Carlos Loures
Em Outubro de 1987, Karl Popper (1902-1994), veio fazer uma conferência a Lisboa a convite de Mário Soares, então presidente da República. Nessa conferência, contou como, atraído na juventude pelo Comunismo, foi verificando ao longo da vida que a teoria da História de Marx e a sua profecia sobre o advento do Socialismo, apresentavam muitas falhas. Quem sou eu para contestar Popper, mas, na minha modesta opinião, as falhas não foram de Marx, que só podia raciocinar com os elementos de que dispunha – a máquina a vapor, símbolo da Revolução Industrial, estava a revolucionar o mundo do trabalho, a transformar artífices em operários, a criar um «proletariado» e um «lumpen» ou seja, um «subproletariado». Quanto a esta última classe, colocada à margem do processo produtivo, Marx entendia-a como susceptível de se unir à vanguarda revolucionária ou de ser instrumentalizada e transformada em núcleo principal do exército contra-revolucionário. Gente que nada tem é mais vulnerável às promessas, sobretudo às falsas promessas.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Partir - para onde?
Clara Castilho
Na continuação da reflexão, que partiu do texto publicado do Luiz Pacheco, passou pelo meu – “Lares- depósito de corpos à espera da morte?”, envio esta pequena curta metragem, de uma portuguesa (mas feito no Canadá….) sobre uma forma de “partir”.
A cor preta angustia, a reacção à “diferença” da criança, a solidão, também. Mas, mesmo sem asas, é um partir que parece não sofrido.
Na continuação da reflexão, que partiu do texto publicado do Luiz Pacheco, passou pelo meu – “Lares- depósito de corpos à espera da morte?”, envio esta pequena curta metragem, de uma portuguesa (mas feito no Canadá….) sobre uma forma de “partir”.
A cor preta angustia, a reacção à “diferença” da criança, a solidão, também. Mas, mesmo sem asas, é um partir que parece não sofrido.
Novas Viagens na Minha Terra
Manuela Degerine
Capítulo LXI
Décima sexta etapa: em Vilarinho
O refúgio de peregrinos situa-se algures, num centro polidesportivo, deparo com vários edifícios, arquitectura pública, agora tudo fechado, não avisto ninguém, chove cada vez mais e eu ignoro por onde entrar. Vou e venho sem encontrar fechadura para nenhuma das chaves, volto atrás e toco à campainha da casa mais próxima. Explicam-me com gentileza: tenho que abrir um portão, atravessar um relvado – muito enlameado.
Num lugar que parece uma escola, encontro uma sucessão de portas, onde vou experimentando as numerosas chaves. Após várias tentativas, entro numa divisão: dois beliches, uma mesa, um lava-loiça, uma bancada com placa eléctrica e, por debaixo, armário e gavetas. Largo a mochila... Continuo a procurar, aqui não abre, a seguir tão-pouco, prossigo a busca – descubro a casa de banho. Experimento a água do duche: fria. Bem... hoje não transpirei.
Capítulo LXI
Décima sexta etapa: em Vilarinho
O refúgio de peregrinos situa-se algures, num centro polidesportivo, deparo com vários edifícios, arquitectura pública, agora tudo fechado, não avisto ninguém, chove cada vez mais e eu ignoro por onde entrar. Vou e venho sem encontrar fechadura para nenhuma das chaves, volto atrás e toco à campainha da casa mais próxima. Explicam-me com gentileza: tenho que abrir um portão, atravessar um relvado – muito enlameado.
Num lugar que parece uma escola, encontro uma sucessão de portas, onde vou experimentando as numerosas chaves. Após várias tentativas, entro numa divisão: dois beliches, uma mesa, um lava-loiça, uma bancada com placa eléctrica e, por debaixo, armário e gavetas. Largo a mochila... Continuo a procurar, aqui não abre, a seguir tão-pouco, prossigo a busca – descubro a casa de banho. Experimento a água do duche: fria. Bem... hoje não transpirei.
O tempo em Olivença
Carlos Luna
Em Olivença sinto o peso do tempo,
sinto a sua força onde ela mais dói.
Sinto o seu peso como contratempo
na morte da evocação de cada herói
Em Olivença vejo o efeito do tempo,
vejo-o em cada mentira que ele condtrói,
em cada casa caída, em cada "passatempo"
oco, falso, qu´as páginas do passado destrói.
Em Olivença cala-se do povo a memória
em cada imperativo, diz-se, de mudança,
de cada vez que se oculta uma velha glória.
Em Olivença, só não morreu a esperança
de um dia, em liberdade, se contar a História
do passado, dos teus avós, a qualquer criança!
Estremoz, Março de 2007
Pecadores
António Sales
Pai, perdoai os meus algozes,
disse Jesus
abençoando-os com a paz da oração
ao abrigar
os desgraçados no perdão.
Braços abertos pelos cravos
de uma cruz,
guardou em si o sacrifício do gesto
fraternal
enquanto despertava a luz do coração.
Os espíritos do mal ficaram confundidos.
A humildade
espelhada nas palavras do amor
clamava:
Deixai vir a mim os pecadores.
Sócrates, não o filósofo grego
mas o outro,
o que ajudou a pôr o país no prego,
estendeu
os braços num gesto teatral.
Agigantou-se ao sol o seu sorriso
imperador
iluminado por fortes projectores,
e arrebatado clamou:
Deixai vir a mim os eleitores.
Pai, perdoai os meus algozes,
disse Jesus
abençoando-os com a paz da oração
ao abrigar
os desgraçados no perdão.
Braços abertos pelos cravos
de uma cruz,
guardou em si o sacrifício do gesto
fraternal
enquanto despertava a luz do coração.
Os espíritos do mal ficaram confundidos.
A humildade
espelhada nas palavras do amor
clamava:
Deixai vir a mim os pecadores.
Sócrates, não o filósofo grego
mas o outro,
o que ajudou a pôr o país no prego,
estendeu
os braços num gesto teatral.
Agigantou-se ao sol o seu sorriso
imperador
iluminado por fortes projectores,
e arrebatado clamou:
Deixai vir a mim os eleitores.
O estado espanhol mostra os dentes: «Un policía amenaza a una andaluza por usar el gallego
(EL PAÍS - Santiago - 26/07/2010)
.................
José Brandão fala de «Os Homens do Rei».
Este é um espaço novo onde teremos os colaboradores do Estrolabio a apresentar uma ideia, um livro, um quadro, uma canção – de sua autoria ou não. José Brandão, o nosso historiador que nos apresentou a série dos «Suicídios famosos em Portugal» e agora nos está a oferecer «República nos livros de ontem nos livros de hoje», vem falar sobre a sua última obra - «Os Homens do Rei». Ouçamo-lo então;
Este livro é a História de Portugal contada com o propósito de trazer para primeiro plano do conhecimento público algumas das muitas figuras que protagonizaram episódios marcantes ao serviço de um rei.
Contam-se casos e vidas de súbditos que se notabilizaram pelos feitos que os colocam no nosso memorial histórico e onde estão nomes da mais diversa condição que surpreendem ao aparecerem juntos, como acontece no presente volume.
Os Homens do Rei são um encontro com figuras da História que estiveram presentes de forma elevada na vida dos reis portugueses. São personagens com feitos e factos capazes de despertar as atenções protectoras ou os interesses mais exigentes das majestades reinantes e que, em alguns casos, chegam mesmo a ocupar funções que deixam ofuscado o respectivo patrono real.
Os Homens do Rei aqui apresentados revelam as grandezas e fraquezas de um mundo tutelado por sucessivas dinastias onde nem sempre prevalece o primado da competência e o da honradez de carácter.
Se por um lado homem do rei pode significar um factor de competência na educação e na formação de alguém visado, por outro, pode traduzir as fragilidades e os podres de um Poder que se estilhaça e se dissolve às mãos de aproveitadores de ocasião.
Este livro é a História de Portugal contada com o propósito de trazer para primeiro plano do conhecimento público algumas das muitas figuras que protagonizaram episódios marcantes ao serviço de um rei.
Contam-se casos e vidas de súbditos que se notabilizaram pelos feitos que os colocam no nosso memorial histórico e onde estão nomes da mais diversa condição que surpreendem ao aparecerem juntos, como acontece no presente volume.
Os Homens do Rei são um encontro com figuras da História que estiveram presentes de forma elevada na vida dos reis portugueses. São personagens com feitos e factos capazes de despertar as atenções protectoras ou os interesses mais exigentes das majestades reinantes e que, em alguns casos, chegam mesmo a ocupar funções que deixam ofuscado o respectivo patrono real.
Os Homens do Rei aqui apresentados revelam as grandezas e fraquezas de um mundo tutelado por sucessivas dinastias onde nem sempre prevalece o primado da competência e o da honradez de carácter.
Se por um lado homem do rei pode significar um factor de competência na educação e na formação de alguém visado, por outro, pode traduzir as fragilidades e os podres de um Poder que se estilhaça e se dissolve às mãos de aproveitadores de ocasião.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Reflexões sobre Bolonha - 4
Júlio Marques Mota*
ANEXO II (Continuação)
Excerto de uma carta enviada a um antigo ministro da tutela do Ensino Superior
Coimbra, 18 de Abril de 2008
Caro Professor:
Tomo a liberdade de lhe escrever esta carta assente em dois pontos: o primeiro, a expressar a desilusão de quem está a assistira lenta agonia das Universidades, o segundo, para lhe apresentarmos um recente trabalho de grupo sobre a crise actual.
Sobre as Universidades e numa referência rápida quero agradecer-lhe a leitura cuidada que fez dos meus dois textos sobre o ensino superior. A escrevê-los hoje seria mais duro, pois, parafraseando um dos homens que mais me marcou em questões de educação e um texto que lhe mando em anexo, Antoine Prost, tenho o sentimento e a certeza de que estamos perante um Munique pedagógico e científico: capitulamos face à destruição rápida das Universidades, hoje a serem transformadas em liceus de má qualidade. Estamos silenciosamente a destruir ou a impedir que se crie a inteligência futura do nosso país. O termo Bolonha, mas não a declaração de Bolonha que é claramente muito mais séria, é o pretexto, é a capa, apenas isso, sabemo-lo hoje. O objectivo é a redução do défice, é a aplicação estrita de um modelo neo-liberal puro e duro, conduzido desta forma por socialistas, o que é estranho, é a aposta exclusiva nas formações curtas e num momento da curva da História que nos diz que tudo deve ser repensado, curva esta que, no dizer de Fukuyama, se iniciou com Regan e se conclui com a actual crise financeira. A actual política do ensino superior é ao mesmo tempo a aplicação cruel duma lógica de desrespeito total pelos nossos filhos e netos numa sociedade cada vez mais insensível e mais implacável, mais desregulamentada e a partir do próprio Estado, o que ainda é mais estranho. É esta mesma lógica que leva a que jovens com apenas 20 anos, diplomados e desinformados, credenciados por um diploma superior garante da sua não empregabilidade e da nossa incapacidade, sejam atirados para a fogueira do mercado, onde tudo é valido pela ausência de valores que neste predomina, como se tem estado a ver. Mas, agora, atiramo-los em nome da responsabilização individual. Os romanos davam a isto um outro nome, professor!
Certo da sua atenção, pedimos desculpa pela liberdade assumida e pelo tempo tomado e apresentamos sinceramente os nossos cumprimentos.
Atenciosamente
Júlio Mota
ANEXO III
Carta enviada à direcção do Jornal Público
Caros Senhores Jornalistas do Jornal Público
Foi com satisfação que li a vossa recente reportagem sobre o ensino em que assisti a uma muita boa denúncia do que neste campo está a ser feito em Portugal. Digo satisfação, não pela realidade “ilustrada” pois ninguém pode ficar satisfeito com o que aí se diz, com o que aí se mostra, digo satisfação pela coragem havida, quer dos jornalistas quer dos professores que se pronunciaram. Estar fora do mundo de Pangloss não é hoje permitido. O silêncio que tem havido à volta de tudo isto é disso uma clara ilustração. Já era tempo de quebrar esse silêncio. Os senhores fizeram-no. Felicitações
No entanto, uma pequena falha se instala, uma pequena dúvida percorre o raciocínio dos leitores da mesma reportagem. Fica-se com a sensação de que o problema está fora da Universidade, que o problema é apenas o ensino secundário. Não é verdade.
Hoje, do meu ponto de vista, as faculdades tornaram-se, sob a protecção de Bolonha e com o silêncio de muita gente, verdadeiras fábricas de produção de diplomas superiores da ignorância. Uma outra reportagem sobre este nível de ensino seria, do meu ponto de vista, a sequência daquela reportagem, seria mostrar, face ao que se disse na reportagem anterior, o que se faz nas Universidades a muitos daqueles alunos. Eu digo-vos: possivelmente passam-nos, e com o grau de mestre.
Sugiro-vos então uma “viagem” ao mundo da ignorância das Universidades e compreender-se-á o que é, afinal, ensinar “melhor” a alunos piores, em menos anos e em menos aulas por semana. Um milagre que seria bom que desvendassem. Prestariam assim um bom serviço às gerações futuras e, porque não, ao futuro deste nosso país.
E é tudo. As minhas desculpas pela liberdade da sugestão.
Júlio Marques Mota
FIM DOS ANEXOS
Talvez esteja enganado, bem gostaria de o estar, mas aqui lhes deixo as minhas impressões sobre Bolonha.
* Docente na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
ANEXO II (Continuação)
Excerto de uma carta enviada a um antigo ministro da tutela do Ensino Superior
Coimbra, 18 de Abril de 2008
Caro Professor:
Tomo a liberdade de lhe escrever esta carta assente em dois pontos: o primeiro, a expressar a desilusão de quem está a assistira lenta agonia das Universidades, o segundo, para lhe apresentarmos um recente trabalho de grupo sobre a crise actual.
Sobre as Universidades e numa referência rápida quero agradecer-lhe a leitura cuidada que fez dos meus dois textos sobre o ensino superior. A escrevê-los hoje seria mais duro, pois, parafraseando um dos homens que mais me marcou em questões de educação e um texto que lhe mando em anexo, Antoine Prost, tenho o sentimento e a certeza de que estamos perante um Munique pedagógico e científico: capitulamos face à destruição rápida das Universidades, hoje a serem transformadas em liceus de má qualidade. Estamos silenciosamente a destruir ou a impedir que se crie a inteligência futura do nosso país. O termo Bolonha, mas não a declaração de Bolonha que é claramente muito mais séria, é o pretexto, é a capa, apenas isso, sabemo-lo hoje. O objectivo é a redução do défice, é a aplicação estrita de um modelo neo-liberal puro e duro, conduzido desta forma por socialistas, o que é estranho, é a aposta exclusiva nas formações curtas e num momento da curva da História que nos diz que tudo deve ser repensado, curva esta que, no dizer de Fukuyama, se iniciou com Regan e se conclui com a actual crise financeira. A actual política do ensino superior é ao mesmo tempo a aplicação cruel duma lógica de desrespeito total pelos nossos filhos e netos numa sociedade cada vez mais insensível e mais implacável, mais desregulamentada e a partir do próprio Estado, o que ainda é mais estranho. É esta mesma lógica que leva a que jovens com apenas 20 anos, diplomados e desinformados, credenciados por um diploma superior garante da sua não empregabilidade e da nossa incapacidade, sejam atirados para a fogueira do mercado, onde tudo é valido pela ausência de valores que neste predomina, como se tem estado a ver. Mas, agora, atiramo-los em nome da responsabilização individual. Os romanos davam a isto um outro nome, professor!
Certo da sua atenção, pedimos desculpa pela liberdade assumida e pelo tempo tomado e apresentamos sinceramente os nossos cumprimentos.
Atenciosamente
Júlio Mota
ANEXO III
Carta enviada à direcção do Jornal Público
Caros Senhores Jornalistas do Jornal Público
Foi com satisfação que li a vossa recente reportagem sobre o ensino em que assisti a uma muita boa denúncia do que neste campo está a ser feito em Portugal. Digo satisfação, não pela realidade “ilustrada” pois ninguém pode ficar satisfeito com o que aí se diz, com o que aí se mostra, digo satisfação pela coragem havida, quer dos jornalistas quer dos professores que se pronunciaram. Estar fora do mundo de Pangloss não é hoje permitido. O silêncio que tem havido à volta de tudo isto é disso uma clara ilustração. Já era tempo de quebrar esse silêncio. Os senhores fizeram-no. Felicitações
No entanto, uma pequena falha se instala, uma pequena dúvida percorre o raciocínio dos leitores da mesma reportagem. Fica-se com a sensação de que o problema está fora da Universidade, que o problema é apenas o ensino secundário. Não é verdade.
Hoje, do meu ponto de vista, as faculdades tornaram-se, sob a protecção de Bolonha e com o silêncio de muita gente, verdadeiras fábricas de produção de diplomas superiores da ignorância. Uma outra reportagem sobre este nível de ensino seria, do meu ponto de vista, a sequência daquela reportagem, seria mostrar, face ao que se disse na reportagem anterior, o que se faz nas Universidades a muitos daqueles alunos. Eu digo-vos: possivelmente passam-nos, e com o grau de mestre.
Sugiro-vos então uma “viagem” ao mundo da ignorância das Universidades e compreender-se-á o que é, afinal, ensinar “melhor” a alunos piores, em menos anos e em menos aulas por semana. Um milagre que seria bom que desvendassem. Prestariam assim um bom serviço às gerações futuras e, porque não, ao futuro deste nosso país.
E é tudo. As minhas desculpas pela liberdade da sugestão.
Júlio Marques Mota
FIM DOS ANEXOS
Talvez esteja enganado, bem gostaria de o estar, mas aqui lhes deixo as minhas impressões sobre Bolonha.
* Docente na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Sondagens para que vos quero...
Luís Moreira
Cavaco Silva aproxima-se dos 60% no que diz respeito a quem vai votar e a 80% nos que acreditam que vai ganhar!
Nas presidenciais parece que o assunto está resolvido, com Manuel Alegre a andar perto dos vinte e tal por cento e Fernando Nobre nos doze por cento.
Nas legislativas o PSD aproxima-se doa 40% e o PS dos 34%.PCP com 9% é a terceira força, BE com 8% e o CDS com 5%. Isto quer dizer que a esquerda ainda se mantem maioritária. Apesar da crise enorme e da má situação o PS ainda vai aos 34%, perdendo cerca de 10% para o PSD, bem como o CDS que perde cerca de 5% para o mesmo PSD.
Claro que perante estes números Passos Coelho capitaliza o que pode, como é o caso da revisão constitucional, que agora toca na regionalização (abandonando a obrigação de uma referendo)deixa cair grande parte das mudanças nos poderes presidenciais, insiste no SNS e na Educação,tornando-as pagas para quem pode e, muda, muito, a economia.
Tirar o Estado da economia é uma obrigação sem o que nunca teremos pequenas e médias empresas com prioridade, serão sempre as empresas públicas e do regime a comer a maior fatia.
Não são mais do que tendências, valem o que valem, mas o ínicio de um novo ciclo, agora com sociais democratas e democratas cristãos,um Estado menos gigantesco e uma sociedade civil mais forte, é o que se formula no horizonte.Por mim, não acredito que num país tão desigual e com tantos pobres o Estado Social seja afectado.Outros caminhos, sim !
PS:
O PSD sob a liderança de Pedro Passos Coelho subiu 13 pontos percentuais em apenas dois meses nas sondagens Bareme para TSF e Diário Económico. A mais recente, divulgada ontem, coloca os sociais-democratas à beira da maioria absoluta e muito longe do PS.
Cavaco Silva aproxima-se dos 60% no que diz respeito a quem vai votar e a 80% nos que acreditam que vai ganhar!
Nas presidenciais parece que o assunto está resolvido, com Manuel Alegre a andar perto dos vinte e tal por cento e Fernando Nobre nos doze por cento.
Nas legislativas o PSD aproxima-se doa 40% e o PS dos 34%.PCP com 9% é a terceira força, BE com 8% e o CDS com 5%. Isto quer dizer que a esquerda ainda se mantem maioritária. Apesar da crise enorme e da má situação o PS ainda vai aos 34%, perdendo cerca de 10% para o PSD, bem como o CDS que perde cerca de 5% para o mesmo PSD.
Claro que perante estes números Passos Coelho capitaliza o que pode, como é o caso da revisão constitucional, que agora toca na regionalização (abandonando a obrigação de uma referendo)deixa cair grande parte das mudanças nos poderes presidenciais, insiste no SNS e na Educação,tornando-as pagas para quem pode e, muda, muito, a economia.
Tirar o Estado da economia é uma obrigação sem o que nunca teremos pequenas e médias empresas com prioridade, serão sempre as empresas públicas e do regime a comer a maior fatia.
Não são mais do que tendências, valem o que valem, mas o ínicio de um novo ciclo, agora com sociais democratas e democratas cristãos,um Estado menos gigantesco e uma sociedade civil mais forte, é o que se formula no horizonte.Por mim, não acredito que num país tão desigual e com tantos pobres o Estado Social seja afectado.Outros caminhos, sim !
PS:
O PSD sob a liderança de Pedro Passos Coelho subiu 13 pontos percentuais em apenas dois meses nas sondagens Bareme para TSF e Diário Económico. A mais recente, divulgada ontem, coloca os sociais-democratas à beira da maioria absoluta e muito longe do PS.
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 83 e 84 (José Brandão)

istória Política de Portugal 1910-1926
Douglas L. Wheeler
Publicações Europa-América, s. d.
No breve espaço de tempo entre a monarquia constitucional (1834-1910) e o regime emergente da Revolução Nacional, em 1926, Portugal teve quarenta e cinco governos sucessivos. A Primeira República foi o regime parlamentar mais instável da Europa ocidental.
As hipóteses da sua sobrevivência eram poucas. O País sofreu com a desorganização económica e social sem precedentes, com a violência pública e com os constantes pronunciamentos militares-revolucionários. A desvalorização da moeda e a inflação foram de longe as piores dos tempos modernos. Por volta de 1926, restavam à República muito poucos apoiantes.
É sobre este período turbulento que o Prof. Douglas L. Wheeler se debruça.
___________________
O Homem Que Matou Sidónio Paes
Alberto Franco
Paulo Barriga
Guerra & Paz, 2008
Lisboa, 14 de Dezembro de 1918: pela primeira vez, o leitor pode viajar no tempo e seguir os últimos passos do Presidente-Rei através do homem que mudou, para sempre, o rumo da história do século XX português: José Júlio da Costa, o homem que matou Sidónio Pais.
Escrito numa linguagem simples e acessível, apoiado numa investigação de fundo de Alberto Franco e Paulo Barriga, este é um relato único e inédito, que o fará reviver a empolgante história do assassino do Presidente-Rei.
No momento em que se assinalam 90 anos sobre a morte de Sidónio Pais, aceite o nosso convite e embarque nesta viagem.
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Autores fundadores da Antropologia, de Raúl Iturra
Lewis Henry Morgan
Lewis Henry Morgan (Rochester, 21 de Novembro de 1818 – 17 de Dezembro de 1881) foi um antropólogo, etnólogo e escritor norte-americano. Considerado um dos fundadores da antropologia moderna, fez pesquisa de campo entre os iroqueses, de onde retirou material para sua reflexão sobre cultura e sociedade. O seu mais afamado livro, o mais importante para a moderna Antropologia com trabalho de campo é: Ancient Society by Lewis H. Morgan 1877 (texto integral, em inglês). O título do livro é uma ligação para a obra, motivo pelo que está em azul.
Morgan nasceu em 1818 no estado norte-americano de Nova Iorque. Cursou Direito no Union College, tendo exercido a profissão de advogado por algum tempo em Aurora e Rochester. Envolveu-se com política, filiando-se ao Partido Republicano; foi deputado e depois senador. Foi quando se interessou por antropologia e pelas questões ligadas aos iroqueses.
Entre seus estudos destaca-se o do parentesco, no qual Morgan tenta estabelecer conexões de sistemas de parentesco em escala global (Systems of Consanguinity and Affinity of the Human Family, 1871); e o estudo sobre a evolução das sociedades humanas consagrado em Ancient Society (1877), no qual distingue três estados de evolução da humanidade: selvajaria, barbárie e civilização.
Outra obra importante dele é: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado O título do texto é uma ligação para a obra completa.
A sua forma de trabalhar passou a ser um modelo para muitos de nós. Motivo pelo qual nos denominamos etnógrafos, ao estudar aos seres humanos no seu sítio de residência. Para poupar espaço, remeto o texto para o meu artigo do livro organizado por José Fernando Madureira Pinto e Augusto Santos Silva: Metodologia das Ciências Sociais, 1ª edição de 1896. Meu texto tem por título Trabalho de Campo e Observação Participante em Antropologia, pp. 149-159 – O livro tem sido editado pela oitava vez em 2007.
Esta forma de observação no sítio dos acontecimentos, as histórias de vida recolhidas, os diários de campo usados para não esquecer conversas cumpridas, passadas a seguir para um diário de campo mais formal, escrito com calma durante duas ou três horas e arquivado para não esquecer informações, actividades, genealogias ouvidas enquanto se trabalha e observações vistas e ouvidas em silêncio, todo transferido as esse diário escrito a máquina antigamente e, a seguir, em computador, quando apareceu em Portugal nos anos 90 – Jack Goody e eu trabalhávamos em máquina de escrever – levaram a Edmund Leach a uma séria repreensão no seu livro de 1976: Culture and Communication. The logic by which symbols are connected a classificar o exercício da nossa ciência entre empiristas e racionalistas. Os primeiros, éramos académicos como Jack Goody, Meyer Fortes, Lucy Mair, Audry Richads, Reo Fortune, Gregory Bateson, Raymond Firth e eu e os seus discípulos; de certeza Morgan deve-se contar entre estes; os segundos, liderados por Edmund Leach, não iam a terreno: liam arquivos, ou aparecia esporadicamente para ouvir mitos e realizar uma recolecção genealogias como ele tinha feito muito novo, na sua fazenda de Birmânia em 1954, que acabou por ser a sua tese de doutoramento e um livro: Political Systems og Highland Burma, G.Bell & Sons Editores, Londres. Culture and Communication está comigo, editado pela Cambridge University Press, bem como referido com comentários em todas as entradas Internet da página web:
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Edmund+Leach+Culture+and+Communication&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=f&oq=Edmund+Leach+.
Há versão portuguesa em Edições 70, Lisboa, de 1992
Lewis Henry Morgan (Rochester, 21 de Novembro de 1818 – 17 de Dezembro de 1881) foi um antropólogo, etnólogo e escritor norte-americano. Considerado um dos fundadores da antropologia moderna, fez pesquisa de campo entre os iroqueses, de onde retirou material para sua reflexão sobre cultura e sociedade. O seu mais afamado livro, o mais importante para a moderna Antropologia com trabalho de campo é: Ancient Society by Lewis H. Morgan 1877 (texto integral, em inglês). O título do livro é uma ligação para a obra, motivo pelo que está em azul.
Morgan nasceu em 1818 no estado norte-americano de Nova Iorque. Cursou Direito no Union College, tendo exercido a profissão de advogado por algum tempo em Aurora e Rochester. Envolveu-se com política, filiando-se ao Partido Republicano; foi deputado e depois senador. Foi quando se interessou por antropologia e pelas questões ligadas aos iroqueses.
Entre seus estudos destaca-se o do parentesco, no qual Morgan tenta estabelecer conexões de sistemas de parentesco em escala global (Systems of Consanguinity and Affinity of the Human Family, 1871); e o estudo sobre a evolução das sociedades humanas consagrado em Ancient Society (1877), no qual distingue três estados de evolução da humanidade: selvajaria, barbárie e civilização.
Outra obra importante dele é: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado O título do texto é uma ligação para a obra completa.
A sua forma de trabalhar passou a ser um modelo para muitos de nós. Motivo pelo qual nos denominamos etnógrafos, ao estudar aos seres humanos no seu sítio de residência. Para poupar espaço, remeto o texto para o meu artigo do livro organizado por José Fernando Madureira Pinto e Augusto Santos Silva: Metodologia das Ciências Sociais, 1ª edição de 1896. Meu texto tem por título Trabalho de Campo e Observação Participante em Antropologia, pp. 149-159 – O livro tem sido editado pela oitava vez em 2007.
Esta forma de observação no sítio dos acontecimentos, as histórias de vida recolhidas, os diários de campo usados para não esquecer conversas cumpridas, passadas a seguir para um diário de campo mais formal, escrito com calma durante duas ou três horas e arquivado para não esquecer informações, actividades, genealogias ouvidas enquanto se trabalha e observações vistas e ouvidas em silêncio, todo transferido as esse diário escrito a máquina antigamente e, a seguir, em computador, quando apareceu em Portugal nos anos 90 – Jack Goody e eu trabalhávamos em máquina de escrever – levaram a Edmund Leach a uma séria repreensão no seu livro de 1976: Culture and Communication. The logic by which symbols are connected a classificar o exercício da nossa ciência entre empiristas e racionalistas. Os primeiros, éramos académicos como Jack Goody, Meyer Fortes, Lucy Mair, Audry Richads, Reo Fortune, Gregory Bateson, Raymond Firth e eu e os seus discípulos; de certeza Morgan deve-se contar entre estes; os segundos, liderados por Edmund Leach, não iam a terreno: liam arquivos, ou aparecia esporadicamente para ouvir mitos e realizar uma recolecção genealogias como ele tinha feito muito novo, na sua fazenda de Birmânia em 1954, que acabou por ser a sua tese de doutoramento e um livro: Political Systems og Highland Burma, G.Bell & Sons Editores, Londres. Culture and Communication está comigo, editado pela Cambridge University Press, bem como referido com comentários em todas as entradas Internet da página web:
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Edmund+Leach+Culture+and+Communication&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=f&oq=Edmund+Leach+.
Há versão portuguesa em Edições 70, Lisboa, de 1992
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CPLP - cheira a petróleo

Luís Moreira
Eu sempre achei esta ideia de juntar os países de língua portuguesa uma óptima ideia, cultural e economicamente, tem pés para andar, assim os governos quizessem. Políticamente, é ainda mais importante, veja-se a posição geográfica dos países, dominando o Atlântico, e podendo influenciar decididamente em regiões tão promissoras como a África e o Merconsul, uma ponte virtual de língua portuguesa, com um pilar na UE .
E, também, sempre me pareceu que países amigos e chegados geograficamente, poderiam e deveriam funcionar como "anexos" no sentido de alavancar capacidades. Mas sempre acreditei, que seria como ,por exemplo, na UE, para entrar é preciso juntar um certo número de virtudes, como ser uma democracia, um Estado de Direito, falar Português, enfim, com alguma margem de tolerância, mas não fechar os olhos à mãe de todos os déficites. A ditadura!
Como é que se fecha os olhos a um governo bárbaro, corrupto, miserável, injusto, e cheio de petróleo? Não fecha!
Bem vistas as coisas, sempre tivemos petróleo no Beato e não é por isso que estamos melhor.
Ter ou não ser – eis a questão…
Carlos Loures
Talvez Shakespeare devesse ter reformulado a famosa frase de Hamlet deste modo – To have or not to be – that is the question. Para que assim tivesse sido, teria de conhecer a sociedade actual onde, para se ser, para se existir, é preciso ter. Nos nossos dias, introspecções sobre o ser ou o estar? Perda de tempo – uma olhadela ao património e à conta bancária resolve a questão. Se tem, é e está. Não tem? Não existe, é como se não estivesse. E, no entanto, o William viveu a época em que os dados estavam a ser lançados. O protestantismo vinha impor o dever da riqueza, o pecado de ser pobre e de um homem não poder prover todas as necessidades da sua família, por oposição ao catolicismo que defendeu sempre (e persiste) na pobreza como virtude.
Talvez Shakespeare devesse ter reformulado a famosa frase de Hamlet deste modo – To have or not to be – that is the question. Para que assim tivesse sido, teria de conhecer a sociedade actual onde, para se ser, para se existir, é preciso ter. Nos nossos dias, introspecções sobre o ser ou o estar? Perda de tempo – uma olhadela ao património e à conta bancária resolve a questão. Se tem, é e está. Não tem? Não existe, é como se não estivesse. E, no entanto, o William viveu a época em que os dados estavam a ser lançados. O protestantismo vinha impor o dever da riqueza, o pecado de ser pobre e de um homem não poder prover todas as necessidades da sua família, por oposição ao catolicismo que defendeu sempre (e persiste) na pobreza como virtude.
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Criança - Uma obra em aberto
Clara Castilho
“UMA LUZ NO MEIO DE NÓS – AS CRIANÇAS E OS ADOLESCENTES PERANTE A MORTE”
Foi posto à venda o último livro do pedopsiquiatra Pedro Strecht, com o título acima indicado, edição da Assírio e Alvim.
Nem de propósito, no dia em mo ofereceu, analisámos a situação de um menino de 7 anos, que frequentou o 1º ano do ensino básico sem ter feito as aquisições mínimas esperadas. Nos últimos 15 meses tinham surgido na sua vida as seguintes situações: 1) morte de um irmão aos 3 dias de nascença; 2) separação dos pais; 3) morte de uma avó a quem a criança estava muito ligada. Como haveria espaço naquela cabecinha para que o B+A = BA entrasse ?
Sei, por viver na pele, o que é o sofrimento de uma criança nestas circunstâncias. Sofrimento que só adivinhamos, que nem sempre é verbalizado. A minha filha, estava ela também no 1º ano, com 6 anos, morreu-lhe primeiro a avó, com quem tinha grande cumplicidade, e passado um ano o pai…
É isto que o autor nos explica neste livro. Transcrevo da introdução algumas passagens:
“A morte inquieta. A todos deixa abandonados diante da ausência. Despe-nos perante a solidão, e estar assim, despido, sem alguém a quem se quer muito, é igualmente estar só. A morte afronta-nos e confronta-nos com tudo o que somos e fomos. Obriga a pensar em respostas que não existem. Faz-nos sentir emoções que marcam para sempre a vida. A morte dita a forma como se vive a vida.
A morte apaga a luz, subitamente, de maneira fria e simples e muitas vezes sem qualquer explicação. A morte é um movimento sem retorno, uma vida de sentido único onde quem vai à frente nunca mais se torna visível, nem tão pouco se deixa apanhar. A morte leva e faz desaparecer. A morte paralisa.”(…)
Por debaixo da palavra “Introdução” vem: (a partir da Sonata em Si menor de Franz Liszt).
Fiquemos também com ela.
“UMA LUZ NO MEIO DE NÓS – AS CRIANÇAS E OS ADOLESCENTES PERANTE A MORTE”
Foi posto à venda o último livro do pedopsiquiatra Pedro Strecht, com o título acima indicado, edição da Assírio e Alvim.
Nem de propósito, no dia em mo ofereceu, analisámos a situação de um menino de 7 anos, que frequentou o 1º ano do ensino básico sem ter feito as aquisições mínimas esperadas. Nos últimos 15 meses tinham surgido na sua vida as seguintes situações: 1) morte de um irmão aos 3 dias de nascença; 2) separação dos pais; 3) morte de uma avó a quem a criança estava muito ligada. Como haveria espaço naquela cabecinha para que o B+A = BA entrasse ?
Sei, por viver na pele, o que é o sofrimento de uma criança nestas circunstâncias. Sofrimento que só adivinhamos, que nem sempre é verbalizado. A minha filha, estava ela também no 1º ano, com 6 anos, morreu-lhe primeiro a avó, com quem tinha grande cumplicidade, e passado um ano o pai…
É isto que o autor nos explica neste livro. Transcrevo da introdução algumas passagens:
“A morte inquieta. A todos deixa abandonados diante da ausência. Despe-nos perante a solidão, e estar assim, despido, sem alguém a quem se quer muito, é igualmente estar só. A morte afronta-nos e confronta-nos com tudo o que somos e fomos. Obriga a pensar em respostas que não existem. Faz-nos sentir emoções que marcam para sempre a vida. A morte dita a forma como se vive a vida.
A morte apaga a luz, subitamente, de maneira fria e simples e muitas vezes sem qualquer explicação. A morte é um movimento sem retorno, uma vida de sentido único onde quem vai à frente nunca mais se torna visível, nem tão pouco se deixa apanhar. A morte leva e faz desaparecer. A morte paralisa.”(…)
Por debaixo da palavra “Introdução” vem: (a partir da Sonata em Si menor de Franz Liszt).
Fiquemos também com ela.
Novas Viagens na Minha Terra -
Manuela Degerine
Capítulo LX
Décima sexta etapa: do Porto a Vilarinho (conclusão)
Como o roteiro é vago, mais adiante, penso outra vez, na minha pressa de chegar, que entrei em Gião.
- Não, aqui é Vilar: Gião é mais adiante.
Está a chover com força. Entro no café, bebo um copo de leite, vou à casa de banho. Depois sento-me, no exterior, nos degraus de uma escada, a ver cair a chuva.
Capítulo LX
Décima sexta etapa: do Porto a Vilarinho (conclusão)
Como o roteiro é vago, mais adiante, penso outra vez, na minha pressa de chegar, que entrei em Gião.
- Não, aqui é Vilar: Gião é mais adiante.
Está a chover com força. Entro no café, bebo um copo de leite, vou à casa de banho. Depois sento-me, no exterior, nos degraus de uma escada, a ver cair a chuva.
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