A Revolução Portuguesa
1907-1910
Machado Santos
Sextante Editora, 2007
«Escrito pouco depois do Cinco de Outubro e publicado em 1911, o famoso relatório de Machado Santos intitulado A Revolução Portuguesa constitui. sem dúvida, uma das fontes fundamentais para a história da Revolução Republicana, especialmente para a narrativa dos factos ocorridos entre a noite de 3 de Outubro e a manhã do próprio dia 5. Desde logo porque o seu autor é unanimemente reconhecido como o actor principal no teatro das operações, a partir do momento em que tomou a decisão de resistir na Rotunda com um punhado de escassas centenas de militares e alguns civis, quando tudo parecia já perdido para as forças republicanas.
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A Revolução Portuguesa
Jesús Pabón
Lisboa s/d
Não são pretensiosas as intenções deste livro, nem meritória a sua consecução. As suas bases não assentam na investigação histórica e ao seu desenvolvimento falta um profundo exame político. Pretende apenas apresentar uma exposição clara de determinados factos.
Ligado a um passado que conhecemos e a um futuro imprevisível – como o de todo o mundo, actualmente em crise essencial –, observamos na vida do Portugal dos nossos dias, um drama de um interesse político extraordinário: delineamento, processo e solução de um problema nacional. A velha Ordem morre: o Rei D. Carlos representa a sua última resistência eficaz. Durante o breve reinado do filho – já vencida a Monarquia – a República é sinónimo de Desordem. Salazar cria a Nova Ordem. Três factos, pois, naquilo a que chamo a Revolução Portuguesa.
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domingo, 19 de setembro de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 77 e 78 (José Brandão)
História de Portugal
Volume 7
(1816-1918)
Damião Peres
Portucalense Editora, 1935
No Tejo entrara uma armada inglesa, composta de sete couraçados e um cruzador, e cujo comandante procurou o governo para explicar a sua presença no rio e o motivo por que não salvara. Quando entrara, ainda a situação não estava esclarecida.
É ainda no dia 5 que em várias terras dos arredores de Lisboa se proclama a República (Cascais, Sesimbra, Oeiras, Paço de Arcos Almada ). Em Setúbal, a canhoneira Zaire arvora a bandeira republicana. De Torres Vedras chega a notícia da adesão de infantaria 15. Este regimento e o de artilharia 3, que vinham de Tomar, chamados pelo governo anterior, receberam naquela vila a ordem do Governo Provisório para que retrocedessem, ordem que acataram, aderindo. Infantaria 11, de Setúbal, aderia igualmente. Em edital, e com data ainda de 5, o novo governo saudou as forças de terra e mar, e, confiando no patriotismo de todos
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História de Portugal
Sexto Volume
(1890-1926)
Rui Ramos
Círculo de Leitores, 1994
ESTE VOLUME CONTA O QUE SE PASSOU em Portugal entre o Ultimato inglês de 31 de Janeiro de 1890 e o estabelecimento da ditadura militar a 28 de Maio de 1926. São trinta e seis anos pontuados por grandes acontecimentos, como as campanhas de ocupação em África, o assassinato do rei D. Carlos em 1908, a proclamação da Republica em 1910 e a intervenção na I Guerra Mundial (1914-1818). O leitor encontrará aqui o relato e a interpretação desses factos, bem como tudo o que é da praxe estudar em obras de história: a demografia, a economia, as finanças, as classes sociais, a literatura, as mentalidades, etc. O meu objectivo foi dar ao leitor uma visão global da época, e não servir-lhe uma série de «pratos frios» de informação e análise. Por isso, procurei entrelaçar todas essas matérias numa narrativa contínua, escrita do ponto de vista da história política.
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Volume 7
(1816-1918)
Damião Peres
Portucalense Editora, 1935
No Tejo entrara uma armada inglesa, composta de sete couraçados e um cruzador, e cujo comandante procurou o governo para explicar a sua presença no rio e o motivo por que não salvara. Quando entrara, ainda a situação não estava esclarecida.
É ainda no dia 5 que em várias terras dos arredores de Lisboa se proclama a República (Cascais, Sesimbra, Oeiras, Paço de Arcos Almada ). Em Setúbal, a canhoneira Zaire arvora a bandeira republicana. De Torres Vedras chega a notícia da adesão de infantaria 15. Este regimento e o de artilharia 3, que vinham de Tomar, chamados pelo governo anterior, receberam naquela vila a ordem do Governo Provisório para que retrocedessem, ordem que acataram, aderindo. Infantaria 11, de Setúbal, aderia igualmente. Em edital, e com data ainda de 5, o novo governo saudou as forças de terra e mar, e, confiando no patriotismo de todos
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História de Portugal
Sexto Volume
(1890-1926)
Rui Ramos
Círculo de Leitores, 1994
ESTE VOLUME CONTA O QUE SE PASSOU em Portugal entre o Ultimato inglês de 31 de Janeiro de 1890 e o estabelecimento da ditadura militar a 28 de Maio de 1926. São trinta e seis anos pontuados por grandes acontecimentos, como as campanhas de ocupação em África, o assassinato do rei D. Carlos em 1908, a proclamação da Republica em 1910 e a intervenção na I Guerra Mundial (1914-1818). O leitor encontrará aqui o relato e a interpretação desses factos, bem como tudo o que é da praxe estudar em obras de história: a demografia, a economia, as finanças, as classes sociais, a literatura, as mentalidades, etc. O meu objectivo foi dar ao leitor uma visão global da época, e não servir-lhe uma série de «pratos frios» de informação e análise. Por isso, procurei entrelaçar todas essas matérias numa narrativa contínua, escrita do ponto de vista da história política.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Reencontros (II)

Luís Rocha
Em 24 de Dezembro de 1946, nasci na cidade de Castelo Branco e, como o título do tema o indica, o primeiro reencontro, começa com a história da cidade:
Existem diversas versões, algumas controversas por não existirem factos que as comprovem.
A partir de vestígios arqueológicos encontrados na zona, pode afirmar-se que, desde tempos remotos o homem teve preferência por estas paragens. Da história antes de 1182 pouco se sabe. É a partir desta data que aparece um documento de doação aos templários de uma herdade designada de Vila Franca da Cardosa, emanada por um nobre de nome D. Fernandes Sanches. O Castelo e as Muralhas de Castelo Branco foram edificados pelos Templários entre 1214 e 1230.
No recinto desta fortaleza encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, antiga sede da freguesia. Era no seu adro que se reuniam a Assembleia dos Homens-Bons e as autoridades monástico-militares, até ao século XIV.
domingo, 11 de julho de 2010
O 28 de Janeiro de 1908 - Centenário da República
Carlos Loures
Recordando mais um marco na caminhada para a proclamação da República, falamos hoje da terça-feira, 28 de Janeiro de 1908. Parecendo ser uma derrota, foi um passo importante dado pelos republicanos.
O Partido Republicano não fora criado para ser mais um a participar nas disputas parlamentares. O objectivo do P.R.P. sempre foi o da tomada do poder, o derrube da Monarquia, a proclamação da República. Os grandes aliados da propaganda republicana foram os partidos monárquicos e o próprio rei. Com displicência de quem se julga eterno, foram escândalo a escândalo, fornecendo achas para a fogueira em que a Monarquia se iria consumir.
Os republicanos ganhavam novos adeptos enquanto os partidos do rotativismo se consumiam em lutas internas. Em 1901, João Franco, seguido por 25 deputados, saíra do Partido Regenerador, criando o Partido Regenerador Liberal. No Progressista dera-se também uma cisão: em 1905, José Maria Alpoim, visconde da Ribeira Brava, com mais seis deputados, saiu, criando a Dissidência Progressista. D. Carlos concluiu que a alternância entre progressistas e regeneradores já não correspondia às exigências da governação e, em 1907, empossou um governo de ditadura administrativa, com João Franco com chefe do gabinete.
Recordando mais um marco na caminhada para a proclamação da República, falamos hoje da terça-feira, 28 de Janeiro de 1908. Parecendo ser uma derrota, foi um passo importante dado pelos republicanos.
O Partido Republicano não fora criado para ser mais um a participar nas disputas parlamentares. O objectivo do P.R.P. sempre foi o da tomada do poder, o derrube da Monarquia, a proclamação da República. Os grandes aliados da propaganda republicana foram os partidos monárquicos e o próprio rei. Com displicência de quem se julga eterno, foram escândalo a escândalo, fornecendo achas para a fogueira em que a Monarquia se iria consumir.
Os republicanos ganhavam novos adeptos enquanto os partidos do rotativismo se consumiam em lutas internas. Em 1901, João Franco, seguido por 25 deputados, saíra do Partido Regenerador, criando o Partido Regenerador Liberal. No Progressista dera-se também uma cisão: em 1905, José Maria Alpoim, visconde da Ribeira Brava, com mais seis deputados, saiu, criando a Dissidência Progressista. D. Carlos concluiu que a alternância entre progressistas e regeneradores já não correspondia às exigências da governação e, em 1907, empossou um governo de ditadura administrativa, com João Franco com chefe do gabinete.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 44 (José Brandão)
Carlos Malheiro Dias
Vega, 1985
No breve espaço de tempo que decorreu entre a morte de D. Carlos e do príncipe herdeiro. D. Luís Filipe, Malheiro Dias redigiu febrilmente um belo livrinho intitulado Quem o Rei de Portugal que, embora dedicado «À Colónia Portuguesa do Brasil – Ao seu fervoroso Lealismo Monárquico», se destinava a revelar aos Portugueses a personalidade do jovem príncipe, D. Manuel que atonitamente se vira guindado às mais altas responsabilidades do exercício do poder. Mais uma vez Malheiro Dias ali se define como um espírito liberal, um homem cujo horizonte monárquico é o da causa do Liberalismo. Malheiro Dias reinvoca, a propósito das intenções dos políticos que queriam impor a D. Carlos, acabado de subir ao trono, um «programa imprudente», as cominatórias palavras dirigidas por Passos Manuel à jovem D. Maria II com que interdissera à soberana a «política perigosa do engrandecimento do poder real»…
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