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| Rosalia de Castro, retrato por Sofia Gandarias |
Em qualquer idioma é difícil encontrar um autor que simbolize toda uma língua e toda uma literatura. Do castelhano se diz ser «a língua de Cervantes». Em Portugal, por exemplo, hesitamos na escolha desse ícone – Fernão Lopes, Camões, Pessoa? Tendo sempre presente o autor das Crónicas, textos onde pela primeira vez o português assume uma dimensão literária, usamos com frequência a expressão «língua de Camões», mas não esquecemos que Pessoa afirmou que o nosso idioma era a sua pátria.
Na Galiza esse problema não existe – Rosalía de Castro é, pode dizer-se, o escritor galego por antonomásia. Com Manuel Curros Enríquez (1881-1917), Eduardo Pondal (1835-1917) e outros escritores, fundou o movimento galeguista do Rexurdimento galego.
