Luis Moreira
Cavaco Silva sentiu-se cercado. O passado pesa e quem está há 20 anos na política e 15 anos em posições de grande relevo tem dificuldade em sacudir a água do capote. A verdade é que a par de obra feita, há muita coisa que Cavaco fez e fez mal, como se vê agora ao fim deste tempo todo, como as parcerias público/ privadas que iniciou e como desarticulou a agricultura e as pescas a troco dos subsídios de Bruxelas.
Mas também é verdade que trouxe para cá a Autoeuropa, uma das principais, senão mesmo a principal exportadora,, que é líder de um cluster de quase 70 empresas fornecedoras portuguesas e que dá lições todos os dias de empreendorismo e sensatez, mostrando que quando o Estado, os sindicatos e as leis absurdas laborais, ficam à porta, conseguimos ter uma empresa que é das mais competitivas do universo mundial das empresas da volkswagen.
Francisco Lopes deu voz a todos os comunistas que têm em Cavaco um exemplo de político liberal que acredita em tudo o que o PCP combate, e não largou a presa, filou-a, não fazendo mais estragos porque Cavaco é um mestre em passar por cima da rama sem fazer barulho.
Alegre/Nobre
Nobre esteve ao ataque, Alegre não gostou, tal como Cavaco Silva não gostou do discurso de Francisco Lopes, quem teve resposabilidades políticas tem responsabilidades na presente situação mas, isso é dificil de engolir, embora não possa ser de outra maneira.
Há barreiras na sociedade portuguesa que é preciso derrubar, diz Nobre, os 300 000 velhos que ganham 300 euros de reforma, os jovens que não têm emprego, é uma vergonha que 37 anos após o 25 de Abril estas situações se mantenham. Uma flagantre injustiça entre os que mais ganham e os restantes trabalhadores.
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sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Candidatos enviam Boas festas ao estrolabio
Cavaco Silva - Eu e a minha mulher, embora não possamos, enquanto Presidente da República, entrar em polémicas, desejamos um santo Natal, a todos os que nesta noite em que nasceu o menino, em família e à volta da lareira, dêm bem conta das maravilhosas prendas que a sociedade liberal nos dá a todos e, está bem de ver, as minhas palavras vão, especialmente, para aqueles que se autoexcluiram, desta irmandande em Cristo.
Para esses é sempre tempo de deixar uma palavra de conforto e de esperança, voltem, voltem, pois que os receberemos de braços abertos. Não estamos zangados com ninguem, eu sou o Presidente de todos os portugueses ( ouve-se o hino)
Sócrates - Com a economia a crescer como nunca e a pobreza aos mais baixos níveis de sempre, o desemprego a decair 0,2 em relação a ontem é, pois, tempo de dizer não aos pessimistas que ainda há bem pouco tempo proclamavam que vinha aí uma crise com profundas consequências na vida dos portugueses. Como se vê, e os portugueses vêm, as famílias reunem-se à volta do bacalhau ( que eu próprio pesquei) e das rabanadas sem açucar tendo em vista a última campanha de saúde, lançada há momentos e que já está a produzir efeitos benéficos nos níveis de glicose de todos nós.
Se não fosse a violenta luta que me moveram, podíamos ter ido ontem de TGV a Madrid, fazer as compras de Natal e os Madrilenos estariam agora na baixa de Lisboa a comprarem e a contribuirem para a balança de "invisiveis correntes" (isto deve ser algum engano do Pereira...) mas, não, não, o que interessa hoje, é que tenham um santo natal cheio de propriedades ( mesmo que abarbatadas pelos bancos...)
Francisco Lopes - nós na campanha independente e suprapartidária que outras forças democráticas, designadamente, Os verdes e a CDU, apoiam, bem como largas faixas da sociedade civil, pequenos negociantes ( como sabem em Cuba o PC está a apoiar activamente, a abertura à iniciativa privada de barbeiros) no estrito cumprimento da Constituição enviamos a todos os portugueses os desejos que nos meses críticos que nos esperam votem nas forças democráticas e antifascistas ( já repararam que a reacção deu a cara de Manuel Alegre ao menino e a minha a S. José? a provocação terá resposta...)
Manuel Alegre - comigo o presépio nunca mais será o mesmo, sou republicano, laico e poeta ( é o vento que passa...) comigo não se tocará na saúde ( grande apontaria ir a um hospital e nem sequer se encostar a uma parede...), nem no Estado Social, nas minhas competências, criarei as PTs que forem necessárias para que todos, sem diferenças ideológicas, ganhem o mesmo que o Barroso Soares ( isto é mesmo a maneira do Mário me lixar a candidatura...) mas fui um resistente, um socialista e bater-me -ei com toda a energia a bem do povo, contra os que antes do 25 de Abril iam fazer queixinhas à PIDE, eu pirei-me a tempo e fui para Paris ( onde tudo se passa) e depois para a Argélia onde fazia soar a minha voz contra as forças armadas portuguesas que...( o DVD deixa de se ouvir...)
Fernando Nobre - cócorocó, corococó...nunca mais apanho a galinhola, ordinária apanhou o pão do rapaz, vais já para a panela...córococó,corococó...ah, ai já está...portugueses, a minha candidatura resulta da fome do mundo, sei bem o que é o sofrimento e o medo e quero levar tudo isso para Belém, para que o presépio seja mesmo de pobreza e autêntico, sem carros, (tiro mesmo os cavalos à GNR...) e AMI ninguém dá lições de patriotismo. Bom Natal, embora ninguem acredite em tal coisa, com a miséria que vejo ali na AMI, até tive que libertar umas secretárias por causa das sopas...
Defensor de Moura - portugueses, não consegui deitar abaixo essa múmia e desastre nacional que é o prédio "Coutinho" em Viana, estive 30 anos numa luta sem quartel, mas a mim ninguem vence, vou para Belém e hei-de deitar aquilo abaixo, mesmo que tenha que aprovar o orçamento do Sócrates e do Passos Coelho (trrriiiiimmm...desculpem...estou? estou xim?...........ai é, ai ele é isso, então já sabe não sai agora sai daqui a dois meses sem indemnização...) desculpem, mais uma besta que não quer sair do "Coutinho" essa desgraça...mas onde é que eu ia,? ah, sim, Bom Natal (para aqueles gajos nem pó...só se for o pó do mostrengo a cair...)
O estrolabio agradece comovido tão sinceros desejos de Boas Festas (segue as assinaturas...)
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