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sábado, 2 de outubro de 2010

Dia Mundial da Música - o João Machado atrasou-se e o Jacques Brel também

Mas, tal como o Natal, o Dia Mundial da Música é quando nós quereremos. Portanto, aí temos "Ne me quitte pas", pelo inesquecível Jacques Brel:




Jacques Brel (1929-1978) começou a cantar ainda na Bélgica, mas foi em Paris que lançou a sua carreira. Começou a cantar em cafés, mas rapidamente passou ao Olimpia e a outros palcos famosos. O seu reportório foi enorme e de grande qualidade, tendo-se mantido sempre como um cantor no estilo popular, por vezes crítico e irónico, outras vezes de um lirismo arrebatador. Morreu aos 49 anos, vítima de cancro no pulmão. A morte prematura e o facto de cantar quase que exclusivamente em francês impediram talvez que a sua carreira fosse ainda mais.

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Mundial da Música - Joan Baez – we shall overcome - 1963

Clara Castilho

Noctívagos, insones & afins - Serões da Província

Carlos Loures

Não vos vou falar do romance de Júlio Dinis. Os serões são outros.

Há quarenta anos estava-se no auge da luta antifascista. Salazar caíra da cadeira, Caetano prometer democratizar, mas tudo continuou na mesma – guerra colonial, polícia política, censura, partido único… ditadura, para tudo dizer numa palavra. Mudou os nomes às coisas, mas tudo ficou na mesma.

Uma boa parte da população conspirava, sobretudo nas camadas mais esclarecidas da pequena-burguesia – professores, profissionais liberais, oficiais do exército (geralmente de patente não superior a capitão), pequenos empresários, estudantes… E, sobretudo nas pequenas cidades, conspirava como?

Não falando dos militantes do Partido Comunista que estavam enquadrados por elementos ligados a estruturas regionais ou sectoriais, os chamados «controleiros» e que reuniam em obediência a regras estritas de segurança, próprias do funcionamento de um partido (casas clandestinas de apoio, pseudónimos, regras estritas do funcionamento das reuniões, etc.), a chamada gente da «oposição democrática», não observava essas regras de segurança. Uma reunião tinha, por vezes, sobretudo nas pequenas cidades, o ar de um serão cultural.

A Oposição Democrática só fazia reuniões formais em período de eleições. Passados esses períodos, grupos de amigos continuavam a reunir-se, muitas vezes sem que essas reuniões tivessem outro objectivo que não fosse o de manter acesa a chama da resistência. De uma forma geral, era gente que não estava organizada em partidos, embora por vezes aparecesse um ou outro «pescador» tentando cooptar elementos. O PC fazia isso, as outras organizações mais pequenas também. Os resultados não eram muito bons.

Terreiro da Lusofonia no Dia Mundial da Música - Amália e Camões

Camões chega-nos agora na voz de Amália Rodrigues . «Com que voz?», perguntam.