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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (26),por José Brandão

Lisboa Revolucionária
Roteiro dos Confrontos Armados no Século XX


Fernando Rosas,

Tinta da China, 2007

«O livro tem como objecto de estudo a Lisboa Revolucionária do século XX, particularmente os primeiros 30 anos do século passado, tendo ainda uma incursão pelo "abalo telúrico" de 1974/75, para utilizar uma expressão com que o autor se costuma referir a este período.
Uma das originalidades do livro, e um dos aspectos mais inovadores em termos da apresentação desta investigação histórica, é que o autor parte dos vários cenários de Lisboa, onde ocorreram os principais eventos que iriam determinar os acontecimentos insurreccionais, traçando uma espécie de geografia dos vários confrontos.
O autor passeia-nos por Lisboa, revisitando o palco dos conflitos avançando do Tejo e da zona ribeirinha para Norte.

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As Lutas Operárias Contra Carestia Vida em Portugal


José Pacheco Pereira


Porto, 1971

O movimento operário português era, durante todo o século XIX e até à revolução republicana, sob várias tendências por um lado, reformista, por outro, anarquista. As tentativas de integração do operariado, efectuadas pelo Partido Republicano Português a coberto de uma política de «unidade», tentando fazer esquecer ao proletariado as suas reivindicações de classe, em prol de um programa centrado na mudança de regime, não desviaram essencialmente o movimento operário do anarquismo, embora contribuíssem para o seu afastamento do arqui-reformista e dividido P.S.P.
Em 1908, com o aparecimento do Jornal «A Greve», principia a dar-se uma alteração ideológica e política importante na história do movimento operário português, que o transforma estruturalmente e que lhe traz, para além de outras ambiguidades e fraquezas, uma certa maturidade organizativa.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Insones, noctívagos & afins - Antecedentes Ideológicos do Dia do Trabalhador

Retomamos esta rubrica, agora com um formato e um horário diferentes . todos os dias repetiremos a  publicação de um texto que tenha merecido particular interesse dos leitores quando da sua apresentação. O horário será este, o das três horas da manhã. Para iniciar, escolhemos



ANTECEDENTES IDEOLÓGICOS DO DIA DO TRABALHADOR (de Raúl Iturra)

Estava a acabar uma parte do texto da História de Portugal, para acrescentar os remotos antecedentes ideológicos do Dia do Trabalhador. Tenho comigo o livro de 1850, de Philippo Buonarroti, o, um dos membro fundadores da Carbonária1 no nosso país, editado por Chez C Garavay Jeune, em Paris. As dúvidas sobre como foi executado o regicídio em Portugal, são mais do que certas. A Carbonária tinha-se especializado em atentados contra figuras proeminentes da Europa, para semear o liberalismo preconizado por Napoleão, quem ao invadir Portugal sem sucesso de pôr no trono um seu familiar e destruir cidades, pelo menos deu azo a uma ideia nova, materializada na Constituição de 1828, que impôs ao Rei uma Assembleia para não ser um tirano absolutista. Ainda me lembro quando o actual Conde de Mangualde, tetraneto do Albuquerque da época de Bonaparte, me contava que para salvar a vila, hoje cidade, optara por entregar as chaves da fortaleza e ordenar a todos, civis e militares, não oporem resistência, evitando assim os saques, roubos, mortes e violações de direito e de pessoas. Filippo Giuseppe Maria Ludovico Buonarroti, usualmente referido em versão francesa ( French) Philippe Buonarroti (1761 - 1837) foi um italiano igualitário e socialista utópico (Italian egalitarian and utopian socialist), revolucionário, jornalista, escritor, agitador e freemason; a sua actividade foi realizada principalmente em France. De França passou a Portugal, ainda novo, para impor a República pela que o liberalismo lutava na Europa com certo sucesso. Não é possível esquecer que Buonarroti não era apenas sobrinho neto de Michelangelo, o universalmente conhecido escultor e pintor, como era discípulo de Grachus Babeuf revolucionário que com os seus panfletos no seu jornal L'Égalité, como O Manifesto dos Plebeus ou Le Manifeste de Plébéiens, publicado no seu jornal Le Tribun du peuple, de 9 de Frimario do ano IV (30 Novembro 1795), lutou contra a opressão da aristocracia. Os lemas manifestados no seu texto O Manifesto dos Plebeus, de 1885, inspiraram, mais tarde, em 1795, Sylvain Maréchal, que escreveu O Manifesto dos Iguais, e, em 1848, os Marxs, Jenny e Karl Heinrich Presborck Max, com o apoio de Engels, trouxeram a público O Manifesto dos Comunistas.