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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Mar - crescimento azul! - 8



Luís Moreira


Sob a égide da UE trabalha-se na coordenação entre estados membros para as actividades do mar. A Agência Europeia para os Mares mora em Lisboa, ali ao Cais do Sodré, o que mostra a importância que Portugal tem nas actividades marítimas.

Maria Damanaki, comissária europeia com a pasta dos assuntos Marítimos e Pescas, nascida na ilha de Creta, tem como objectivo fundamental lançar a Política Maritima Integrada (PMI) e, assim, de forma integrada levar os estados membros a ter uma visão de conjunto que traz imensas mais valias para todos.

Os instrumentos vão sendo conhecidos, desde a comunicação "conhecimento do meio marinho 2020" para facilitar uma melhor compreensão do mar e estimular a perspectiva de crescimento do sector, tornando o uso de dados fácil e barato. Programa de investigação sobre a exploração de novos dados do sector marítimo relacionados com alterações climáticas.

Avançou-se com um roteiro para o Ordenamento do Espaço marítimo (OEM) ao nível da UE e estão previstos desenvolvimentos no âmbito da Integração da Vigilância Marítima , tendo em vista a segurança e a defesa do mar das agressões de toda a especie que vem sofrendo.

Parece que se está a olhar para o mar de uma forma diferente. Portugal pode ser um dos grandes beneficiários atentas a dimensão do nosso mar e das condições que usufruímos, desde a situação geográfica, no centro dos grandes caminhos marítimos, até às riquezas que estão a ser descobertas e que sempre lá estiveram e que nós, portugueses, quase sempre ignoramos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O mar - Quintas marinhas - 3


Luis Moreira . publicado em Maio de 2009 no Aventar

Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira).

É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

Revitalizar a indústria de conservas tão pujante no passado, com melhoria de equipamentos e reforço das marcas com prestígio mundial.Guarda um potencial de criação de emprego notável e uma aceitação muito boa nos mercados externos, pelo que há que avançar.

A incerteza de existência de matéria prima (o pescado em alto mar) é agora compensada pela criação de peixe em "quintas agrícolas" em alto mar. A nossa costa, baixa, que se deixa inundar com as marés são de uma riqueza extraordinária , tudo se conjuga para sermos uma potência na indústria do pescado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mar - áreas protegidas marinhas 2

Luís Moreira



Criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em

Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.

Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Mar - um hipercluster 1

Com três milhões de habitantes dominamos o mundo quando nos associamos ao mar. É preciso voltar!

Se a proposta que Portugal apresentou na ONU para que a extensão da nossa Zona Marítima vá para além das actuais 200 milhas ( para as 350 milhas) for aprovada, o que é certo , ficaremos a ser um dos países mais extensos do Mundo e um dos (potencialmente) mais ricos.

O abandono do mar por parte de Portugal é de tal ordem que produzimos três vezes menos emprego do que a Grécia, geramos um valor que é mais de três vezes inferior ao da Bélgica e mais de seis vezes inferior ao da Dinamarca. Arriscamo-nos a ver os nossos recursos marítimos a serem explorados por outros.Para evitar isso é preciso determinação, exploração e investigação cientifica e tecnologia de ponta.

Alguns números: Número de pescadores: 17 339; 10 000 toneladas de pescado; 8 700 embarcações, a quarta maior frota da UE; 4 792 empresas de pesca; 1320 espécies descobertas; 98% das espécies vivem no fundo do oceano;58,5 kgs é quanto come cada português, em média,por ano,em produtos do mar; 945 000 passageiros passaram pelos portos portugueses este ano; 415 804 turistas em cruzeiro passaram pelo porto de Lisboa este ano; 37 865 209 toneladas é o total da carga que passou nos portos portugueses no ano passado; 6 023 navios já passaram, entre Janeiro e Julho pelos portos portugueses; 350 milhas são a segunda maior Zona Marítima mundial logo a seguir aos US;

Há que desenvolver os portos, a náutica, turismo de cruzeiros, a energia do mar, a piscicultura, as quintas marítimas. Nos próximos dias iremos publicar uma série de artigos, seguindo o estudo do Prof Ernâni Lopes sobre o hiper cluster do Mar.