Clara Castilho
Para mim começou por ser o Tio Domingos, um velhinho de cabelos brancos que era casado com a Tia Fifi, irmã de minha avó. E com ar de quem vivia na lua… Quando me afagava a cabeça, ficava sempre a duvidar se ele sabia quem eu era…
Fui crescendo e percebendo o respeito com que outras pessoas falavam dele, encaixando o que ele fazia e tinha feito. Mas continuava o lado afectivo das visitas à sua casa de Alvalade, onde, para além da doçura era recebida com línguas de gato e rebuçados de hortelã pimenta.
E ficavam as relações com os primos de minha mãe e sua descendência.
Josefina de Oliveira Correia Rebelo
(colecção particular)
Domingos Rebelo, nasceu em Ponta Delgada a 3 de Dezembro de 1891 e faleceu em Lisboa a 11 de Janeiro de 1975. Com o apoio de individualidades açorianas que lhe reconheceram o valor, foi prosseguir os seus estudos em Paris, com 15 anos de idade e onde permanecu durante seis anos. Frequentou várias Academias e foi discípulo de mestres parisienses Conviveu com grandes nomes da pintura portuguesa que iam passando por Paris, como Amadeu de Sousa Cardoso, Santa Rita Pintor, Emmerico Nunes, Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Manuel Bentes e Pedro Cruz. Foi nesse meio artístico, onde se fazia sentir a originalidade dos modernistas Paul Cézanne, Henri Matisse e Amedeo Modigliani, que Domingos Rebelo aperfeiçoou a sua formação técnica.
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domingo, 7 de novembro de 2010
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