Adeptos
Uma imagem notável de um adepto do River Plate, no meio de intenso fumo vermelho, durante o recente clássico com o Boca Juniors. O adepto festejou a vitória da sua equipa, após três anos de sofrimento de derrotas com o seu rival de sempre, numa comemoração como se fosse uma agradecimento aos deuses.
Sob os auspicios da FIFA, realiza-se de 4 a 12 de Dezembro.
O PRIMEIRO MUNDIAL OFICIOSO DE SELECCÕES FEMININAS TERÁ LUGAR EM ESPANHA.
"El Comité Nacional de Fútbol Sala de la Federación Española de Fútbol ya prepara el que será el primer Mundial de Selecciones Nacionales de Fútbol Sala Femenino, que se celebrará bajo el auspicio de la FIFA entre el 4 y el 12 de diciembre en las localidades madrileñas de Torrejón de Ardoz y Alcobendas.
Este Primer Mundial contará con 8 Selecciones Nacionales participantes representando a los continentes de Asia, Africa, América y Europa. Las Selecciones partiipantes serán: • Brasil y Guatemala (por América) • Japón y Tailandia (por Asia) • Portugal, Rusia y España (por Europa) • Angola (por Africa) Los ocho conjuntos se dividirán en dos grupos de cuatro equipos, siendo cabezas de serie de cada grupo Brasil y España. El sorteo y presentación del Torneo se celebrará el próximo 26 de Noviembre en el Salón de actos del Polideportivo José Caballero de Alcobendas. El grupo encabezado por Brasil disputará sus encuentro de clasificación para semifinales en Alcobendas, y el Grupo que encezará España lo hará en Torrejón de Ardoz. Luego las Semifinales y la Final se disputaran integramente en Alcobendas.
Los encuentros de semifinales y la final a disputar en Alcobendas serán emtidos en directo a través de Internet por Decinco Televisión, y podrán ser seguidos en las páginas www.decincotv.es y www.futsalatv.com"
© Copyrigth: futsala.com
Um primeiro passo, arrojado, da Federação de Espanha no sentido de sensibilizar as instituições internacionais para a criação de competições de selecções nacionais. Por algum lado este processo havia de começar.
(Transcrito de Todos Somos Portugal)
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domingo, 21 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Fotopoemas II - Envolver o idoso na comunidade
Fotografia de José Magalhães
Muitos idosos vivem extraordinários dramas. Muitos não têm casa vivem com os filhos e sentem-se como estranhos, como se estivessem a mais, vivem amargurada solidão, sem ninguém que lhes dê apoio, nem afeto.
A dispersão que se verifica cada vez mais nos meios urbanos, acentua as dificuldades para um acompanhamento do idoso, dentro do seu núcleo familiar. Por isso é importante que se criem condições para que ele se sinta útil e possa participar na comunidade, transmitindo a sua experiência, sendo para isso necessário encontrar metodologias que envolvam a participação de idosos, crianças e jovens desenvolvendo assim a solidariedade intergeracional
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Fotopoemas II - Soneto ao poeta desgostoso
Poema de Carlos Mesquita e
Fotografia de José Magalhães
Que bem fica perderes no porto…
tuas penas. Seca as lágrimas, (poeta)
Mais penas virão depois de morto
Apesar de tudo agora vives
espumando raiva no leito forte
Louva o vale relvado onde pariste
a força a glória e a semente
Muros incertos enfileirados
Em bichas de pedras cavalgadas
Rumo à ponte velha em pedaços
Augustas árvores desfolhadas
Nuvens sem graça e céu sombrio
Cobrem de musgo antigas fragas
Postal de inverno, névoa e frio
Embaciando o louco olhar
Que as margens deitam sobre o rio
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
FotopoemasII - Espelho
Texto de Rui de Oliveira e
Fotografia de José Magalhães
Espelho (mesmo assim nada claro) do curso da política em Portugal ? Um trajecto, à direita, infelizmente mais largo, com abundantes escolhos, cuja saída se não vê, apenas se vislumbrando um muro ao fundo. À esquerda, um caudal mais vivo, é certo, mas ainda mais obstruido, sem escoamento útil. Grandes obras parecem ser necessárias para alargar o fluxo e galgar as barreiras visíveis. Como a foto quase não tem cor é difícil saber se predomina o verde da esperança ou o cinzento da melancolia. Certo é que não há o vermelho da indignação.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Fotopoemas II - Nem rei nem lei
Fotografia de José Magalhães
Chegar e ir-se embora sem aviso
é a sua natureza
Abraça mais que subjuga
Mostra mais do que esconde
Quando chega é uma certeza
- e mais não digo, mas peço ajuda ao Fernando Pessoa
e ele não a recusa:
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Numa o que é mal numa o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a hora!
(Fernando Pessoa in Mensagem)
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Fotopoemas II - Desafio
Poema de Andreia Dias e
Fotografia de José Magalhães
Desafio, frio, fio…
O que tão vazio parece,
Tão cheio se transforma,
Quando o humano merece
E a alma pede reforma!
Fio, frio, desafio…
Será amanhecer?
Dá-me um arrepio
Só de ver, só de ver…
Mas quero corrupio,
Porque gosto de viver!
Frio, desafio, fio…
Será entardecer?
Calmaria urbana!
Não deixa de ser Natureza,
Esta, … é humana!
Desafio, frio, fio…
Fotografia de José Magalhães
Desafio, frio, fio…
O que tão vazio parece,
Tão cheio se transforma,
Quando o humano merece
E a alma pede reforma!
Fio, frio, desafio…
Será amanhecer?
Dá-me um arrepio
Só de ver, só de ver…
Mas quero corrupio,
Porque gosto de viver!
Frio, desafio, fio…
Será entardecer?
Calmaria urbana!
Não deixa de ser Natureza,
Esta, … é humana!
Desafio, frio, fio…
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domingo, 7 de novembro de 2010
Fotopoemas II - Há quem olhe o mar, de passagem.
Texto de Paulo Rato e
Fotografia de José Magalhães
Há quem olhe o mar, de passagem.
Olha. Vê?
A onda rebenta, uma entre o – quase – infinito número das que sucessivas incansáveis chegam.
Como estas, outonais, força suspensa em brandura alva.
Quase crianças as outras com que no Verão brincamos ainda quando o crepúsculo se avizinha, cálido.
Nunca a placidez deste passo quando a tempestade as agiganta e a dúvida se insinua. Onde chegará tal fúria, tal altura?
Mas há quem ofereça a face às ondas e franco lhe há-de ser o olhar.
Tenso o corpo, entre desejo e espera.
A roda que nos encara em toda a sua raiada circunferência constrói a indefinição – da pausa ou do impulso.
A roda está ali e fala-nos de um limite - físico, branco, turbulento. Nada nos diz de outros limites.
Ela, a que ao horizonte oferece a face, sim.
Está ali o Mar. De crepúsculo e Outono?
Seja.
E as duas raparigas que passeiam e passam, plácidas.
E a que pára, olha e vê, interroga, sonha.
Vê a beleza de cada onda, irrepetível. A luz do poente, irrepetível. O reflexo em cor dessa luz - na areia, no cabelo, na roupa – irrepetível.
Interroga a fugacidade do momento, o ritmo das ondas, a humidade da praia, as pegadas na areia – a presença e a razão das coisas.
Sonha a partida ou a passagem – o Além do Aqui.
Há quem olhe e veja, interrogue, sonhe.
Este crepúsculo, esta praia, este mar?
Todos os crepúsculos, praias, mares.
Tudo o que existe para que Ela olhe e veja, interrogue, sonhe.
Ela, aqui, é a essência da Humanidade.
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sábado, 6 de novembro de 2010
-Fotopoemas II - Nunca quis morrer num sábado ao sol
Poema de Paulo Melo Lopes e
Fotografia de José Magalhães
Nunca quis morrer num sábado ao sol
. Digo: asas de vento
(a memória da tua voz
: encontramo-nos na foz, na rocha escondida); e
a paz das palavras, deixa que te conte: sossega
acalma amorna abraça abranda. Digo: há
velocidades mais absolutas talvez que
as do movimento interno das asas: asas
dentro no corpo como bichos roendo
a pele, roendo o sangue, berrando à
saída. Digo: não morrerei num sábado ao sol.
E a certeza interna dos prazos menores da
vida esconde-se atrás da pedra dura rija
fria: digo: soubesse eu das asas do vento
carinhoso sobre a pele sobre a pele sabendo da pele.
Um mar passa longo, e dentro das vagas a memória desmaia.
Digo: há portas talvez mais velozes pelo movimento interno das asas
para o céu; e o movimento é este:
~~~~~~.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Fotopoemas II - In spiritu
Poema de Carlos Durão e
Fotografia de José Magalhães
Contemplo, de longe,
no escuro, sem ver,
com olhos, dormidos,
para comprender.
Espírito amigo,
permite-me estar
contigo, um instante,
por cima do mar.
Tu és como eu,
caminhas num sulco,
à beira do meu,
e buscas o mesmo:
Ensejo de amar.
Desejo-te sorte
no teu caminhar,
ao fim estaremos
juntinhos... na morte.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Fotopoemas - Ser relativo
Poema de António Sales e
fotografia de José Magalhães
Abandono a tuba das minhas mágoas.
Procuro a energia vital
a escoar-se pelos desfiladeiros do tempo.
Fala comigo o infinito oceano
exaltando ondas vivenciais,
renascendo morrendo renascendo
desde o fundo dos séculos
nas areias da terra.
Ser relativo sou
perante a oferta mística da vida.
Paz e repouso de deuses
apelam ao espírito encarcerado
para que se liberte e se transforme
numa onda de amor.
fotografia de José Magalhães
Abandono a tuba das minhas mágoas.
Procuro a energia vital
a escoar-se pelos desfiladeiros do tempo.
Fala comigo o infinito oceano
exaltando ondas vivenciais,
renascendo morrendo renascendo
desde o fundo dos séculos
nas areias da terra.
Ser relativo sou
perante a oferta mística da vida.
Paz e repouso de deuses
apelam ao espírito encarcerado
para que se liberte e se transforme
numa onda de amor.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Fotopoemas: Viçosa flor
Poema de Eva Cruz e
fotografia de José Magalhães
Viçosa flor
erguida
na haste da vida
de seiva perdida
no caminho do nada.
No caminho do nada
flor arrancada
em pétalas de água
desfeitas em pó.
Água dos olhos
da vida em flor
na saudade imensa
do caminho do nada
__________________
fotografia de José Magalhães
Viçosa flor
erguida
na haste da vida
de seiva perdida
no caminho do nada.
No caminho do nada
flor arrancada
em pétalas de água
desfeitas em pó.
Água dos olhos
da vida em flor
na saudade imensa
do caminho do nada
__________________
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Fotopoemas - O nevoeiro desceu
Texto de Luís Moreira e
Fotografia de José Magalhães
O nevoeiro desceu, escondeu-se entre os fantasmas que ainda agora estavam ali.
Ganhamos os olhos de uma criança,tudo pode ser tudo, ainda agora estava ao colo de minha mãe e não tinha medo do que ali se escondia. Ouço o vento, e o silêncio, as vozes dos que não têm voz, as penas dos que se lamentam, as almas dos que não têm sossego. Tudo se revela afinal no nevoeiro que se abateu sobre os meus medos, não esconde, mostra, assim os meus sejam os olhos de uma criança.
Envolve tudo num abraço suave mas implacável, não se sabe se é um abraço de protecção se de momentânea fúria, escorre mais do que se abate,sem perder a compostura ali fica, até que pelas mesmas razões ignoradas nos deixa, sem uma explicação, sem um queixume, é como chegar e ir embora seja a sua única natureza.
E tudo e todos voltam à vida, é como um interregno que voltará quando, sem razão, nos vier abraçar.
Fotografia de José Magalhães
O nevoeiro desceu, escondeu-se entre os fantasmas que ainda agora estavam ali.
Ganhamos os olhos de uma criança,tudo pode ser tudo, ainda agora estava ao colo de minha mãe e não tinha medo do que ali se escondia. Ouço o vento, e o silêncio, as vozes dos que não têm voz, as penas dos que se lamentam, as almas dos que não têm sossego. Tudo se revela afinal no nevoeiro que se abateu sobre os meus medos, não esconde, mostra, assim os meus sejam os olhos de uma criança.
Envolve tudo num abraço suave mas implacável, não se sabe se é um abraço de protecção se de momentânea fúria, escorre mais do que se abate,sem perder a compostura ali fica, até que pelas mesmas razões ignoradas nos deixa, sem uma explicação, sem um queixume, é como chegar e ir embora seja a sua única natureza.
E tudo e todos voltam à vida, é como um interregno que voltará quando, sem razão, nos vier abraçar.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Fotopoemas- Joaquim Letria entrevista el-rei D.Dinis
Texto de Hélder Costa e
fotografia de José Magalhães
Não resisto a comentar a rosa porque me recordou o milagre da rainha Sta Isabel e uma versão que eu escrevi para um programa de entrevistas históricas em que o Joaquim Letria.entrvista o rei D. Dinis.
J. Letria- Magestade, uma ultima pergunta..
D. Dinis - lá vem a velha pergunta...
J. Letria - quando a rainha abriu a capa havia mesmo rosas?
D. Dinis - cairam rosas, sim senhor.
J. Letria - então houve a transformação do pão em rosas...
D. Dinis - nada disso. Cairam rosas, mas por baixo havia o pão. A rainha nunca me enganou.
J. E o rei não se zangou ?
D. Dinis - fingi que não percebi. Para ela não me aborrecer com os meus devaneios sentimentais...
É esta a minha colaboração. Pouco romantica, mas é de boa vontade.
fotografia de José Magalhães
Não resisto a comentar a rosa porque me recordou o milagre da rainha Sta Isabel e uma versão que eu escrevi para um programa de entrevistas históricas em que o Joaquim Letria.entrvista o rei D. Dinis.
J. Letria- Magestade, uma ultima pergunta..
D. Dinis - lá vem a velha pergunta...
J. Letria - quando a rainha abriu a capa havia mesmo rosas?
D. Dinis - cairam rosas, sim senhor.
J. Letria - então houve a transformação do pão em rosas...
D. Dinis - nada disso. Cairam rosas, mas por baixo havia o pão. A rainha nunca me enganou.
J. E o rei não se zangou ?
D. Dinis - fingi que não percebi. Para ela não me aborrecer com os meus devaneios sentimentais...
É esta a minha colaboração. Pouco romantica, mas é de boa vontade.
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domingo, 10 de outubro de 2010
Fotopoemas-2: O moinho
Poema de Adão Cruz e
Fotografia de José Magalhães
Se eu soubesse dar às palavras
que tenho dentro de mim
o cantar deste regato
se entre as pedras do meu leito
saltitassem estas águas
que me fizeram criança
se fosse de menino este chão
que tenho dentro de mim
numa caixinha de esperança
e de sonho fosse o moinho
que mói o trigo da ilusão
não queria outro moinho
para a farinha do meu pão.
Fotografia de José Magalhães
Se eu soubesse dar às palavras
que tenho dentro de mim
o cantar deste regato
se entre as pedras do meu leito
saltitassem estas águas
que me fizeram criança
se fosse de menino este chão
que tenho dentro de mim
numa caixinha de esperança
e de sonho fosse o moinho
que mói o trigo da ilusão
não queria outro moinho
para a farinha do meu pão.
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