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terça-feira, 23 de novembro de 2010

O "Dia do Porto" é já na próxima sexta-feira

Toda a edição de sexta-feira, dia 26, será dedicada à cidade do Porto - crónicas, poemas, canções...


Mais uma interpretação de «Porto Sentido» - desta vez, a Mariza e o Rui Veloso em Londres, no Royal Albert Hall. Sensacional - ora vejam e ouçam:

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia de Lisboa - A Ala dos Namorados, Míisia, Amália Rodrigues, Jorge Palma e Mariza - canções de Lisboa

Estamos quase a chegar ao termo desta longa maratona. Esperamos que tenham apreciado as dezenas de artistas que trouxemos até ao nosso modesto palco. Agora, apresentamos quatro canções, sem outra relação entre si que não seja o serem dedicadas a Lisboa. Em primeiro lugar a Ala dos Namorados - «Loucos de Lisboa» ( música de João Gil e letra de João Monge) na magnífica interpretação de Nuno Guerreiro. Não esqueçam que

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem recordar
A Terra gira ao contrário
E os rios correm para o mar




Mísia, uma intéprete de grande expressividade, canta-nos "Que fazes aí Lisboa?", uma composição de Amália Rodrigues.



Vamos ouvir de novo Amália Rodrigues, agora em "Lisboa não sejas Francesa"  uma composição de José Galhardo e de Raul Ferrão Em 1945 estreava-se a opereta "A Invasão", escrita por José Galhardo, Raul Ferrão, Vasco Santana e outros. Tinha um elenco de luxo - Vasco Santana, António Silva, Mirita Casimiro e Amália Rodrigues, entre muitos outros. Amália ainda não era a vedeta internacional em que se converteu anos depois. A opereta, sobre a resistência lisboeta à ocupação francesa durante a primeira invasão,  a de Junot em 1807, obtinha nesta canção um pico de popularidade - toda a gente a trauteava - a peça esteve dois anos em exibição.


E para terminarmos da melhor maneira este penúltimo bloco, ouçamos Jorge Palma e Mariza - "Canção de Lisboa", uma composição de Jorge Palma.

Dia de Lisboa - Paulo de Carvalho e Mariza

A canção "Lisboa menina e Moça", com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Paulo de Carvalho, é mais conhecida através da interpretação de Carlos do Carmo. Mas a versão do compositor, de Paulo de Carvalho é também excelente. Aqui está ela:



"Maria Lisboa", de David Mourão-Ferreira e de Alain Oulman, também se tornou famosa na voz da inimitável Amália Rodrigues. Mariza, não imita, recria - esta versão é diferente e igualmente de grande qualidade:

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Terreiro da Lusofonia: Mariza e Cesária Évora - Sodade

Num espectáculo ao vivo em Lisboa, Mariza e Cesária Évora cantaram a famosa "Sodade". Vamos ouvir:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meu Fado - Mariza e Miguel Poveda

A amizade entre povos que partilham a nossa Península pode exprimir-se de muitas maneiras. No vídeo que vamos ver, a nossa Mariza e um cantor catalão, Miguel Poveda, interpretam "Meu Fado". Foi em Junho deste ano no Auditório Nacional de Madrid. A composição de Paulo de Carvalho foi muito bem interpretada por Carlos do Carmo no filme de Carlos Saura - Fados (2007). Mas esta interpretação de uma portuguesa, de um catalão, acompanhados por uma orquestra espanhola, é também muito bonita. Ouçamo-la.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Piadas de português ou os nossos queridos irmãos brasileiros



Carlos Loures

Depois de termos ouvido a portuguesa Mariza cantar a capela a canção brasileira «Cadeira Vazia», de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, no decurso de uma entrevista dada a Jô Soares (na página seguinte), talvez seja mais fácil expor o que pretendo.

No romance de Mario Vargas Llosa, La tía Júlia y el escribidor, há a personagem deliciosa de Pedro Camacho, criador de rádio novelas, que tem uma obsessão contra os argentinos que chega ao ponto, de o embaixador da Argentina no Peru (no romance, entenda-se) ter ido à estação de rádio pedir a interrupção dos folhetins. As referências maldosas de Camacho aos argentinos vêm sempre, porém. embrulhadas em elogios como, «os nossos queridos irmãos portenhos, cuja proclamada virilidade é um mito, pois como se sabe são maioritariamente homossexuais passivos» ou «os nossos queridos irmãos argentinos que, como sabemos, têm a antiga tradição de fazer as necessidades fisiológicas num balde, na mesma divisão em que comem e dormem»… Não sei se a frases são exactamente assim, citei de memória, pois apenas quis dar um exemplo dos envenenados “elogios”aos argentinos que a personagem vai debitando ao longo da história. Diga-se de passagem que o livro de Vargas Llosa deu lugar a um magnífico filme americano, realizado por Jon Amiel e interpretado pelo Peter Falk, o velho Columbo, pelo Keanu Reeves e pela Barbara Hershey – Tune in Tomorrow (1990). O livro é delicioso e o filme uma pérola. Falk representa o papel de Pedro Camacho e os argentinos são substituídos pelos albaneses.


Ora bem, quando digo, os «nossos queridos irmãos brasileiros» não é com a intenção de em seguida os denegrir. Apraz-me que haja actualmente em Portugal um fluxo de imigração brasileira. Acho que, tanto quanto possível e cada um de per si o mereça, os devemos tratar tão bem como tratamos os nossos compatriotas. Nunca esquecendo também os milhões de luso-descendentes que vivem no Brasil e que são brasileiros.