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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Malangatana Valente, o grande pintor moçambicano, chega aoTerreiro da Lusofonia
Malangatana Valente, um dos maiores pintores do espaço Lusófono, nasceu em Matalana, província de Maputo, Moçambique, em 6 de Junho de 1936. Exerceu profissões humildes, de pastor de gado a apanhador de bolas num clube de Lourenço Marques. Foi perseguido pela polícia políitica portuguesa e preso sob a acusação de pertencer à FRELIMO.
A partir de 1960, dedicou-se em exclusivo à pintura. Tem quadros nas colecções dos principais museus do mundo. As suas cores fortes e belas enchem hoje a manhã no Terreiro da Lusofonia.
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domingo, 13 de junho de 2010
Homenagem a Lurdes Rocha Girão (1949/2009)
Volúpia
No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
_______________________________________
Nota: Estamos a apresentar obras de Lurdes Rocha Girão, médica, pintora, poeta, fadista se lhe apetecia. É a homenagem de Luís Rocha, de Luís Moreira e de Carlos Loures à irmã e á amiga. Continuaremos a mostrar os seus poemas, os seus contos e os seus quadros. Hoje, foi a vez de "Nu", acrílico em tela 50X70.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Vigilante
Luis Rocha
O meu amigo Luís Moreira tem insistido comigo para publicar telas da autoria da minha irmã (Maria de Lourdes Fernandes Rocha) falecida em 16 de Novembro de 2009 com 60 anos que, apesar do seu espírito e força de luta, não resistiu ao terceiro cancro.
Tal como eu nasceu em Castelo Branco. Formou-se em Medicina na Faculdade de Lisboa. Depois de casada e ter passado por alguns hospitais, emigrou para Torre de Moncorvo (onde o marido, licenciado em Direito, tinha nascido e para onde decidiu ir exercer a profissão). Assim foi para o Hospital de Torre de Moncorvo onde chegou a ser Directora. Para Novembro deste ano a Câmara de Torre de Moncorvo, anunciou homenageá-la com a colocação de um “busto” no Hospital.
A morte do nosso pai em 1981 foi uma das primeiras nuvens escuras da sua vida. Mais tarde surgiu o primeiro cancro numa mama e, no ano seguinte na outra. Fez os tratamentos de Rádio e Quimioterapia. Como médica, mas principalmente com a força de lutadora que sempre a caracterizou, enfrentou o “animal”.
Reformou-se, passando a exercer medicina privada e, se até aí já era uma pessoa dedicada ao serviço da saúde, passou também a dedicar-se a acções sociais de que são testemunho, entre outros, a sua participação como voluntária no Corpo de Bombeiros e a criação de uma Associação “ O LEME” de apoio aos doentes do cancro.
Como forma de luta elegeu a escrita (publicou dois livros) e principalmente um dom que não sabia que tinha – o da pintura.
Nas noites em que as dores não a deixavam dormir, pintava até de madrugada o que lhe ia na alma. Pintou dezenas de telas e fez várias exposições.
A pedido do meu amigo, apresento acima uma pintura que reflecte a sua maneira de estar e lutar.
Quando vi este quadro pela primeira vez escrevi sobre ele o que a seguir transcrevo:
“Algumas nuvens de poeira esmoreceram, durante algum tempo, aquele brilho de força e esperança.
Por ser incontrolável a poeira que já começava a desanuviar, adensou-se e o brilho ficou de novo ofuscado.
Mas aí veio ao de cima a força interior daquela mulher que com um forte sopro de esperança, começou a esbater a nebulosidade provocada por aquela nova poeira.
Renasceu uma nova mulher com um brilho ainda mais intenso de ESPERANÇA E AMOR.
Sempre Vigilante seguia o seu caminho.”
O meu amigo Luís Moreira tem insistido comigo para publicar telas da autoria da minha irmã (Maria de Lourdes Fernandes Rocha) falecida em 16 de Novembro de 2009 com 60 anos que, apesar do seu espírito e força de luta, não resistiu ao terceiro cancro.
Tal como eu nasceu em Castelo Branco. Formou-se em Medicina na Faculdade de Lisboa. Depois de casada e ter passado por alguns hospitais, emigrou para Torre de Moncorvo (onde o marido, licenciado em Direito, tinha nascido e para onde decidiu ir exercer a profissão). Assim foi para o Hospital de Torre de Moncorvo onde chegou a ser Directora. Para Novembro deste ano a Câmara de Torre de Moncorvo, anunciou homenageá-la com a colocação de um “busto” no Hospital.
A morte do nosso pai em 1981 foi uma das primeiras nuvens escuras da sua vida. Mais tarde surgiu o primeiro cancro numa mama e, no ano seguinte na outra. Fez os tratamentos de Rádio e Quimioterapia. Como médica, mas principalmente com a força de lutadora que sempre a caracterizou, enfrentou o “animal”.
Reformou-se, passando a exercer medicina privada e, se até aí já era uma pessoa dedicada ao serviço da saúde, passou também a dedicar-se a acções sociais de que são testemunho, entre outros, a sua participação como voluntária no Corpo de Bombeiros e a criação de uma Associação “ O LEME” de apoio aos doentes do cancro.
Como forma de luta elegeu a escrita (publicou dois livros) e principalmente um dom que não sabia que tinha – o da pintura.
Nas noites em que as dores não a deixavam dormir, pintava até de madrugada o que lhe ia na alma. Pintou dezenas de telas e fez várias exposições.
A pedido do meu amigo, apresento acima uma pintura que reflecte a sua maneira de estar e lutar.
Quando vi este quadro pela primeira vez escrevi sobre ele o que a seguir transcrevo:
“Algumas nuvens de poeira esmoreceram, durante algum tempo, aquele brilho de força e esperança.
Por ser incontrolável a poeira que já começava a desanuviar, adensou-se e o brilho ficou de novo ofuscado.
Mas aí veio ao de cima a força interior daquela mulher que com um forte sopro de esperança, começou a esbater a nebulosidade provocada por aquela nova poeira.
Renasceu uma nova mulher com um brilho ainda mais intenso de ESPERANÇA E AMOR.
Sempre Vigilante seguia o seu caminho.”
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