Carlos Loures
Em Outubro de 1987, Karl Popper (1902-1994), veio fazer uma conferência a Lisboa a convite de Mário Soares, então presidente da República. Nessa conferência, contou como, atraído na juventude pelo Comunismo, foi verificando ao longo da vida que a teoria da História de Marx e a sua profecia sobre o advento do Socialismo, apresentavam muitas falhas. Quem sou eu para contestar Popper, mas, na minha modesta opinião, as falhas não foram de Marx, que só podia raciocinar com os elementos de que dispunha – a máquina a vapor, símbolo da Revolução Industrial, estava a revolucionar o mundo do trabalho, a transformar artífices em operários, a criar um «proletariado» e um «lumpen» ou seja, um «subproletariado». Quanto a esta última classe, colocada à margem do processo produtivo, Marx entendia-a como susceptível de se unir à vanguarda revolucionária ou de ser instrumentalizada e transformada em núcleo principal do exército contra-revolucionário. Gente que nada tem é mais vulnerável às promessas, sobretudo às falsas promessas.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Informação ou manipulação? ( A televisão é para estúpidos?)
Carlos Loures
Terminei a crónica anterior deixando em suspenso a questão das manipulações (políticas, económicas, culturais…) que a televisão veicula. Foi tema muito falado há pouco mais de um ano, em Maio de 2009, quando Manuela Moura Guedes entrevistou no “Jornal Nacional” da TVI o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, No seu habitual estilo truculento, o bastonário disse à pivô verdades duras como punhos, daquelas que muito raramente se escutam em televisão. Vamos recordar esse momento.
De facto, a «informação» que naquela estação (e não só) se praticava, e pratica, deixa muito a desejar, misturando-se de maneira avulsa, opiniões com factos e não se fazendo a destrinça do que é uma e outra coisa. Isto, como muito bem disse Marinho Pinto não é jornalismo; são sim «julgamentos sumários disfarçados de jornalismo».
Terminei a crónica anterior deixando em suspenso a questão das manipulações (políticas, económicas, culturais…) que a televisão veicula. Foi tema muito falado há pouco mais de um ano, em Maio de 2009, quando Manuela Moura Guedes entrevistou no “Jornal Nacional” da TVI o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, No seu habitual estilo truculento, o bastonário disse à pivô verdades duras como punhos, daquelas que muito raramente se escutam em televisão. Vamos recordar esse momento.
De facto, a «informação» que naquela estação (e não só) se praticava, e pratica, deixa muito a desejar, misturando-se de maneira avulsa, opiniões com factos e não se fazendo a destrinça do que é uma e outra coisa. Isto, como muito bem disse Marinho Pinto não é jornalismo; são sim «julgamentos sumários disfarçados de jornalismo».
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