Carlos Loures
(Conclusão)
Não podia terminar esta série de textos sobre José Pedro Machado, sem me referir à grande amizade que nos uniu. Conheci primeiro o João Machado, o nosso João, a seguir ao 25 de Abril, nas complicadas voltas da política. De nome conhecia muito bem o Professor José Pedro Machado. Quem não conhecia? E com o João falei algumas vezes do seu pai e da sua obra.
E, por acaso, nem foi o João que nos apresentou. Fernando Sylvan, o poeta timorense que presidia à Sociedade da Língua Portuguesa, ao qual coloquei a possibilidade de eu comprar para a editora onde trabalhava os direitos de edição do “Grande Dicionário da Língua Portuguesa”, foi quem nos apresentou uma tarde numa reunião que fizemos ainda na sede da Rua de São José. E ficámos amigos.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
José Pedro Machado - III
Carlos Loures
(Continuação)
Em Outubro de 1933, José Pedro conheceu também o padre Raul Machado de quem viria a ser grande amigo e colaborador. Travaram conhecimento nos claustros do antigo edifício da Faculdade de Letras. O sacerdote, mais velho nove anos e já portador de numerosos diplomas universitários, frequentava então o curso de Filologia Clássica. Porém, tendo ambos diversas cadeiras comuns. Uma grande amizade e uma profícua colaboração que só terminaria com o falecimento de Raul Machado, em 1962. As Charlas Linguísticas transmitidas pela RTP, durante cerca de três anos, a partir de Janeiro de 1958 e o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, editado também a partir de 1958 em fascículos integrados no Boletim da Sociedade da Língua Portuguesa, foram apenas dois dos frutos dessa amizade de trinta anos.
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domingo, 19 de setembro de 2010
José Pedro Machado - I
Carlos Loures
A organização da Maratona Poética e outras actividades do Estrolabio, vieram interromper a série de textos que tenho vindo a dedicar a amigos que já partiram. Hoje vou ocupar-me de um desses amigos: José Pedro Machado, um grande filólogo que as pessoas conhecem sobretudo pelos seus dicionários – além do monumental «Grande Dicionário da Língua Portuguesa», o “Onomástico” e o “Etimológico”. Bem como uma extensa lista de obras sobre linguística. Uma vida dedicada ao trabalho, ao estudo e à divulgação do saber.
Porque sobre a vida pessoal de José Pedro Machado (1914-2005) não haverá acontecimentos muito espectaculares a referir. Pessoa tranquila, cordial, não terá vivido muitas aventuras dignas de menção, nem se lhe conhecem episódios heróicos ou de grande relevância. No seu período de maior actividade profissional, o ensino ocupava-lhe grande parte do dia. Foi um bom estudante, obtendo sempre elevadas notas, e um excelente professor que marcou positivamente a vida de muitos dos seus alunos, quer na Universidade, quer nas escolas do Ensino Secundário onde exerceu docência. Fugindo sempre a preconceitos elitistas, partilhou os seus conhecimentos de uma forma aberta e generosa, colaborando em numerosos jornais – entre outros, no Diário de Lisboa, no Diário de Notícias, em A Capital, e em diversos jornais regionais, mantendo com regularidade os seus «consultórios», colunas de resposta às questões colocadas pelos leitores, esclarecendo, ensinando sempre.
A organização da Maratona Poética e outras actividades do Estrolabio, vieram interromper a série de textos que tenho vindo a dedicar a amigos que já partiram. Hoje vou ocupar-me de um desses amigos: José Pedro Machado, um grande filólogo que as pessoas conhecem sobretudo pelos seus dicionários – além do monumental «Grande Dicionário da Língua Portuguesa», o “Onomástico” e o “Etimológico”. Bem como uma extensa lista de obras sobre linguística. Uma vida dedicada ao trabalho, ao estudo e à divulgação do saber.
Porque sobre a vida pessoal de José Pedro Machado (1914-2005) não haverá acontecimentos muito espectaculares a referir. Pessoa tranquila, cordial, não terá vivido muitas aventuras dignas de menção, nem se lhe conhecem episódios heróicos ou de grande relevância. No seu período de maior actividade profissional, o ensino ocupava-lhe grande parte do dia. Foi um bom estudante, obtendo sempre elevadas notas, e um excelente professor que marcou positivamente a vida de muitos dos seus alunos, quer na Universidade, quer nas escolas do Ensino Secundário onde exerceu docência. Fugindo sempre a preconceitos elitistas, partilhou os seus conhecimentos de uma forma aberta e generosa, colaborando em numerosos jornais – entre outros, no Diário de Lisboa, no Diário de Notícias, em A Capital, e em diversos jornais regionais, mantendo com regularidade os seus «consultórios», colunas de resposta às questões colocadas pelos leitores, esclarecendo, ensinando sempre.
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