Clara Castilho
Temos andado a falar muito sobre velhice, o que acontece nessa altura – Lares, como uma solução nem sempre satisfatória – e, inevitavelmente morte.
E doença que leva à incapacidade ou à morte… Nem de propósito, recebi um email de um médico que foi amigo de família – hoje com 80 e tal anos – e que voltei a encontrar e descobri ser um entusiasta da internet e do envio de emails. Entope-me a caixa de correio… mas uns são engraçados e instrutivos.
É um facto que sabemos o que nos faz mal, o que devemos ou não comer, que o fumar põe a vida em perigo, que devíamos fazer mais exercício físico, andar menos stressados… E continuamos a fazer asneiras!
É, a informação não chega. Temos que acrescentar reflexão, em determinadas circunstâncias. Disto falarei noutra altura e a propósito de outras coisas.
Mas penso que alguns poderão gostar de ver este documentário.
Como resposta proponho: que tal marcarmos uma passeata, a pé, mas para um dia de menos calor?
Mostrar mensagens com a etiqueta velhice. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta velhice. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Lares - depósitos de corpo à espera da morte?
Clara Castilho
A) Um dia, de passagem por um Lar de Idosos:
¤ Lurdes, 50 e poucos anos, educadora de infância, teve reforma antecipada, pois, devido a sua doença psiquiátrica, se tornou incapaz de estar com crianças e de orientar a sua vida, devido a falta de apoio familiar. Teve reforma antecipada e encontra-se num Lar onde só é visitada, de quando em quando, por um sobrinho. Quando lá vou, tenta cravar-me cigarros. Dou-lhe em troca alguma conversa, a que corresponde com ar submisso. Levo-lhe romances simples que vai lendo e contando-me as histórias, pequenas lembranças, cremes para o corpo, perfumes, tentando fazer sobressair algo feminino por detrás do seu alheamento. Agradece sempre com o mesmo ar subserviente que me incomoda e constrange: “Obrigada, doutora, está muito bonita hoje!”. Fico duvidando se os elogios são uma espécie de garantia para que continue a ter com ela este tipo de relacionamento.
A) Um dia, de passagem por um Lar de Idosos:
¤ Lurdes, 50 e poucos anos, educadora de infância, teve reforma antecipada, pois, devido a sua doença psiquiátrica, se tornou incapaz de estar com crianças e de orientar a sua vida, devido a falta de apoio familiar. Teve reforma antecipada e encontra-se num Lar onde só é visitada, de quando em quando, por um sobrinho. Quando lá vou, tenta cravar-me cigarros. Dou-lhe em troca alguma conversa, a que corresponde com ar submisso. Levo-lhe romances simples que vai lendo e contando-me as histórias, pequenas lembranças, cremes para o corpo, perfumes, tentando fazer sobressair algo feminino por detrás do seu alheamento. Agradece sempre com o mesmo ar subserviente que me incomoda e constrange: “Obrigada, doutora, está muito bonita hoje!”. Fico duvidando se os elogios são uma espécie de garantia para que continue a ter com ela este tipo de relacionamento.
Etiquetas:
gerontologia social,
lares da terceira idade,
velhice
Subscrever:
Mensagens (Atom)


