O REPOUSO DE UM GUERREIRO
Carta a Nikolai Ogarev
Assim, caro e velho amigo, eis que partiste para bem longe. Tranquiliza-me escrever, porque distante deles, os Herzen não te esquecerão nem te deixarão sem ajuda financeira, na miséria e na dificuldade, insuportáveis a um homem da tua idade e, além do mais, doente. Este é o primeiro ponto. Eis o segundo; deves ter encontrado em Londres um meio russo, ou mesmo um único russo com o qual podes ter trocado algumas francas palavras sobre a situação da Rússia, a qual, como sempre, te interessa com certeza mais do que qualquer outra coisa no mundo. É certo, Lavrov vive em Londres com todo o seu clã. Mas quando o conheceres melhor, ele e todos os outros, duvido que te pareça oportuno estabelecer relações de boa fé. A propósito, leste a minha última brochura anónima: Anarquia e Estado? Se ainda não leste, escreve-me, eu a enviarei.
Mas, sobretudo, peço-te uma vez mais, escreve-me com quem e como vives, quais são as pessoas que vês e com quem passas os teus dias. Eu temo que as relações inglesas da tua esposa (sem o pope) – tua esposa, à qual peço-te que dês minhas lembranças – sejam para ti não muito interessantes e que te sintas, hoje, em Londres, mais só do que nunca e do que em qualquer outro lugar – e na nossa idade isto é um sentimento penoso. Um único consolo: a morte que se aproxima. O sino soou muito; agora abandona o campanário.
Eu mesmo, meu velho amigo, coloquei-me à distância, e desta vez radical e irrevogavelmente, de toda a actividade real, de todo o contacto por empreendimentos de ordem prática. Primeiramente, porque a época actual não convém, decididamente, para acções deste género. O Bismarckismo, ou seja, o militarismo, a polícia e o monopólio das finanças confundidos num único e mesmo sistema que se chama Estado moderno, triunfam em todos os lugares. Talvez durante dez ou quinze anos, esta potente e científica negação de tudo o que é humano continue ainda o seu triunfo. Não digo que actualmente não se tenha nada a fazer, mas esta nova acção exige novos métodos e sobretudo forças novas e jovens, e sinto que não valho nada para esse combate. Foi por isso que apresentei minha demissão sem esperar que algum impertinente Gil Blas me venha dizer: “Monseigneur, plus d’homélies!”
Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Bakunine. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michael Bakunine. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 21 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Introdução a Bakunine por Bakunine (Raúl Iturra)
O socialismo e os seus começos ao longo do século XIX
Aconteceu a Revolução Industrial no Século XVIII na Grã-Bretanha. Rapidamente se espalhou por todo o Continente Europeu e as suas colónias. O emprego acontecia nas cidades, os campos e sítios rurais ficaram vazios.
Uma luta começara: ao dos proprietários de meios de produção, que começaram a investir a sua fortuna em indústrias e manufacturas para fabricar bens que rendessem lucro e mais-valia, pagando salários miseráveis aos que proporcionavam os meios de trabalho, aos que cediam a sua força de trabalho e a da sua família, denominados mais tarde proletários, a seguir uma análise da situação social, da parte de um filósofo, Kart Heinrich Pembroke Marx.
Aconteceu a Revolução Industrial no Século XVIII na Grã-Bretanha. Rapidamente se espalhou por todo o Continente Europeu e as suas colónias. O emprego acontecia nas cidades, os campos e sítios rurais ficaram vazios.
Uma luta começara: ao dos proprietários de meios de produção, que começaram a investir a sua fortuna em indústrias e manufacturas para fabricar bens que rendessem lucro e mais-valia, pagando salários miseráveis aos que proporcionavam os meios de trabalho, aos que cediam a sua força de trabalho e a da sua família, denominados mais tarde proletários, a seguir uma análise da situação social, da parte de um filósofo, Kart Heinrich Pembroke Marx.
Etiquetas:
anarco-sindicalismo,
Karl Marx,
Michael Bakunine,
Pierre-Joseph Proudhon
Subscrever:
Mensagens (Atom)
