200 000 carros que hoje entram em Lisboa só com uma pessoa lá dentro quando cabem cinco, serem reduzidos a metade em tamanho e com muito menos poluição é um sonho que me agrada.
O novo cluster para a mobilidade congrega 50 a 60 entidades, dos centros de investigação às universidades, empresas industriais. Tudo pode começar com as frotas das autarquias e do estado, bem como as empresas de transporte urbano.
"Car sharing" , as famílias com um carro a combustão na garagem para as grandes viagens fora das cidades e o carro electrico para andar na cidade , uma frota urbana para alugar, pega no carro e vai entregá-lo no fim da viagem, com cartão electrónico é fácil e é seguro, como se faz com as bicicletas.

A outra metade da gente que se desloca para as cidades já não precisa de sair de casa para fazer o trabalho, o teletrabalho responde bem às necessidades da maioria das profissões que são intelectuais, não precisam de contacto pessoal, o arquivo pode estar à distancia de uma tecla e, basta marcar os compromissos que obrigam mesmo a deslocação para um mesmo dia.

Um dia vai ser assim, uma vida melhor, mais tempo para a família e para os amigos, menos custos, menos poluição, viver num quintal cheio de rosas...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A crise do livro

Carlos Loures



A crise do livro é uma doença endémica. Quando, há muitos anos, cheguei ao meio editorial a crise do sector era já um dado adquirido. As causas apontadas para a crise são numerosas. Umas crónicas, outras que vão surgindo. Há umas décadas, a persistência de uma larga percentagem de analfabetismo entre a população, o baixo poder de compra e a censura, eram três argumentos recorrentes (todos eles reais). A televisão não se usava ainda como desculpa, pois a oferta desse meio era escassa. As novas tecnologias ainda andavam às voltas com os electrodomésticos; computadores, só nas empresas – grandes como armários. A ameaça do livro electrónico, pura e simplesmente, não existia. Mas, não havia dúvida, o livro estava em crise.

Actualmente, o analfabetismo é residual, o poder de compra não é famoso, mas, sendo verdade que há uma grave crise económica, os concertos de música rock esgotam a lotação de recintos gigantescos e os bilhetes vendem-se com meses de antecedência e com gente a dormir junto das bilheteiras para os conseguir adquirir. Isto para falar só num dos concorrentes da leitura, pois há outros. Um livro, mesmo que não seja dos mais baratos, custa muito menos do que a ida a um desses concertos. Portanto, apesar da crise, trata-se mais de uma questão de opções e de prioridades culturais do que de um constrangimento económico.

Resumindo - não há censura, mas há televisão com múltiplos canais, computadores e Internet, concertos – as pessoas não ficam com tempo para ler, pois não podem perder os seus programas, os sites ou blogues favoritos. Para uma ampla maioria de pessoas, o livro e a leitura não entram na lista dos prazeres; estão na lista dos deveres . Como se vê, não havendo censura,  há uma políitica cultural que, fora do contexto escolar ou da formação profissional, induz comportamentos avessos ao consumo de livros. Ou seja, não há uma política cultural.