(Continuação)
O tempo, na escrita, não é cronológico, excepto se fizermos uma estrutura prévia do texto, não recomendável, no meu ver, para lembranças que, aos todo, seguem uma cronologia associada: uma lembrança vai retirando outra. Na realidade, na vida quotidiana, o tempo também não é estruturado: as conexões da realidade, vão inserindo ao escritor, como a qualquer pessoa, dentro de uma outra realidade. A única cronologia possível, é organizar o relato após escrita, mas o relato pode perde realidade. Eu diria que o que existe, uma sicronia no tempo, que corresponde ao escritor avaliar. Porque a narrativa que submeto ao leitor, é de factos que acontecem simultaneamente e é o nosso pensamento o que arruma essa estrutura do tempo e faz dele, um processo. Escrever, é ensinar. Mais uma associação que organiza a minha escrita.
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sábado, 25 de dezembro de 2010
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