No dia 1 de Dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, Rosa Parks, uma mulher negra, de 42 anos, tomou o autocarro de regresso a casa. Quando interpelada por um branco para lhe ceder o lugar, ela recusou-se e foi presa por isso. Nessa altura, estavam em vigor no Sul dos Estados Unidos as leis da segregação racial. Nos autocarros, os negros – dois terços dos utentes dos transportes públicos – tinham de comprar o bilhete ao condutor, voltar a sair do autocarro e entrar pela porta de trás depois de os brancos estarem instalados. As organizações que lutavam pelo fim da segregação decidiram usar o caso de Rosa Parks para pôr em causa a constitucionalidade das leis segregacionistas. Assim, explodiu, a nível nacional, o movimento negro pelos direitos cívicos e políticos. Rosa Parks foi a enterrar na semana passada com honras de heroína nacional.
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domingo, 3 de outubro de 2010
Boaventura de Sousa Santos no Estrolabio - Integração Pluralista
No dia 1 de Dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, Rosa Parks, uma mulher negra, de 42 anos, tomou o autocarro de regresso a casa. Quando interpelada por um branco para lhe ceder o lugar, ela recusou-se e foi presa por isso. Nessa altura, estavam em vigor no Sul dos Estados Unidos as leis da segregação racial. Nos autocarros, os negros – dois terços dos utentes dos transportes públicos – tinham de comprar o bilhete ao condutor, voltar a sair do autocarro e entrar pela porta de trás depois de os brancos estarem instalados. As organizações que lutavam pelo fim da segregação decidiram usar o caso de Rosa Parks para pôr em causa a constitucionalidade das leis segregacionistas. Assim, explodiu, a nível nacional, o movimento negro pelos direitos cívicos e políticos. Rosa Parks foi a enterrar na semana passada com honras de heroína nacional.
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