As prisões
Carta a Mathilde Reichel
No que concerne à minha vida aqui, posso descrevê-la muito simplesmente e em poucas palavras. Tenho um quarto muito limpo, quente e confortável, muita luz e pela janela vejo um pedaço de céu. Levanto-me às sete horas da manhã e tomo café; em seguida sento-me à minha mesa e exercito a matemática até o meio-dia. Ao meio-dia trazem-me o almoço. Após o almoço, jogo-me sobre o leito e leio Shakespeare um passeio; então, colocam-me uma corrente, provavelmente a fim de que eu não fuja, o que seria impossível mesmo sem isso, pois eu passeio entre duas baionetas, e uma fuga da fortaleza de Königstein parece-me impossível. Talvez isto seja também um tipo de símbolo, para me fazer recordar, na minha solidão, os elos indivisíveis que unem cada indivíduo à humanidade inteira. De qualquer forma, enfeitado com esse artigo de luxo, caminho um pouco e admiro de longe as belezas da Suíça saxã. Meia hora depois eu retorno, retiro o meu enfeite e estudo inglês até às seis horas da tarde. Às seis horas, bebo chá e retomo a matemática até às nove e meia.
Mostrar mensagens com a etiqueta mathilde reichel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mathilde reichel. Mostrar todas as mensagens
sábado, 3 de julho de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)