Raúl Iturra
O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral (1) era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever.
Não esqueço esse soneto que faz pensar, sentir e chorar, publicado originalmente no seu livro Ternura, de 1922, página 278, intitulado Piececitos:
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
MI GABRIELA MISTRAL - O Professor Iturra partilha connosco o seu convívio com outra grande figura da cultura chilena: Gabriela Mistral, Prémio Nobel da Literatura em 1945
Gabriela Mistral, 1954, ano em que a conheci, Valparaíso, Chile
Raúl Iturra
O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral (1) era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever.
Não esqueço esse soneto que faz pensar, sentir e chorar, publicado originalmente no seu livro Ternura, de 1922, página 278, intitulado Piececitos:
Raúl Iturra
O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral (1) era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever.
Não esqueço esse soneto que faz pensar, sentir e chorar, publicado originalmente no seu livro Ternura, de 1922, página 278, intitulado Piececitos:
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
AS MINHAS RECORDAÇÕES DE PABLO NERUDA - O Professor Raúl Iturra dá um valioso contibuto para o nosso debate centrado na poesia - recordações do seu convívio com Pablo Neruda, o grande poeta chileno, Prémio Nobel da Literatura em 1971
Raúl Iturra
Foi um acaso, o que se diz normalmente, uma casualidade. Tinha eu quinze anos, el deve ter tido uma idade indefinida, mas eram já os tempos da sua idade indefinida.(1) Os poetas não têm idade vivem a vida a dar saltos entre a realidade transformada em realidade en verso. Éramos vizinhos de uma das sua três casas, a de Valparaíso o La Sebastiana. Conhecemos, na nossa lua-de-mel, a minha noiva, agora esposa, a primeira que fez no Chile: Isla Negra. Não era, de facto uma ilha, era uma quinta que ficava ao pé da casa dos nossos amores, em Algarrobo, praia balnear perto de Valparaiso. Neruda não conseguia viver sem ver o amor. Entrar na Sebastiana com a minha mãe, foi uma delícia: via-se, como era da nossa vizinha casa, toda a Baia do porto e, com essa fantasia contagiante, além-mar. Sua única habitação na cidade, era La Chascona, feita para o agrado da mulher que amava, Matilde Urrutia e os seus encontros clandestinos. La Chascona, por causa do telhado de totora (2). Nem pensar que, por ser poeta, falasse em verso, falava como todo ser humano nascido no centro Sul do Chile, engolindo as consonantes e um cantar típico que compassava as suas frases.
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