
Manuela Degerine
Capítulo LIII
Décima quinta etapa: de S. João da Madeira ao Porto
Levantamo-nos às cinco e meia, duche rápido e, desta vez, rápida arrumação da mochila: antes das seis já entrámos na ambulância. Mesmo dormindo bem, senti frio de noite. Agora vou arrepiada: vesti a camisola e as meias molhadas.
Durante o trajecto, o bombeiro fala da crise industrial nesta região, depois deixa-nos perto da N1 e vai buscar um doente para o conduzir ao hospital. Nós tomamos o pequeno-almoço num café e logo começamos a caminhar.
Calculamos que o nosso amável bombeiro nos tenha poupado dois quilómetros de caminhada, se contarmos o início no centro de S. João da Madeira. Uma boa ajuda. E da periferia já ontem os percursos, primeiro para um lado, depois para o outro, nos deram uma razoável percepção... Que Maria teria de boa vontade dispensado.