(Continuação)
Evidentemente que este tipo de análise não estava no modelo de inconsciente de Freud, nem no modelo de Durkheim, que soube estudar o sacrifício, o ritual e o mito, areias onde Weber não se movimentou. Aliás, Weber nunca foi lido por Marx, Freud ou Durkheim, sendo assim o criador solitário da Sociologia Alemã. O seu objectivo era a descoberta da riqueza das nações, como antes de si, em 1776 , o foi de Adam Smith, membro da confissão de Knox, da Igreja Presbiteriana, nascida da confissão Calvinista .
Freud, pai da psicanálise, nunca leu Weber, mas estudou o Talmude e outros textos religiosos para entender a mente cultural dos seus pacientes. Podemo-nos interrogar do porquê destes textos e não de outras confissões? Eu diria, tal como já o afirmei noutros livros, que a resposta é simples: no Talmude há saber antigo, saber pragmático e ciência do concreto e do abstracto. Sempre tive a ideia que este saber é a base da teoria freudiana sobre o inconsciente, após estudar os textos rabínicos e ser instruído em formas de comportamento hebreus. Em adulto, Freud rebela-se contra a sua forma de pensar e sentir, que permite usar o saber, mas sem prática. Para o ritual do Bar-Mitzva , Freud teve de estudar o Talmude e saber as leis que o governam de cor e salteada. No livro de Jiménez Fernández, a título de exemplo, na página 23 define o que é ser homem e a sua masculinidade. Na página 29 define o que é um homem e o que é uma mulher. Diz o livro de Bem Sira : “uma boa esposa é um bom presente para o marido, aposentar-se-á no seio do Deus temeroso (Sira, 26.3) Mas, repara, o que está escrito é a palavra “boa”. Uma má esposa é uma praga para o marido» «Uma esposa bela faz feliz o marido, e os seus dias duplicam-se.” (Sira 26,1; Sal. 1.1).
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade –14: por Raúl Iturra.
(Continuação)
Sobre este comportamento, Weber, sociólogo da religião, esteve bastante atento, dedicando-se ao seu estudo, com trabalho de campo em 1899, e publicação, em 1905, na Alemanha, de um livro, a que penso voltar após a análise de Lutero.
O conceito alma para os luteranos era um princípio central da sua fé, o corpo é apenas uma “gaiola” para a conter. Por isso, só a salvação de alma contava. Lutero acreditava na predestinação, influenciando os primeiros conversos.
Sobre este comportamento, Weber, sociólogo da religião, esteve bastante atento, dedicando-se ao seu estudo, com trabalho de campo em 1899, e publicação, em 1905, na Alemanha, de um livro, a que penso voltar após a análise de Lutero.
O conceito alma para os luteranos era um princípio central da sua fé, o corpo é apenas uma “gaiola” para a conter. Por isso, só a salvação de alma contava. Lutero acreditava na predestinação, influenciando os primeiros conversos.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade –13: por Raúl Iturra.
(Continuação)
Sobre este comportamento, Weber, sociólogo da religião, esteve bastante atento, dedicando-se ao seu estudo, com trabalho de campo em 1899, e publicação, em 1905, na Alemanha, de um livro, a que penso voltar após a análise de Lutero.
O conceito alma para os luteranos era um princípio central da sua fé, o corpo é apenas uma “gaiola” para a conter. Por isso, só a salvação de alma contava. Lutero acreditava na predestinação, influenciando os primeiros conversos.
No Século XIX, uma grande curiosidade sobre a prosperidade de luteranos e calvinistas surge na vida social. Todos os denominados protestantes (por terem protestado contra a confissão romana, levando-a a mudar no Concílio de Trento do Século XVI), enriqueciam para surpresa do resto da população que, começou de imediato, a pretender ser luterana, verificando-se, por esse motivo, uma grande passagem de cristãos romanos para luteranos.
Sobre este comportamento, Weber, sociólogo da religião, esteve bastante atento, dedicando-se ao seu estudo, com trabalho de campo em 1899, e publicação, em 1905, na Alemanha, de um livro, a que penso voltar após a análise de Lutero.
O conceito alma para os luteranos era um princípio central da sua fé, o corpo é apenas uma “gaiola” para a conter. Por isso, só a salvação de alma contava. Lutero acreditava na predestinação, influenciando os primeiros conversos.
No Século XIX, uma grande curiosidade sobre a prosperidade de luteranos e calvinistas surge na vida social. Todos os denominados protestantes (por terem protestado contra a confissão romana, levando-a a mudar no Concílio de Trento do Século XVI), enriqueciam para surpresa do resto da população que, começou de imediato, a pretender ser luterana, verificando-se, por esse motivo, uma grande passagem de cristãos romanos para luteranos.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade –12: por Raúl Iturra
(Continuação)
Voltemos a Alice Miller: “ Isaac, essa pessoa[1], tinha sido convertido em coisa[2]. Apenas cabe o medo (...)!” Mas, medo do quê? Medo de ter passado a ser um objecto para o pai reverenciar a sua divindade por cima do amor paterno. O amor paterno é avaliado pelo filho com confiança, calma e serenidade. A filiação é a paz e a confiança, a calma e a alegria, na maior parte das vezes.[3]. Especialmente ao ser filho de um pai de muitos, de diversas tribos, como o Profeta, que sabia orientar povos de milhares de pessoas. Isaac confiava nele como todos os membros das várias tribos hebraicas que governava, especialmente por ser filho consanguíneo da sua primeira mulher, Sara.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Autores fundadores da Antropologia, de Raúl Iturra
Sigmund Freud (Příbor, 6 de Maio de 1856 — Londres, 23 de Setembro de 1939) foi um médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise. Nasceu em Freiberg, Morávia (hoje Příbor), quando esta pertencia ao Império Austríaco. Em 833 era parte da Magna Morávia, que incluía ao povo Magyar ou Hungria. Freud era Magyar de origem histórica, de origem civil austro – húngaro pelas políticas europeias de anexar territórios de nações fracas ou empobrecidas aos Estados mais fortes.
O método básico da Psicanálise é a interpretação da transferência e da resistência com a análise da livre associação. O analisado, numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente. Sonhos, esperanças, desejos e fantasias são de interesse, como também as experiências vividas nos primeiros anos de vida em família. Geralmente, o analista simplesmente escuta, comentando apenas quando no seu julgamento profissional visualiza uma crescente oportunidade para que o analisando torne consciente os conteúdos reprimidos do seu Id, que são criados supostos, a partir de suas associações. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade. Uma postura de não – julgamento para criar um ambiente seguro. A descoberta da orientação do comportamento pela mente humana pelo eu, o super eu e o igual a si ou Id teve começo em 1890. Época na qual ainda pensava-se que havia dois tipos de seres humanos: os civilizados, povos que eram resultado dos progressos da humanidade na sua evolução social e intelectual: agiam com a razão que dominava ou orientava os seus sentimentos e as suas emoções, como explica em uma dezena de livros escritos na base da sua pratica psicanalítica.
O método básico da Psicanálise é a interpretação da transferência e da resistência com a análise da livre associação. O analisado, numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente. Sonhos, esperanças, desejos e fantasias são de interesse, como também as experiências vividas nos primeiros anos de vida em família. Geralmente, o analista simplesmente escuta, comentando apenas quando no seu julgamento profissional visualiza uma crescente oportunidade para que o analisando torne consciente os conteúdos reprimidos do seu Id, que são criados supostos, a partir de suas associações. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade. Uma postura de não – julgamento para criar um ambiente seguro. A descoberta da orientação do comportamento pela mente humana pelo eu, o super eu e o igual a si ou Id teve começo em 1890. Época na qual ainda pensava-se que havia dois tipos de seres humanos: os civilizados, povos que eram resultado dos progressos da humanidade na sua evolução social e intelectual: agiam com a razão que dominava ou orientava os seus sentimentos e as suas emoções, como explica em uma dezena de livros escritos na base da sua pratica psicanalítica.
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