Carlos Loures
Meses atrás, no calor da luta políitica, alguém comparou José Sócrates a Hugo Chávez, advertindo para os perigos da instauração de um regime autoritário sob a égide do actual primeiro-ministro. A intenção era ofender Sócrates. A mim pareceu-me um elogio. Mas, humor ou mau-humor aparte, será que corremos o risco de ter aqui um regime populista, caudilhista? Com Sócrates ou com outro qualquer?
Com todas as suas demagogias e autoritarismos, Chávez, comparado com os políticos portugueses do chamado «bloco central» é um ser humano mais autêntico, mais digno de ser odiado ou amado. Eles, videirinhos, carreiristas, oportunistas, apenas merecem ser desprezados. São políticos descartáveis.
Quanto ao chavismo e a Chávez, com os seus excessos e gaffes, sempre tão explorados pelos órgãos de comunicação, devemos lembrar que ele é presidente de um país sul-americano, onde um regime autoritário não significa o mesmo que significaria na Europa. – o desnível social entre pobres e ricos é de tal forma escandaloso que só uma mão de ferro pode tentar manter a justiça. A democracia representativa é um regime em que os «direitos» e as «liberdades» sufocam por vezes a Liberdade e submergem o Direito. Sobretudo, uma democracia desenhada para a Europa, em circunstâncias históricas, sociais e culturais muito específicas (e mesmo assim funciona aqui no continente da forma que sabemos). Não é um modelo aplicável em todas as latitudes e em todas as situações.
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domingo, 8 de agosto de 2010
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