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domingo, 28 de novembro de 2010

Novo poema grande da noite mais triste ou um saboroso manguito à sorte e ao tempo

Adão Cruz (Parido no dia do recente aniversário de Herberto Hélder e dedicado ao estrolabio e suas gentes)



Foi a noite mais triste
a mais negra noite mais triste do que todas as sombras
mais triste do que a noite de Orfeu
mais triste do que a sombra dos coqueiros sem lua
mais negra do que o mergulho do tarrafe nas águas fundas do Cacheu.