Rui de Oliveira
Dados factuais vindos a público nos últimos tempos merecem certamente a reflexão dos leitores do Estrolabio, nuns casos desfazendo algumas inverdades , noutros tentando colocar numa perspectiva mais justa a crítica às políticas educativas governamentais.
1. Surpreendeu-me, da parte de alguns que tinham há cerca de 2 anos criticado como demasiado “favoráveis” ao Governo as estimativas da OCDE, afirmar-se agora, na defesa do ensino privado, que “…um aluno do ensino não-estatal contratualizado (ENEC) custa-nos a todos 4.200 euros por ano, um aluno do ensino estatal custa-nos 5.200 euros por ano (OCDE)” (in Joaquim Azevedo, Público 26-11-2010).
Não será exacto. Não só o esclarecimento “oficial” em artigo do Secretário de Estado da Educação (vide Torcato da Mata, in http://www.aventar.eu/2010/12/04/hoje-nasceram-galinhas-com-dentes/) contraria aqueles valores, como um acérrimo contraditor da política educativa do Governo, Santiago Carrilho, em artigo no Público (8-12-2010) explica “… como os números usados pela OCDE se referem ao ano de 2007, há que ir ao respectivo Orçamento do Estado para os colher sem a tal ponderação. Vemos, assim, que foram despendidos 4.971,7 milhões de euros com 1.313.523 alunos. O que dá um custo médio de 3.785 euros. Bem longe dos 5.200 euros invocados por Joaquim Azevedo. E se os 4.200 que aponta como custo do privado estão certos, então a conclusão inverte o ónus da mentira: o custo do ensino privado é superior ao custo do ensino público.” E, sobre o fundo da questão, a revisão das condições de financiamento das escolas privadas, clarifica, com o que estou em acordo absoluto, “…
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
FotopoemasII - Espelho
Texto de Rui de Oliveira e
Fotografia de José Magalhães
Espelho (mesmo assim nada claro) do curso da política em Portugal ? Um trajecto, à direita, infelizmente mais largo, com abundantes escolhos, cuja saída se não vê, apenas se vislumbrando um muro ao fundo. À esquerda, um caudal mais vivo, é certo, mas ainda mais obstruido, sem escoamento útil. Grandes obras parecem ser necessárias para alargar o fluxo e galgar as barreiras visíveis. Como a foto quase não tem cor é difícil saber se predomina o verde da esperança ou o cinzento da melancolia. Certo é que não há o vermelho da indignação.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Apresentando Rui de Oliveira
Retirámos do “Livro do Curso 1959-60” os seguintes elementos biográficos :
Rui de Oliveira nasceu em Lisboa, em 1935 e é licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Foi assistente da cadeira de Higiene e Medicina Social (demitido em 1962 por motivos políticos); especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos; presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos (1972/74), mandato interrompido pelo Ministério das Corporações. Desde 1972 foi Sub - Chefe e Chefe de Serviço do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, para o qual foi eleito Sub – Director até 2005.
No seu percurso cívico e político foi membro fundador da Comissão Pró - Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa, Secretário-Geral das Reuniões Inter-Associações (1959-60), activista da Comissão Democrática Eleitoral (C.D.E.) em 1969 e 1973, delegado do interior às II e III Conferências da Frente Patriótica de Libertação Nacional (Praga, 1963 e Argel, 1964), membro da Direcção do P.R.P. (de 1974 a 78) e membro da Comissão Central da candidatura à Presidência de Otelo Saraiva de Carvalho (1976) e da candidatura de Maria de Lurdes Pintasilgo (1986).
Foi co-fundador da revista “Questões e Alternativas” (1984-1985) e em 2008, foi co-autor da obra “Luís da Câmara Pestana, uma vida curta, uma obra enorme”.
Rui de Oliveira nasceu em Lisboa, em 1935 e é licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Foi assistente da cadeira de Higiene e Medicina Social (demitido em 1962 por motivos políticos); especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos; presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos (1972/74), mandato interrompido pelo Ministério das Corporações. Desde 1972 foi Sub - Chefe e Chefe de Serviço do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, para o qual foi eleito Sub – Director até 2005.
No seu percurso cívico e político foi membro fundador da Comissão Pró - Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa, Secretário-Geral das Reuniões Inter-Associações (1959-60), activista da Comissão Democrática Eleitoral (C.D.E.) em 1969 e 1973, delegado do interior às II e III Conferências da Frente Patriótica de Libertação Nacional (Praga, 1963 e Argel, 1964), membro da Direcção do P.R.P. (de 1974 a 78) e membro da Comissão Central da candidatura à Presidência de Otelo Saraiva de Carvalho (1976) e da candidatura de Maria de Lurdes Pintasilgo (1986).
Foi co-fundador da revista “Questões e Alternativas” (1984-1985) e em 2008, foi co-autor da obra “Luís da Câmara Pestana, uma vida curta, uma obra enorme”.
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