Portugal na Alvorada do Século XX
Manuel Villaverde Cabral
A Regra do Jogo, 1979
Como qualquer trabalho de investigação histórica, também este livro tem uma história, que convém, segundo as recomendações de Pierre Vilar na Introdução da sua Catalunha na Espanha moderna, lembrar muito rapidamente, tanto mais que, sem ser única no seu género, tal história difere um pouco da da maioria dos trabalhos puramente universitários. Com efeito, tanto o ponto de partida como a motivação deste estudo residem numa experiência de ordem antes da mais política. Depois de vários anos de oposição activa ao regime autoritário que se abatera sobre Portugal desde 1926, numerosos foram, entre os exilados políticos portugueses, aqueles que sentiram necessidade de saber algo mais sobre a natureza e os mecanismos de funcionamento desse inimigo que sobrevivia com tanto êxito, há tanto tempo, à resistência anti-fascista.
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Portugal na Europa de Oitocentos
Albert Silbert
Edições Salamandra, 1998
Portugal na Europa Oitocentista vem suprir uma importante lacuna da nona historiografia. Reúne doze estudos do historiador francês Albert Silbert publicados em revistas francesas e portuguesas cuja dispersão tornava quase impossível a sua consulta.
Albert Silbert nasceu em Paris, em 1915. licenciou-se na Sorbonne, em História e Geografia, em 1936. Aprisionado em 1940, esteve internado até 1945 num campo na Alemanha onde aprendeu português com outro companheiro de cativeiro filho de imigrantes portugueses cm França.
Após a Libertação, consagrou-se ao estudo da história de Portugal nos séculos XVIII e XIX. Publicou três dezenas de estudos sobre o regime liberal, os quais contribuíram decisivamente para a actual renovação da historiografia portuguesa.
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Portugal uma Perspectiva da sua História
Flausino Torres
Afrontamento, 1970
O volume que agora se publica carece de algumas palavras, introdutórias não tanto para referenciar ou apresentar o seu autor, mas sobretudo para lhe traçar os limites e explicar as razões da sua publicação.
Flausino Torres leccionou a cadeira de Cultura Portuguesa durante alguns anos, na Universidade Karlova em Praga, Checoslováquia. A necessidade de dotar o curso que regia com um instrumento de trabalho levaram-no a elaborar uma síntese da história da cultura e da civilização portuguesa; essa síntese acabou por transformar-se num pequeno manual ciclostilado que constituiu um primeiro ponto de partida para a reflexão e discussão sobre a evolução global da sociedade portuguesa.
Este volume é, assim e fielmente o pequeno manual de que, em 1970, se serviram os estudantes de cultura portuguesa daquela Universidade.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (30), por José Brandão
Notas Acerca da Geração de 70
Flausino Torres
Portugália Editora, 1967
É sempre difícil enquadrar os factos, os acontecimentos, as pessoas, as tendências. Mas é indispensável fazê-lo por várias razões que se compreendem muito bem. É mais fácil aproximar e meter dentro do mesmo quadro um Rodrigues de Freitas e um Silva Cordeiro do que aproximar, seja sob que ponto de vista for, um Eça de Queirós e um Oliveira Martins, um Júlio Dinis e um Sampaio Bruno. Que semelhanças encontrar entre um João Penha e um Antero, contemporâneos, frequentando Coimbra na mesma época, ambos bacharéis por aquela espantosa
Universidade de Coimara, ambos poetas?
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Notas Oitocentistas
Alexandre Cabral
Plátano Editora, 1973
Esta nova obra de Alexandre Cabral faz parte de uma série de estudos que aquele escritor tem vindo a fazer sobre a História de Portugal do século XIX e primeiro quartel do século XX. Incidindo muito especialmente nos reflexos sociopolíticos que alguns importantes acontecimentos do século transacto provocaram nos rumos do povo português, estas NOTAS OITOCENTISTAS – resultado de um aturado trabalho de investigação e de síntese – constituem importante achega para um mais desempoeirado conhecimento do período focado. O simples enunciado dos temas tratados por Alexandre Cabral evidencia o interesse desta obra: «Comuna de Paris de 1871»;
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Notas Para a História do Socialismo em Portugal
(1871-1910)
César Nogueira
Portugália Editora, 1964
Estas Notas para a História do Socialismo em Portugal (1871-1910) começaram a ser investigadas e escritas em 1932 (….) e durante este longo período foram sucessivamente acrescidas com mais documentário.
Não sem dificuldades, porém, foi esse material recolhido e joeirado, pois, infelizmente, quase toda a documentação da obra socialista em Portugal está perdida ou extraviada e a que se encontra é escassa – tanto nos arquivos do antigo associativismo socialista como operário e nas Bibliotecas Públicas de Lisboa e do Porto, e as colecções dos jornais e outras publicações estão incompletas ou não existem, assim como é difícil consultar outras edições dessas épocas por estarem esgotadas.
No entanto não hesitámos e conseguimos, com uma rigorosa documentação histórica obtida após laboriosas investigações, juntar o material preciso para confeccionarmos estas Notas.
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Flausino Torres
Portugália Editora, 1967
É sempre difícil enquadrar os factos, os acontecimentos, as pessoas, as tendências. Mas é indispensável fazê-lo por várias razões que se compreendem muito bem. É mais fácil aproximar e meter dentro do mesmo quadro um Rodrigues de Freitas e um Silva Cordeiro do que aproximar, seja sob que ponto de vista for, um Eça de Queirós e um Oliveira Martins, um Júlio Dinis e um Sampaio Bruno. Que semelhanças encontrar entre um João Penha e um Antero, contemporâneos, frequentando Coimbra na mesma época, ambos bacharéis por aquela espantosa
Universidade de Coimara, ambos poetas?
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Notas OitocentistasAlexandre Cabral
Plátano Editora, 1973
Esta nova obra de Alexandre Cabral faz parte de uma série de estudos que aquele escritor tem vindo a fazer sobre a História de Portugal do século XIX e primeiro quartel do século XX. Incidindo muito especialmente nos reflexos sociopolíticos que alguns importantes acontecimentos do século transacto provocaram nos rumos do povo português, estas NOTAS OITOCENTISTAS – resultado de um aturado trabalho de investigação e de síntese – constituem importante achega para um mais desempoeirado conhecimento do período focado. O simples enunciado dos temas tratados por Alexandre Cabral evidencia o interesse desta obra: «Comuna de Paris de 1871»;
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Notas Para a História do Socialismo em Portugal(1871-1910)
César Nogueira
Portugália Editora, 1964
Estas Notas para a História do Socialismo em Portugal (1871-1910) começaram a ser investigadas e escritas em 1932 (….) e durante este longo período foram sucessivamente acrescidas com mais documentário.
Não sem dificuldades, porém, foi esse material recolhido e joeirado, pois, infelizmente, quase toda a documentação da obra socialista em Portugal está perdida ou extraviada e a que se encontra é escassa – tanto nos arquivos do antigo associativismo socialista como operário e nas Bibliotecas Públicas de Lisboa e do Porto, e as colecções dos jornais e outras publicações estão incompletas ou não existem, assim como é difícil consultar outras edições dessas épocas por estarem esgotadas.
No entanto não hesitámos e conseguimos, com uma rigorosa documentação histórica obtida após laboriosas investigações, juntar o material preciso para confeccionarmos estas Notas.
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domingo, 29 de agosto de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 127 e 128 (José Brandão)

Operárias e Burguesas
Maria Alice Samara
Esfera dos Livros, 2007
No final do século XIX, princípios do século XX, estas mulheres iniciaram uma dura e longa batalha pela sua emancipação e igualdade a nível social, político e cultural. Adelaide Cabete, médica, professora e uma incansável lutadora; Alice Pestana, sempre em defesa da educação feminina e da criança; Guiomar Torrezão, a operária das letras que fez dos jornais e das suas obras publicadas em livro as armas da sua luta; Domitila de Carvalho, a primeira mulher a entrar na porta férrea da Universidade de Coimbra; Regina Quintanilha, a primeira mulher a vestir uma toga; Angelina Vidal, que deu a sua voz pelos mais desfavorecidos; Maria Rapaz, que se fez passar por homem para conseguir melhores condições de vida, são algumas das vozes deste livro. Muitas destas ambições caíram por terra com o final da I República e com o advento do Estado Novo que procura remeter as mulheres para a esfera doméstica.
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As Origens da República
Flausino Torres
Prelo, 1965
Não é preciso ser um genial observador para, de 1870 em diante, verificar que ou a monarquia muda de rumo imediatamente ou caminha apressadamente para o seu desaparecimento.
Não são só os republicanos que pensam desta forma; porque as primeiras forças republicanas estão nascendo nesse momento.
Mas os monárquicos, metidos ou não na organização política ou administrativa do tempo, se não afirmam expressamente que a monarquia vai morrer, atacam-na, contudo, de tal maneira que outra coisa não se pode esperar para o futuro.
Isto não quer dizer que alguns dos maiores escritores da época não continuem a trabalhar para a monarquia. Tendo até por vezes partido da república! Lembramos neste momento Oliveira Martins, Ramalho Ortigão e Antero de Quental. Qualquer deles passa para o serviço da monarquia.
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