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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Direita e esquerda, continuam a existir?

Carlos Loures

Vem este texto na sequência de outro que aqui publiquei há dias - “Esquerda, precisa-se”. 

Num dos comentários, a querida amiga Carla Romualdo perguntava: «crês que ainda faz sentido falar em "esquerda" e "direita", quando estes conceitos se esvaziaram de tal modo nos últimos anos? Não lanço a pergunta como uma picadela irónica, mas sim como uma honesta interrogação. Será que ainda faz sentido esta divisão?». Escolhi este comentário por me parecer aquele que coloca a questão mais importante e ao responder à Carla tentarei dissipar outras dúvidas, eventualmente suscitadas por não ter sido suficientemente claro.

Direita e esquerda – faz ainda sentido esta divisão?

Sempre ouvi dizer que as designações de "esquerda" e "direita", tiveram origem no facto de nas assembleias políticas anteriores e posteriores à Revolução de 1789, os políticos mais conservadores se sentarem à direita da mesa da presidência e os mais radicais à esquerda.

Na Assembleia Nacional (1789), a expressões «gauche» e «droite» eram aplicadas respectivamente a republicanos e a monárquicos; na Convenção Nacional (1792), o termo usou-se para distinguir jacobinos de girondinos. Os primeiros eram defensores dos chamados sans-cullotes, os deserdados da fortuna; os segundos eram deputados que representavam a burguesia ilustrada, hesitante entre a monarquia constitucional e a república. 
 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Bonjour, la France!


Le lendemain du 14 juillet à son réveil, apprenant la nouvelle par le duc de La Rochefoucauld-Liancourt, Louis XVI lui aurait demandé :
- « C’est une révolte ? »
- « Non sire, ce n’est pas une révolte, c’est une révolution », lui aurait alors répondu La Rochefoucauld !

Na sua edição do dia 16 de Julho de 1789, o Journal de Paris começava assim a notícia:

 "O sol nasceu às 4h08 daquela terça-feira, dia 14 de julho de 1789, e, apesar da luminosidade, a cidade anunciava um dia encoberto e frio naquele Verão, no qual os termómetros marcavam 12 graus pouco antes do meio-dia." Porém, apesar do inusitado frio num dia de Verão, um furacão incendiário estava prestes a abater-se sobre a «ordem natural das coisas». Com a Tomada da Bastilha, começava a grande Revolução Francesa. A França e o mundo nunca mais seriam os mesmos. Na realidade, não se tratava de uma revolta. Era a Revolução.

Vejamos de novo esta cena do filme Casablanca, onde o realizador Michael Curtiz consegue, neste seu filme de 1942, fazer perpassar, com emoção, a força de uma França que, apesar de ocupada, se mantém como a indómita guardiã dos valores da sua e nossa Revolução.

É um momento único da história do cinema:



É esta França que saudamos - Bonjour, la France!