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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Regicídio (Centenário da República)

Carlos Loures



Já aqui falei deste assunto, mas  iria referir hoje alguns aspectos e pormenores que não foquei nesse texto anterior. Em cima, vemos uma "reconstituição" do atentado´, fantasiosa como todas as muitas que por esse mundo fora se fizeram.

Embora se saiba que uma conjura de monárquicos, mais concretamente de gente da Dissidência Progressista, liderada por José de Alpoim e pelo visconde da Ribeira Brava, esteve na base da conspiração, há pontos obscuros - uns que podem ser esclarecidos, outros que, muito provavelmente, nunca o serão. Diz José Luciano de Castro, em «Documentos Políticos»: «Os dissidentes, que para a generalidade do país, são os principais responsáveis da tragédia do 1 de Fevereiro de 1908, e que, se não destruíram a monarquia foi porque não puderam». No meu romance «A Sinfonia da Morte» encontro uma explicação plausível e na qual acredito; mas trata-se de uma ficção, onde as suposições são permitidas. Inclusivamente, nos chamados romances históricos, são pelos hiatos da documentação histórica que a teia da ficção passa e se constrói. Hoje vou falar do que se passou no Terreiro do Paço em 1 de Fevereiro de 1908, cerca das 17 horas.