Textos Políticos
António Sérgio
Publicações Alfa, 1990
Injusto e perigoso seria, porém, fazermos de Sérgio um teórico desligado das realidades do poder político e da luta pelo seu exercício ou conquista. Porque este pedagogista não renunciou a fazer a experiência – curta é certo – do exercício do poder durante o regime republicano e a lutar denodadamente pelo derrube do poder autoritário da ditadura salazarista, ao longo de mais de três décadas. Atenção, porém: num caso como no outro, não era o poder – ou o seu exercício continuado – que lhe interessava, mas tão-só a possibilidade de contribuir para abrir caminho à mudança da mentalidade e à autogovernação do povo pela reforma do ensino como ministro da Instrução Pública no Governo de Álvaro de Castro em 1924, pela criação das condições mínimas de democracia política, como activo lutador contra a Ditadura, posteriormente.
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Tipos e Factos da Lisboa do Meu Tempo
(1900-1974)
Calderon Dinis
Publicações Dom Quixote, 1986
Ao apresentar nas páginas deste álbum algo do que sucedeu em Lisboa em mais de metade deste século, não nos move fazer história, se não apenas citar, à maneira de crónica, aquilo que ouvimos contar por ainda estar próximo do nosso mundo de entendimento ou viemos a assistir e, graças a Deus, se manteve vivo nas nossas recordações.
Nados e criados em Lisboa, alfacinhas, portanto, vivendo por acaso no centro da cidade, foi-nos permitido observar muito do que dia a dia ia sucedendo. Daí não ser difícil conhecer o que de mais evidente ocorria e quantas vezes, espectacularmente, se projectava na vida nacional.
Germinou a ideia deste álbum ao desenharmos, sem grandes preocupações, a mulher da fava-rica que, no nosso tempo de criança, aparecia todas as manhãs a apregoar o belo manjar da gente pobre.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (6), por José Brandão
O Atraso Económico Português
(1850-1930)
Jaime Reis
Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1993
Os trabalhos que compõem este livro encontravam-se até aqui dispersos por diversas publicações, onde foram aparecendo ao longo de cerca de uma década. Não obedeceram, na sua feitura, a qualquer esquema prévio de investigação e muito menos pretendem constituir uma história económica de Portugal no período por eles abrangido. A sua recolha e publicação num volume parece, no entanto, justificar-se por mais do que o desejo de poupar ao leitor uma consulta por vezes difícil ou incómoda. Há uma unidade temática que os liga entre si, dando ao conjunto uma coerência que resulta não só de terem um âmbito claramente delimitado – a economia portuguesa da segunda metade do século XIX –, mas também de o fazerem com uma abordagem analítica comum, assente na quantificação das variáveis explicativas e nos pressupostos da «New Economic History».
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Breve História do Pensamento e das Lutas Sociais em Portugal
Edgar Rodrigues
Assírio & Alvim, s. d.
BREVE HISTÓRIA DO PENSAMENTO E DAS LUTAS SOCIAIS EM PORTUGAL» nasceu de uma pesquisa dificultada por inúmeros obstáculos.
Iniciada durante a ditadura, contou desde logo com a oposição da P. I. D. E., que, com ou sem motivo, impedia todas as iniciativas de fundo social.
A somar-se às inúmeras dificuldades que se antepunham às nossas intenções e objectivos, tivemos ainda a distância que nos separa das pessoas com quem podíamos colher informes, por temerem enviar pelo correio o pouco que possuíam, sem a certeza de chegar ao destino a salvo.
Por isso tínhamos consciência das limitações desta obra, escrita para revelar aspectos das lutas sociais fora de Portugal e abrir perspectivas futuras, servindo de roteiro aos historiadores.
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Breve Interpretação da História de Portugal
António Sérgio
Livraria Sá da Costa, 1978
“A História de Portugal de António Sérgio veio a lume pela primeira vez em Espanha (1929), em tradução castelhana do Prof. Juan Moneva y Puyol, ...
O texto português que hoje publicamos é a transposição rigorosa de um original encontrado no espólio do Autor, sem data, e em que este havia alterado o título da obra para Breve Interpretação da História de Portugal.”
António Sérgio de Sousa, historiador, ensaísta, escrito, pedagogo, sátiro e crítico, aquando da proclamação da República, troca a carreira de oficial da marinha pela de intelectual. Assim, demite-se da Marinha, porque não quis servir nas Forças Armadas da República, dedicando-se antes à investigação das causas da “decadência portuguesa”. Contudo, refira-se que Sérgio nunca foi monárquico, nem republicano, inclinando-se antes para as ideias de esquerda.
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(1850-1930)
Jaime Reis
Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1993
Os trabalhos que compõem este livro encontravam-se até aqui dispersos por diversas publicações, onde foram aparecendo ao longo de cerca de uma década. Não obedeceram, na sua feitura, a qualquer esquema prévio de investigação e muito menos pretendem constituir uma história económica de Portugal no período por eles abrangido. A sua recolha e publicação num volume parece, no entanto, justificar-se por mais do que o desejo de poupar ao leitor uma consulta por vezes difícil ou incómoda. Há uma unidade temática que os liga entre si, dando ao conjunto uma coerência que resulta não só de terem um âmbito claramente delimitado – a economia portuguesa da segunda metade do século XIX –, mas também de o fazerem com uma abordagem analítica comum, assente na quantificação das variáveis explicativas e nos pressupostos da «New Economic History».
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Breve História do Pensamento e das Lutas Sociais em Portugal
Edgar Rodrigues
Assírio & Alvim, s. d.
BREVE HISTÓRIA DO PENSAMENTO E DAS LUTAS SOCIAIS EM PORTUGAL» nasceu de uma pesquisa dificultada por inúmeros obstáculos.
Iniciada durante a ditadura, contou desde logo com a oposição da P. I. D. E., que, com ou sem motivo, impedia todas as iniciativas de fundo social.
A somar-se às inúmeras dificuldades que se antepunham às nossas intenções e objectivos, tivemos ainda a distância que nos separa das pessoas com quem podíamos colher informes, por temerem enviar pelo correio o pouco que possuíam, sem a certeza de chegar ao destino a salvo.
Por isso tínhamos consciência das limitações desta obra, escrita para revelar aspectos das lutas sociais fora de Portugal e abrir perspectivas futuras, servindo de roteiro aos historiadores.
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Breve Interpretação da História de Portugal
António Sérgio
Livraria Sá da Costa, 1978
“A História de Portugal de António Sérgio veio a lume pela primeira vez em Espanha (1929), em tradução castelhana do Prof. Juan Moneva y Puyol, ...
O texto português que hoje publicamos é a transposição rigorosa de um original encontrado no espólio do Autor, sem data, e em que este havia alterado o título da obra para Breve Interpretação da História de Portugal.”
António Sérgio de Sousa, historiador, ensaísta, escrito, pedagogo, sátiro e crítico, aquando da proclamação da República, troca a carreira de oficial da marinha pela de intelectual. Assim, demite-se da Marinha, porque não quis servir nas Forças Armadas da República, dedicando-se antes à investigação das causas da “decadência portuguesa”. Contudo, refira-se que Sérgio nunca foi monárquico, nem republicano, inclinando-se antes para as ideias de esquerda.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (4), por José Brandão
António Sérgio Enciclopedista
Jacinto Baptista
Edições Colibri, 1997
Ao inventariar as contribuições de António Sérgio para a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Jacinto Baptista reuniu, ao longo de laboriosa investigação, mais de duas mil entradas, que abrangem diversos domínios.
Dado que estes textos denotam muito das próprias ideias de Sérgio, o autor acrescentou ao seu estudo uma breve antologia de algumas das entradas que lhe pareceram mais reveladores das concepções do grande ensaísta, obtendo, assim, como que um dicionário do pensamento sergiano.
Jacinto Baptista dedicou-se à investigação, entre outras, da obra de figuras proeminentes das nossas letras: Alexandre Herculano, Raul Proença, António Sérgio, sobretudo na sua vertente cívica e didáctica. Postumamente foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
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Arquivo Histórico-Social – 1 Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
«Existe um inegável interesse científico e cultural em preservar documentação histórica referente à sociedade portuguesa contemporânea.
De entre os diferentes agentes dessa história social, o movimento operário e a ideologia libertária ocupam seguramente um lugar de muito destaque, desde o século XIX e provavelmente até à segunda guerra mundial. No período correspondente à primeira República e aos anos iniciais da ditadura militar e do Estado Novo, eles terão inclusivamente sido um dos factores decisivos do devir histórico da sociedade portuguesa.
É vontade dos promotores desta iniciativa proceder a uma urgente recolha, armazenagem e tratamento de todos os materiais e textos, iconografia, registos orais, etc., do movimento sindical de orientação anarco-sindicalista que culminou na Confederação Geral do Trabalho (CGT)».
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Arquivo Histórico-Social – 2
Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
É este o segundo volume do Catálogo do Arquivo Histórico-Social que se põe em circulação pública, referente ao trabalho efectuado no Arquivo durante o ano de 1984.
No Catálogo anterior – relativo a 1982-83 – repertoriavam-se, essencialmente, as obras impressas monográficas já catalogadas, segundo um ordenamento ideográfico. Além disso, forneciam-se indicações sumárias sobre as publicações periódicas portuguesas, as características dos espólios e dos núcleos manuscritos, além de informação sobre o âmbito de acção e sistema de organização do próprio Arquivo.
Desta vez, incluiu-se, em primeiro lugar, o resto das obras monográficas classificadas que não tinham podido ser tratadas no ano anterior. Da mesma forma que no Catálogo precedente, o seu ordenamento é ideográfico.
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Jacinto Baptista
Edições Colibri, 1997
Ao inventariar as contribuições de António Sérgio para a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Jacinto Baptista reuniu, ao longo de laboriosa investigação, mais de duas mil entradas, que abrangem diversos domínios.
Dado que estes textos denotam muito das próprias ideias de Sérgio, o autor acrescentou ao seu estudo uma breve antologia de algumas das entradas que lhe pareceram mais reveladores das concepções do grande ensaísta, obtendo, assim, como que um dicionário do pensamento sergiano.
Jacinto Baptista dedicou-se à investigação, entre outras, da obra de figuras proeminentes das nossas letras: Alexandre Herculano, Raul Proença, António Sérgio, sobretudo na sua vertente cívica e didáctica. Postumamente foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
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Arquivo Histórico-Social – 1 Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
«Existe um inegável interesse científico e cultural em preservar documentação histórica referente à sociedade portuguesa contemporânea.
De entre os diferentes agentes dessa história social, o movimento operário e a ideologia libertária ocupam seguramente um lugar de muito destaque, desde o século XIX e provavelmente até à segunda guerra mundial. No período correspondente à primeira República e aos anos iniciais da ditadura militar e do Estado Novo, eles terão inclusivamente sido um dos factores decisivos do devir histórico da sociedade portuguesa.
É vontade dos promotores desta iniciativa proceder a uma urgente recolha, armazenagem e tratamento de todos os materiais e textos, iconografia, registos orais, etc., do movimento sindical de orientação anarco-sindicalista que culminou na Confederação Geral do Trabalho (CGT)».
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Arquivo Histórico-Social – 2
Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
É este o segundo volume do Catálogo do Arquivo Histórico-Social que se põe em circulação pública, referente ao trabalho efectuado no Arquivo durante o ano de 1984.
No Catálogo anterior – relativo a 1982-83 – repertoriavam-se, essencialmente, as obras impressas monográficas já catalogadas, segundo um ordenamento ideográfico. Além disso, forneciam-se indicações sumárias sobre as publicações periódicas portuguesas, as características dos espólios e dos núcleos manuscritos, além de informação sobre o âmbito de acção e sistema de organização do próprio Arquivo.
Desta vez, incluiu-se, em primeiro lugar, o resto das obras monográficas classificadas que não tinham podido ser tratadas no ano anterior. Da mesma forma que no Catálogo precedente, o seu ordenamento é ideográfico.
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