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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Contribuições de António Damásio

Clara Castilho



António Damásio (um dos mais reputados neurocientistas do mundo, dirige o Brain and Creativity institute na Universidade da Califórnia do Sul) publicou um livro “SELF COMES TO MIND”, que teve em português o título de “O livro da consciência”. Confessando estar longe de ter resolvido o mistério do que é a consciência humana, dispõe-se à controvérsia sobre o que defende – o corpo e o cérebro são duas caras da mesma moeda.

Estou longe de ter bagagem para discutir estes assuntos. Mas assisti a um conferência que o autor proferiu, em 2008, no Estoril e de que tirei alguns apontamentos que passo a partilhar convosco.


domingo, 11 de julho de 2010

Materialismo e Espiritualismo

Adão Cruz

O mal do homem não está em pensar e ter ideias, o mal do homem está em não pensar e não ter ideias.

Por isso, na sequência de um artigo anterior aqui publicado, sinto necessidade de correr um pouco mais atrás de ideias e de fazer mais algumas reflexões em relação a este tão aliciante tema. Os que acham que sou tolo e desprovido de senso têm uma solução fácil, não leiam. Mantenham as suas valiosas ideias fechadas no cofre do deixa andar e não te rales.

Costuma dizer-se que a ciência é um cemitério de hipóteses e eu concordo. No entanto, cada hipótese perdida é um degrau de acesso à hipótese situada acima, e no meio desse cemitério de hipóteses a ciência vai-se consolidando e conquistando verdades que ganham raízes bem fundas no conhecimento humano. Se, por exemplo, as conclusões de uma sonda espacial dizem que provavelmente não há água em Marte, e as conclusões de uma sonda enviada posteriormente dizem que provavelmente há água em Marte, a primeira hipótese não foi negativa nem inútil, pois sem ela, com certeza, não se chegaria à segunda hipótese.

Também a filosofia pode ser, muitas vezes, um amontoado de disparates, e não deixa de ser importante e muito útil como pré-ciência, isto é, como proposição, umas vezes credível outras não, em que a investigação científica, sem qualquer preconceito, assenta muitas vezes os pés. Veja-se, por exemplo, o caso, muito actual, de Espinosa e António Damásio.