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sábado, 1 de janeiro de 2011






Voam em bando mil sonhos

Adão Cruz

Pormenor


Voam em bando mil sonhos e ao longe morre o cantar.

Por cima das areias verdes farei meus versos despertar.

Não beijei o céu nem o mar...

Ao longe morre o cristal do amor estilhaçado
perdida a boca ferida de um beijo que não foi dado.

Sílabas claras e sonoras hão-de ter os versos que eu disser
firmes de pedra
não os leve o vento que o vento é uma mulher.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O nosso berço é o mar

Adão Cruz




Segundo Richard Dawkins, se recuarmos bastante no tempo, encontramos toda a vida no mar. Em vários pontos da história evolutiva os animais mudaram-se para terra, atingindo por vezes os desertos mais áridos e levando no sangue a água do mar.
Os estágios de transição do êxodo destes nossos pais, isto é, os nossos antepassados peixes, estão amplamente documentados nos registos fósseis. Toda a evolução inicial dos vertebrados decorreu na água, pelo que a maioria dos ramos sobreviventes dos vertebrados continua no mar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010









A Arte (4)  (Uma visão pessoal)




Adão Cruz


Aqui chegados, embora por caminhos muito simplistas, não é difícil compreender que esta criação mental gerada a partir das coisas e da Natureza, transformadas pelo mundo interior do artista e plasticamente traduzidas em beleza por mãos ensinadas quer geneticamente quer de forma adquirida, só ganha vida se correr pelas suas veias o sangue da poesia. Por isso eu digo que a poesia é a alma de qualquer obra de Arte. A poesia percorre transversalmente qualquer forma de expressão artística, e seja qual for essa forma, plástica, literária ou musical, só é expressão artística se contiver dentro de si a essência poética, essa mágica, nobre e sublime forma de expressão da vida. Arte e beleza são uma espécie de irmãs gémeas.

A beleza pode considerar-se a corporização da Arte. A beleza reflectida à nossa volta não é mais do que a imagem do espelho que reflecte a Arte contida dentro de nós mesmos, como organização estética do nosso interior e da nossa vida. É ela que nos faz imaginar, pensar, sonhar e criar. A falta da apreensão da beleza e a ausência da reacção emotiva da sua percepção leva a que tudo à nossa volta seja inestético, desadequado e agressivo, daí decorrendo uma construção negativa do nosso mundo interior. A falta de apreensão ou a degradação do conceito de beleza implica uma igual degradação da forma de sentir e de existir, por perda do nosso interesse estético sobre o mundo e as coisas, e do mundo e das coisas sobre nós próprios. Sem este impacto estético não há forma simples e positiva de ver a vida e entender a Arte.

A obra de Arte, neste caso a pintura, assenta em três pilares fundamentais: a Natureza ou a sua imitação, o material da construção plástica e a expressão própria do autor, ou seja, a realidade, a beleza e a poesia. Conforme as aspirações de cada época, de cada grupo, ou de cada indivíduo, de acordo com a sua própria natureza, os seus propósitos, as suas tendências ou a sua inspiração, qualquer destes elementos pode ser preferido e elevado aos primeiros planos da realização, ou relegado para planos de menor ou ínfimo destaque. Apesar de haver, desde há muitos anos, uma tendência a menosprezar o Realismo e o Naturalismo, e a considerá-los não-Arte ou Arte menor, não parece possível, dentro da nossa realidade humana, e dentro da mínima exigência pictórica, prescindir de qualquer um destes pilares, por mais naturalista, abstracta ou conceptual que seja a obra. Cézanne dizia que na pintura existem duas coisas, olhos e cérebro. Entendia ele que uma inteligência artística que não seja acompanhada pelo estudo da Natureza é uma mera abstracção desprovida de valor, e dizia ainda que o conhecimento da realidade não é contemplativo mas nasce da vontade de apropriação. Vendo bem, não há um verdadeiro realista, a não ser que não conseguisse, minimamente, manifestar a sua própria existência, assim como não há um verdadeiro abstraccionista, capaz de unir o absurdo ao absoluto.

sábado, 11 de dezembro de 2010









Adão Cruz

A Arte (3)  (Uma visão pessoal)

Assim sendo, e valendo-nos dos nossos conceitos mais simples, sem grandes filosofias, convido-vos a pensar que a Arte ou o sentimento artístico é, pelo menos parcialmente, a descoisificação das coisas. Um escultor, perante um bloco de pedra que é uma coisa, tenta trabalhar essa coisa de modo a que ela vá perdendo a sua natureza de coisa e vá ganhando progressivamente a natureza de ideia, ideia criadora de uma estrutura pertencente à área da mente. Acabada a escultura, a pedra deixa de existir, mantendo-se apenas como matriz anónima da ideia e do pensamento.

O mesmo se pode dizer da pintura. A tela, os pincéis, as tintas são coisas que vão perdendo a sua natureza de coisas, à medida que as coisas trabalhadas se vão transformando em imagens e em vivências, cada vez mais afastadas de apontamentos biográficos e registos, sempre no caminho de uma utopia de liberdade. A cor não deve ser vista como tinta relacionada com as coisas mas deve ser sentida como substância do espaço pictórico. O conceito de que a Arte é a contemplação das relações formais, há muito que perdeu o sentido. Talvez deva ser substituído pela ideia de que uma boa forma não se nota. Um bom perfume é sentido como parte da personalidade de uma mulher e não como um cheiro. A Arte de um decorador não está em chamar a atenção sobre si mesma, mas em dar ao espaço uma sensação de conforto e bem-estar. No entanto, a forma está lá, espontânea, pessoal, inseparável das emoções e dos sentimentos.

A Arte é um produto de ideias mas também um veículo de ideias. Quando deixa de ser transparente como veículo de ideias, quando não é mais do que configurações, cores e sons, transforma-se numa técnica de entretenimento superficial dos sentidos. Quando se diz apenas produto de ideias, menosprezando o poder de relação, confina-se ao processo neuronal que a gerou e que pode ser relativamente pobre. A Arte é aquilo que vive atrás da aparência das coisas. Para que a obra adquira grandeza, os processos formais devem ser ofuscados pelo seu próprio efeito. Só assim se compreende, dentro de um espírito artístico não radicalista, não equacionista, não academicista, que entendamos o Impressionismo, o Expressionismo, o Cubismo, o surrealismo, o Abstraccionismo e a Arte Contemporânea em todas as suas expressões e tendências actuais, como processos de ofuscação das formas pelo seu próprio efeito.

A Arte é sempre uma prática de meditação, uma tomada de consciência, a livre expansão de nós mesmos, inteligência viva, diálogo e libertação das forças vitais dentro de uma disciplina ética. Dito de outra maneira, a Arte é sempre impacto, desconcerto de espírito e agente de transcendência das formas físicas e de mudança das formas de ver e pensar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A saudade vai de barco



Adão Cruz

A saudade vai de barco leva na frente a luz vermelha que fende as águas verdes.

Atrás uma palmeira menina do deserto aprisionada no sonho.

Balançam copos de vinho à flor do mar incerto e a música desce ao fundo do mar.

O peito estremece e entrelaça os remos nas mãos da água que já não abraça o ventre do casco verde.


(ilust. porm. Adão Cruz)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Este livro

Adão Cruz 


Este livro este copo esta mesa este mar d’águas quentes bordando a lodo o cais de Pidjiguiti onde caiu meu corpo no dia da memória

este livro este copo este mar d’água e sangue estoirado na cabeça do último suspiro da vida e da história

este livro este Viriyamu fuzilado na penugem de Cinteya nas balas de Vaina no esventrar de Zostina

esta cabeça atulhada de milhões de pensamentos perdidos na estrada

este chão de Babi-Yar de sangue regado nas lágrimas caladas do Dniepre

esta cabeça esgotada de acordar pensamentos este grito do vento na terra lembrada dos rios da morte e do silêncio

esta cabeça cansada de eternizar momentos em séculos de nada!

(ilust. porm. adão cruz)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Acordei esta noite

 Adão Cruz



Acordei esta noite com o gotejar da chuva monótono sonolento.
Dormia comigo a saudade e comigo acordou amargando horas sem raízes no tecer de angústias e desânimos.
Pura fantasia a textura dos sentimentos!
Os galos cantavam ao longe no romper da madrugada e a claridade incerta da janela
abria mansamente os meus olhos que sonhavam.
Ousei tocar a tua mão branca sabendo que tocava o lado esquecido da vida.
Tinhas morrido já na véspera o sabia mas esqueceu-mo o dormir.
Fugi para a cidade e vagueei pelas ruas adormecidas até os galos calarem o seu cantar.
Por baixo de um céu de nuvens levei meus passos para o lado do mar.
As ondas abriam-se nos rochedos negros e eu não tive medo.

Deixei que as pernas me pesassem ao longo da praia em passos leves de areia fina.

(Ilustração de Adão Cruz)

sábado, 13 de novembro de 2010

Poemas do ser e não ser

Adão Cruz
Não vai dar ao mar o rio de lágrimas caladas nascido de bocas fechadas e olhares distantes.

Quedou-se a vida um momento entre o suspiro e o espanto.

Para lá da muralha feita de vidro e de tempo, grande como a amargura, o sonho ganhou figura em forma de aparição resplandecente do sol da tarde ainda ardente.

No rosto de sempre do outro lado da estrada frente ao rio que vai dar ao mar nem a dimensão do meu grito fez o silêncio calar.

Fugaz doçura sorriso breve, ninguém sabe cantar a canção que eu ouvia.

E tudo não passava de nada! Era um violino a chorar no rosto de sempre do outro lado da estrada frente ao rio que vai dar ao mar.

(ilustração porm. Adão Cruz)

domingo, 7 de novembro de 2010

Domingos Rebelo (1891-1975)

Clara Castilho

Para mim começou por ser o Tio Domingos, um velhinho de cabelos brancos que era casado com a Tia Fifi, irmã de minha avó. E com ar de quem vivia na lua… Quando me afagava a cabeça, ficava sempre a duvidar se ele sabia quem eu era…

Fui crescendo e percebendo o respeito com que outras pessoas falavam dele, encaixando o que ele fazia e tinha feito. Mas continuava o lado afectivo das visitas à sua casa de Alvalade, onde, para além da doçura era recebida com línguas de gato e rebuçados de hortelã pimenta.

E ficavam as relações com os primos de minha mãe e sua descendência.



                                                        Josefina de Oliveira Correia Rebelo
                                                       (colecção particular)


Domingos Rebelo, nasceu em Ponta Delgada a 3 de Dezembro de 1891 e faleceu em Lisboa a 11 de Janeiro de 1975. Com o apoio de individualidades açorianas que lhe reconheceram o valor, foi prosseguir os seus estudos em Paris, com 15 anos de idade e onde permanecu durante seis anos. Frequentou várias Academias e foi discípulo de mestres parisienses Conviveu com grandes nomes da pintura portuguesa que iam passando por Paris, como Amadeu de Sousa Cardoso, Santa Rita Pintor, Emmerico Nunes, Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Manuel Bentes e Pedro Cruz. Foi nesse meio artístico, onde se fazia sentir a originalidade dos modernistas Paul Cézanne, Henri Matisse e Amedeo Modigliani, que Domingos Rebelo aperfeiçoou a sua formação técnica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Exposição de Dorindo de Carvalho em Mérida



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma semana em Moncorvo /Outubro de 2010 - O que move o ser humano?


Luis Rocha

Torre de Moncorvo (muitas vezes chamada simplesmente Moncorvo) é uma vila no Distrito de Bragança, com cerca de 3 000 habitantes.

O seu ex-libris é sem dúvida a Igreja Matriz, cuja construção se iniciou na primeira metade do século XVI e terminou cerca de 100 anos depois.
É de salientar, na fachada o belo pórtico em estilo renascença. O interior ostenta um grandioso retábulo setecentista e uma das mais notáveis obras de arte – o tríptico de Sant'Ana, de origem flamenga. Está classificada como Monumento Nacional por Decreto n.º 16/6/1910.

Nesta vila viveu a minha irmã desde 1978, até falecer em Novembro de 2009.
Durante esta minha estadia não pude deixar de me questionar de novo, sobre os motivos que terão levado a minha irmã (que na altura já tinha um filho) a esta emigração que ainda hoje considero insólita.

Nasceu na cidade de Castelo Branco, fez o curso de medecina em Lisboa e depois não lhe faltaram oportunidades para se realizar e evoluir profissionalmente, no que era o seu sonho desde menina – o estudo e a prática da medicina de que tanto gostava.
Perguntei-lhe várias vezes mas nunca me deu uma resposta convincente. Respondia sempre da mesma maneira: estou bem onde estou.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O meu poema azul

Adão Cruz




Não sei fazer uma rosa nem me interessa
não sei descer à cidade cantando
nem é grande a pena minha.
Não sei comer do prato dos outros nem quero
não sei parar o fluir dos dias e das noites
nem isso me apoquenta
não sei recriar o brilho do poema azul...
...e isso dá-me vontade de morrer.
Procuro para além das sílabas e dos versos
a voz poderosa mais vizinha do silêncio
o meu poema azul…
o suspiro de Outono onde a brisa se aninha
no breve silêncio do perfume do alecrim.
Lugar das palavras e dos versos
no caminho do teu rosto junto ao rio dos teus olhos
onde a vida se faz poema
e o mar se deita nos lençóis de luz do fim do dia.
Procuro para lá das sílabas e dos versos
encontrar meu barco à entrada do mar
onde repousa teu corpo entre algas e maresia
meu amor perdido num campo de violetas.
O meu poema é tudo isto
que me vive que me ilude que me prende
ao lugar azul que procuro dia e noite
por entre os versos do meu ser.
Mas o poema mais lindo da minha vida ainda não nasceu
não tem asas nem olhos nem sentimento
que o traga um dia o vento se vento houver.
Dizem que no cimo dos pinheiros ainda é primavera
mas tão alto não chego.
Mais à mão
molho a minha camisa primaveril
no regato cristalino
que vai correndo por entre os dedos
num solo de violino.
Porém
vestido de tempo sem espaço e de espaço sem tempo
tento fundir a neve com o calor da nudez
em versos que tecem mais tarde ou mais cedo
o mundo das sombras.
Não sei colher uma rosa
nem sei descer à cidade cantando
sou apenas aquele que ontem dormiu
sobre um poema azul
e das asas da ilusão se desprendeu.
Sou aquele que ontem se despia
nos braços do poema que vivia.
Sou aquele que ontem habitava em silêncio
o poema que acontecia.
Sou aquele que ontem sonhou… em vão…
com o poema azul de mais um dia.

(Ilustração de Adão Cruz)
_________________________

sábado, 21 de agosto de 2010

Exposição no Espaço VerbArte Ethel Feldman e Adão Cruz

O Sentido das Coisas

 
Não sei qual o tamanho
do tempo
nem quanto tempo
levo para entender
o sentido das coisas.
Quando passeio
tudo lembra
o que julguei ter vivido
Lugares que não visitei
parte da memória
desejada
No bosque fui amada
Tão violentamente
entregue ao momento
que me desfiz na paisagem.

Memórias inventadas.
Se a vida me deu
esta estranha forma de agir
é porque nunca
entendi o verdadeiro
sentido das coisas.
Quando a morte me visitar
terei de gritar:
ESTOU AQUI!
Corro o risco dela
se perder de mim
Pode o tempo ser eterno
paciente comigo
a verdade é que me perco
sem nunca entender
Qual o sentido das coisas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ethel Feldman e Adão Cruz no Espaço VerbArte

Mãos








Essas mãos
que são por ora quatro
tão insanas
se tornam duas
tão doidas
se confundem
numa
tão. .
por dentro de ti
somos nenhum

espera amor
deixa que o sol pouse sem pressa
pelo tempo que prometemos existir
___________________________

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

No Espaço VerbArte continua a exposição Ethel/Adão


Se tivesse três centímetros de cera negra encontraria a forma. Modelaria a existência. De olhos fechados saberia se é amorosa a curva de cada sentir. Bastaria ouvir o pulsar para saber se é branca a cor daquele que respira. Se eu tivesse três centímetros de cera preta eu ouviria o silêncio e saberia a hora de partir.


Parece que a neve se instalou na montanha. Tão longe.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

À morte de um amigo

Adão Cruz


Apenas dois raios da frouxa luz do crepúsculo penetram na janela e atravessam a sala, bordejando timidamente a penumbra e tocando de leve brilho os sapatos negros.

No além do quarto, para lá da porta, a densa quietude da paz e do silêncio.

Sobre a cama um corpo sem dobras, estendido de cima a baixo.

Nem uma vela nem uma flor nem uma renda.

O mesmo leito onde dormiu os sonos temporários.

O mesmo leito onde o sono temporário se fez definitivo.

A nudez física, de singelo pudor enfiada num longo e magro fato preto.

A nudez da vida, despida de mentira, vaidades e impurezas.

A nudez da morte, limpa de crenças e fantasias.

A nudez da vida e da morte abraçadas, por fim, no esquálido encontro de um corpo que foi gente.

Gente que a gente não gosta de ver partir, por ser rara.

Por ser um verso do Universo, ou simples protão, mas daqueles que deixam na sua órbita um rasto de luz e dignidade.

Espaço VerbArt - Ethel Feldman e Adão Cruz expõem poesia e pintura



Nossas palavras já não se entendem

Quando te digo
Boa Noite
Respondes
Boa Noite
E
viras o rosto para o lado oposto

ENTÃO
meu corpo cala
perdido
Nossas palavras
doentes
perdem
o rumo
Desnorteados
SONHAMOS
um dialecto
em cada silêncio trocado
um passo
em cada compasso
a cor da despedida
em cada porto visitado

Inventamos a língua
A minha
na tua
a cada jura de Amor

terça-feira, 17 de agosto de 2010

No Espaço VerbArte continua a exposição de poemas de Ethel Feldman e de quadros de Adão Cruz

EXISTIR







Curto é o tempo

que mal me conheço

tão longo é o tempo

que nunca me alcanço

seja o segundo

o tempo deste existir

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Kiki Lima traz as cores, Nancy Vieira os sons - Cabo Verde no Terreiro da Lusofonia


Kiki LIma (Euclides Eustáquio Lima), nasceu em 1953 na Ponta do Sol, ilha de Santo Antão,Cabo Verde 1983/85 - Tendo frequentado a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, veio a licenciar-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Vive em Portugal.

O vídeo, ao som de "Peca Sem Dor", na bonita voz de Nancy Vieira, acompanha uma viagem por algumas das obras de Kiki Lima.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Carinho Universal - quadro de Lurdes Rocha Girão (1949-2009)

Luís Rocha

A minha mãe faz hoje 88 anos

O texto que segue foi a resposta da minha irmã, a uma mensagem de parabéns que lhe enviei num dia do seu aniversário e, entre as suas telas, entendi que esta reflecte o carinho das suas palavras:

“Quando nasci tive a sorte de já ter um irmão. Cresci e tive um amigo, depois um pai. E, não sou especial… Especial é a nossa mãe que com o seu amor fez um elo difícil de quebrar, por mais voltas que a vida dê. Viver com essa certeza é recordar com carinho e renascer em inocência. Tudo de bom para ti, meu irmão, meu amigo, meu pai. Estou contigo. Um beijo. Mana”


Nota: Estamos a apresentar obras de Lurdes Rocha Girão, médica, pintora, poeta, fadista se lhe apetecia. É a homenagem de Luís Rocha, de Luís Moreira e de Carlos Loures à irmã e á amiga. Continuaremos a mostrar os seus poemas, os seus contos e os seus quadros. Hoje, foi a vez de "Carinho Universal", acrílico sobre tela 120x90