Retomamos esta rubrica, agora com um formato e um horário diferentes . todos os dias repetiremos a publicação de um texto que tenha merecido particular interesse dos leitores quando da sua apresentação. O horário será este, o das três horas da manhã. Para iniciar, escolhemos
ANTECEDENTES IDEOLÓGICOS DO DIA DO TRABALHADOR (de Raúl Iturra)
Estava a acabar uma parte do texto da História de Portugal, para acrescentar os remotos antecedentes ideológicos do Dia do Trabalhador. Tenho comigo o livro de 1850, de Philippo Buonarroti, o, um dos membro fundadores da Carbonária1 no nosso país, editado por Chez C Garavay Jeune, em Paris. As dúvidas sobre como foi executado o regicídio em Portugal, são mais do que certas. A Carbonária tinha-se especializado em atentados contra figuras proeminentes da Europa, para semear o liberalismo preconizado por Napoleão, quem ao invadir Portugal sem sucesso de pôr no trono um seu familiar e destruir cidades, pelo menos deu azo a uma ideia nova, materializada na Constituição de 1828, que impôs ao Rei uma Assembleia para não ser um tirano absolutista. Ainda me lembro quando o actual Conde de Mangualde, tetraneto do Albuquerque da época de Bonaparte, me contava que para salvar a vila, hoje cidade, optara por entregar as chaves da fortaleza e ordenar a todos, civis e militares, não oporem resistência, evitando assim os saques, roubos, mortes e violações de direito e de pessoas. Filippo Giuseppe Maria Ludovico Buonarroti, usualmente referido em versão francesa ( French) Philippe Buonarroti (1761 - 1837) foi um italiano igualitário e socialista utópico (Italian egalitarian and utopian socialist), revolucionário, jornalista, escritor, agitador e freemason; a sua actividade foi realizada principalmente em France. De França passou a Portugal, ainda novo, para impor a República pela que o liberalismo lutava na Europa com certo sucesso. Não é possível esquecer que Buonarroti não era apenas sobrinho neto de Michelangelo, o universalmente conhecido escultor e pintor, como era discípulo de Grachus Babeuf revolucionário que com os seus panfletos no seu jornal L'Égalité, como O Manifesto dos Plebeus ou Le Manifeste de Plébéiens, publicado no seu jornal Le Tribun du peuple, de 9 de Frimario do ano IV (30 Novembro 1795), lutou contra a opressão da aristocracia. Os lemas manifestados no seu texto O Manifesto dos Plebeus, de 1885, inspiraram, mais tarde, em 1795, Sylvain Maréchal, que escreveu O Manifesto dos Iguais, e, em 1848, os Marxs, Jenny e Karl Heinrich Presborck Max, com o apoio de Engels, trouxeram a público O Manifesto dos Comunistas.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
O Romantismo social português: 1 – Considerações gerais
Sílvio Castro
Movimento de vanguarda, possivelmente o primeiro nesse sentido, o Romantismo se apresenta historicamente em forma complexa, englobando e propondo as mais diversas dimensões para a nova criação literária. Herdeiro dos melhores valores da tradição neo-clássica, entretanto logo se mostra contrário às mesmas e disponível à conquista de surpreendentes e inéditas dimensões artísticas.
Movimento de vanguarda, possivelmente o primeiro nesse sentido, o Romantismo se apresenta historicamente em forma complexa, englobando e propondo as mais diversas dimensões para a nova criação literária. Herdeiro dos melhores valores da tradição neo-clássica, entretanto logo se mostra contrário às mesmas e disponível à conquista de surpreendentes e inéditas dimensões artísticas.
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burguesia,
revolução de 1789,
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