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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
As citações de Saramago - 4
Luis Moreira
Depois dos livros as citações para melhor compreensão do homem e do escritor.
Abandono de Portugal
Pago todos os impostos em Portugal e é lá que voto.Se não vivo em Portugal é porque fui maltratado, publicamente ofendido pelo governo de Cavaco Silva, de que era secretário de Estado Santana Lopes e subsecretário Sousa Lara. E no governo, a que pertencia Durão Barroso não se levantou uma única voz dizento "isto é um disparate, isto não se faz"
Balanço
A única coisa que ainda quero ter é vida.Vida para viver, vida para viver com quem vivo, se possível trabalhando. Se eu faço um balanço, operação bastante inútil, enfim, pois balanço feito pelo próprio é sempre suspeito...Se eu olhar para trás, independentemente dos triunfos, das glórias, aquilo de que eu gosto mais é de encontrar um sujeito consciente, coerente. Coerente. Nunca cedi às tentações do poder, nunca me pus à venda.
Espanha
Viajar por Espanha é surpreendente porque se está, permanentemente, a passar de um mundo a outro e isso, sim, é fascinante. Estão hoje, em virtude dessa diversidade, perfeitamente justificadas as autonomias, com aquela enorme diferença de caracteres. E isto não é um lugar comum: as pessoas são realmente diferentes, um andaluz é completamente diferente de um galego, um galego de um catalão, um castelhano de outro qualquer.
domingo, 6 de junho de 2010
Os Problemas de Portugal. Mudar de Rumo.Um livro de Vitorino Magalhães Godinho
Pedro Godinho
Na Colibri, a primeira edição saiu em Dezembro 2009, a segunda em Fevereiro 2010. As 128 páginas de Os Problemas de Portugal. Mudar de Rumo de Vitorino Magalhães Godinho lêem-se duma assentada e sem nunca perder o interesse.
Como noutros ensaios de intervenção cívica, VMG insiste em pensar pela própria cabeça, expondo a sua análise e ideias de modo livre e sem servilismos.
Pretendendo contribuir para o debate nacional, que continua por realizar, recusando o espírito de pensamento único, VMG avança as suas propostas para concorrer para a resolução dos estrangulamentos da economia e sociedade portuguesa.
Os capítulos “1 – Relações internacionais”, “2 – A Europa”, “3 – A economia”, “4 -Reestruturação do Estado”, “5 – Sistema educacional”, “6 – Sistema do Património Cultural”, “7 – Justiça e Segurança”, “8 – Ordenamento do território, população e migrações”, “9 – Alguns problemas cruciais”, “A Grande Ilusão”, “Complementos” indicam a amplidão do ensaio.
Incrível como nem meios de comunicação social, nem académicos, nem políticos mostraram qualquer interesse na sua discussão – nem uma entrevista, nem um debate. O que não encaixa no discurso dos ‘maiorais’ é tratado como inexistente.
Não é necessário concordar com todas as afirmações e particularidades deste ensaio para lhe reconhecer a importância e valia.
“Nestas circunstâncias adversas, será bom que ressurjam as inquietações, e não se desista de reflectir na pergunta inevitável: que rumo para Portugal?”
Para ler, reflectir e discutir.
Na Colibri, a primeira edição saiu em Dezembro 2009, a segunda em Fevereiro 2010. As 128 páginas de Os Problemas de Portugal. Mudar de Rumo de Vitorino Magalhães Godinho lêem-se duma assentada e sem nunca perder o interesse.
Como noutros ensaios de intervenção cívica, VMG insiste em pensar pela própria cabeça, expondo a sua análise e ideias de modo livre e sem servilismos.
Pretendendo contribuir para o debate nacional, que continua por realizar, recusando o espírito de pensamento único, VMG avança as suas propostas para concorrer para a resolução dos estrangulamentos da economia e sociedade portuguesa.
Os capítulos “1 – Relações internacionais”, “2 – A Europa”, “3 – A economia”, “4 -Reestruturação do Estado”, “5 – Sistema educacional”, “6 – Sistema do Património Cultural”, “7 – Justiça e Segurança”, “8 – Ordenamento do território, população e migrações”, “9 – Alguns problemas cruciais”, “A Grande Ilusão”, “Complementos” indicam a amplidão do ensaio.
Incrível como nem meios de comunicação social, nem académicos, nem políticos mostraram qualquer interesse na sua discussão – nem uma entrevista, nem um debate. O que não encaixa no discurso dos ‘maiorais’ é tratado como inexistente.
Não é necessário concordar com todas as afirmações e particularidades deste ensaio para lhe reconhecer a importância e valia.
“Nestas circunstâncias adversas, será bom que ressurjam as inquietações, e não se desista de reflectir na pergunta inevitável: que rumo para Portugal?”
Para ler, reflectir e discutir.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Eça de Queiroz - Era mesmo bruxo!

Eça de Queirós, em 1872, escreveu nas Farpas:
"Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e Portugal".
Parece que era bruxo!
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