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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal, por José Brandão, (56)
Suicídios Famosos em Portugal
José Brandão
Europress, 2007
As histórias dos suicídios aqui apresentadas são apenas uma parte de tantas outras que ocorreram durante esse período que medeia entre o início da segunda metade do século XIX e vai até aos anos Trinta do século XX.
São figuras que se destacaram nos diversos campos da vida nacional e que optaram por pôr termo à vida recorrendo ao suicídio.
Apresentadas em dois blocos, em que o primeiro, de José Fontana a Florbela Espanca, contem exposição mais detalhada de cada uma das histórias, esta relação de 17 suicidas famosos ocupa a maior parte deste trabalho.
O segundo bloco, que começa em 1856 e se estende até 1934, resume-se a pequenas notas de cada uma das 30 ocorrência expostas.
São pois, um total de 47 vultos envolvidos num final de vida que é comum a todos eles.
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Surgindo Vem ao Longe a Nova Aurora…
Jacinto Baptista
Livraria Bertrand, 1977
Jornal diferente dos outros (mesmo oposto aos outros), voz singular da Imprensa portuguesa no período compreendido aproximadamente entre o fim de primeira guerra e o advento da ditadura militar, o diário A Batalha (1919-1927) é uma das mais salientes e vigorosas projecções do nosso movimento operário organizado. A sua linha de vida – nascimento, ascensão, apogeu, declínio e morte (compulsiva) – acompanha e reflecte, durante quase uma décadas a sorte do proletariado português na fase de deterioração mortal da I República. Subordinada a uma ideologia específica – o sindicalismo revolucionário –, A Batalha não foi solidária, ou raramente foi solidária, do regime que entendia ser a expressão política do principal inimigo: a democracia burguesa. Mas apenas um ano sobreviveu o jornal operário à I República.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (4), por José Brandão
António Sérgio Enciclopedista
Jacinto Baptista
Edições Colibri, 1997
Ao inventariar as contribuições de António Sérgio para a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Jacinto Baptista reuniu, ao longo de laboriosa investigação, mais de duas mil entradas, que abrangem diversos domínios.
Dado que estes textos denotam muito das próprias ideias de Sérgio, o autor acrescentou ao seu estudo uma breve antologia de algumas das entradas que lhe pareceram mais reveladores das concepções do grande ensaísta, obtendo, assim, como que um dicionário do pensamento sergiano.
Jacinto Baptista dedicou-se à investigação, entre outras, da obra de figuras proeminentes das nossas letras: Alexandre Herculano, Raul Proença, António Sérgio, sobretudo na sua vertente cívica e didáctica. Postumamente foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
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Arquivo Histórico-Social – 1 Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
«Existe um inegável interesse científico e cultural em preservar documentação histórica referente à sociedade portuguesa contemporânea.
De entre os diferentes agentes dessa história social, o movimento operário e a ideologia libertária ocupam seguramente um lugar de muito destaque, desde o século XIX e provavelmente até à segunda guerra mundial. No período correspondente à primeira República e aos anos iniciais da ditadura militar e do Estado Novo, eles terão inclusivamente sido um dos factores decisivos do devir histórico da sociedade portuguesa.
É vontade dos promotores desta iniciativa proceder a uma urgente recolha, armazenagem e tratamento de todos os materiais e textos, iconografia, registos orais, etc., do movimento sindical de orientação anarco-sindicalista que culminou na Confederação Geral do Trabalho (CGT)».
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Arquivo Histórico-Social – 2
Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
É este o segundo volume do Catálogo do Arquivo Histórico-Social que se põe em circulação pública, referente ao trabalho efectuado no Arquivo durante o ano de 1984.
No Catálogo anterior – relativo a 1982-83 – repertoriavam-se, essencialmente, as obras impressas monográficas já catalogadas, segundo um ordenamento ideográfico. Além disso, forneciam-se indicações sumárias sobre as publicações periódicas portuguesas, as características dos espólios e dos núcleos manuscritos, além de informação sobre o âmbito de acção e sistema de organização do próprio Arquivo.
Desta vez, incluiu-se, em primeiro lugar, o resto das obras monográficas classificadas que não tinham podido ser tratadas no ano anterior. Da mesma forma que no Catálogo precedente, o seu ordenamento é ideográfico.
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Jacinto Baptista
Edições Colibri, 1997
Ao inventariar as contribuições de António Sérgio para a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Jacinto Baptista reuniu, ao longo de laboriosa investigação, mais de duas mil entradas, que abrangem diversos domínios.
Dado que estes textos denotam muito das próprias ideias de Sérgio, o autor acrescentou ao seu estudo uma breve antologia de algumas das entradas que lhe pareceram mais reveladores das concepções do grande ensaísta, obtendo, assim, como que um dicionário do pensamento sergiano.
Jacinto Baptista dedicou-se à investigação, entre outras, da obra de figuras proeminentes das nossas letras: Alexandre Herculano, Raul Proença, António Sérgio, sobretudo na sua vertente cívica e didáctica. Postumamente foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
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Arquivo Histórico-Social – 1 Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
«Existe um inegável interesse científico e cultural em preservar documentação histórica referente à sociedade portuguesa contemporânea.
De entre os diferentes agentes dessa história social, o movimento operário e a ideologia libertária ocupam seguramente um lugar de muito destaque, desde o século XIX e provavelmente até à segunda guerra mundial. No período correspondente à primeira República e aos anos iniciais da ditadura militar e do Estado Novo, eles terão inclusivamente sido um dos factores decisivos do devir histórico da sociedade portuguesa.
É vontade dos promotores desta iniciativa proceder a uma urgente recolha, armazenagem e tratamento de todos os materiais e textos, iconografia, registos orais, etc., do movimento sindical de orientação anarco-sindicalista que culminou na Confederação Geral do Trabalho (CGT)».
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Arquivo Histórico-Social – 2
Catálogo
Vários
Lisboa, 1983
É este o segundo volume do Catálogo do Arquivo Histórico-Social que se põe em circulação pública, referente ao trabalho efectuado no Arquivo durante o ano de 1984.
No Catálogo anterior – relativo a 1982-83 – repertoriavam-se, essencialmente, as obras impressas monográficas já catalogadas, segundo um ordenamento ideográfico. Além disso, forneciam-se indicações sumárias sobre as publicações periódicas portuguesas, as características dos espólios e dos núcleos manuscritos, além de informação sobre o âmbito de acção e sistema de organização do próprio Arquivo.
Desta vez, incluiu-se, em primeiro lugar, o resto das obras monográficas classificadas que não tinham podido ser tratadas no ano anterior. Da mesma forma que no Catálogo precedente, o seu ordenamento é ideográfico.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 193 e 194 (José Brandão)
Um Jornal na Revolução
Jacinto Baptista
Seara Nova, 1966
O Século, apesar das suas opiniões. era, predominantemente, jornal de informação, enquanto o outro, O Mundo, a despeito das suas informações, se afirmava, essencialmente, jornal de opinião, não devia diferir muito, à data da revolução de Outubro, senão a tiragem, pelo menos a cotação de que um e outro fruíam no mercado de leitores, a avaliar pela publicidade (quer-se atestado mais qualificado?) que, por igual, preenche o espaço de ambos nas edições que lançam para a rua, por exemplo no dia 7 de Outubro de 1910: num, como noutro caso, uma página inteira de anúncios para cinco de texto.
Mas, apesar de tudo, não se tome como rigorosamente infalível o critério de avaliar a expansão de um jornal só pela quantidade de anúncios que insere: desconsertar-nos-ia. O País daquele mesmo dia 7, que reparte as suas quatro páginas em duas de anúncios e duas de redacção.
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Um Marinheiro Romântico
Bourbon e Menezes
Lisboa, 1924
A viúva de José Carlos da Maia agradece a Rocha Marfins e a Bourbon e Meneses a sua anuência para a publicação deste livrinho como homenagem a seu infeliz marido, e dedica-o ao seu querido filho Francisco Manuel para no exemplo da vida honestíssima e altamente Patriótica de seu Pai aprender a imitá-lo.
Também o dedica aos poucos mas excelentes Amigos que se comoveram ante a tragédia horrível, e tem manifestado o seu protesto, prestando culto á memória de seu adorado Marido, carinhos esmolas e benefícios á mulher e ao filhinho que ele tanto amou.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 187 e 188 (José Brandão)
Surgindo Vem ao Longe a Nova Aurora…
Jacinto Baptista
Livraria Bertrand, 1977
Jornal diferente dos outros (mesmo oposto aos outros), voz singular da Imprensa portuguesa no período compreendido aproximadamente entre o fim de primeira guerra e o advento da ditadura militar, o diário A Batalha (1919-1927) é uma das mais salientes e vigorosas projecções do nosso movimento operário organizado. A sua linha de vida – nascimento, ascensão, apogeu, declínio e morte (compulsiva) – acompanha e reflecte, durante quase uma décadas a sorte do proletariado português na fase de deterioração mortal da I República. Subordinada a uma ideologia específica – o sindicalismo revolucionário –, A Batalha não foi solidária, ou raramente foi solidária, do regime que entendia ser a expressão política do principal inimigo: a democracia burguesa. Mas apenas um ano sobreviveu o jornal operário à I República.
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Teófilo Braga
e a Lenda do Crisfal
Delfim Guimarães
Editora Guimarães, 1909
Razão de ser deste livro
Quando em Maio de 1908 tornamos pública a conclusão a que havíamos chegado de ser Crisfal um pseudónimo do autor da Menina e moça, como procurámos demonstrar no volume recentemente dado a estampa: Bernardim Ribeiro (O Poeta Crisfal) tínhamos o convencimento pleno de que seria bem acolhida por quantos se interessam pelo estudo da nossa História literária, com excepção apenas do Sr. Dr. Teófilo Braga. O laureado professor do Curso Superior de Letras não perdoa a quem quer que seja que ouse discordar de suas sentenças, nem vê com bons olhos que outros, que não S. Exa., encarem problemas que se prendam com a História da literatura portuguesa.
E neste caso do Poeta Crisfal, o sr. dr. Teófilo Braga não desejava que ninguém bulisse, pelo motivo que teremos ocasião do apontar no decurso deste livro.
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Jacinto Baptista
Livraria Bertrand, 1977
Jornal diferente dos outros (mesmo oposto aos outros), voz singular da Imprensa portuguesa no período compreendido aproximadamente entre o fim de primeira guerra e o advento da ditadura militar, o diário A Batalha (1919-1927) é uma das mais salientes e vigorosas projecções do nosso movimento operário organizado. A sua linha de vida – nascimento, ascensão, apogeu, declínio e morte (compulsiva) – acompanha e reflecte, durante quase uma décadas a sorte do proletariado português na fase de deterioração mortal da I República. Subordinada a uma ideologia específica – o sindicalismo revolucionário –, A Batalha não foi solidária, ou raramente foi solidária, do regime que entendia ser a expressão política do principal inimigo: a democracia burguesa. Mas apenas um ano sobreviveu o jornal operário à I República.
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Teófilo Braga
e a Lenda do Crisfal
Delfim Guimarães
Editora Guimarães, 1909
Razão de ser deste livro
Quando em Maio de 1908 tornamos pública a conclusão a que havíamos chegado de ser Crisfal um pseudónimo do autor da Menina e moça, como procurámos demonstrar no volume recentemente dado a estampa: Bernardim Ribeiro (O Poeta Crisfal) tínhamos o convencimento pleno de que seria bem acolhida por quantos se interessam pelo estudo da nossa História literária, com excepção apenas do Sr. Dr. Teófilo Braga. O laureado professor do Curso Superior de Letras não perdoa a quem quer que seja que ouse discordar de suas sentenças, nem vê com bons olhos que outros, que não S. Exa., encarem problemas que se prendam com a História da literatura portuguesa.
E neste caso do Poeta Crisfal, o sr. dr. Teófilo Braga não desejava que ninguém bulisse, pelo motivo que teremos ocasião do apontar no decurso deste livro.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 158 e 159 (José Brandão)
Relatórios Sobre a Revolução de 5 de Outubro
Carlos Ferrão
Lisboa, 1978
É reduzida a bibliografia respeitante aos aspectos militares do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, do qual resultou a proclamação da República e, com ele, se pôs fim a uma Monarquia que durara mais de sete séculos e que, na sua última fase, a do constitucionalismo monárquico, dava inequívocas provas de decomposição e exaustão Apesar disso, dispunha ela de uma vasta rede de interesses criados, cujos representantes se recusavam a abdicar dos seus privilégios e da força pública que, passivamente, obedecia às ordens recebidas do poder político e da hierarquia militar, parte da qual reconhecera o seu carácter parasitário mas não se mostrava disposta a renunciar às suas regalias. Foi por isso longo e difícil o caminho percorrido pelos revolucionários republicanos. Estes montaram uma conspiração cujo principal objectivo consistiu em conquistar, entre militares, adesões e cumplicidades dispostas a colaborar…
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Repórteres e Reportagens de Primeira Página II
1910-1926
Jacinto Baptista – António Valdemar
Lisboa, 1990
Abrimos o volume com uma reportagem da revolução de Outubro de 1910, que transcrevemos de O Mundo daquela data: reportagem anónima, mas atribuída a um grande repórter: Hermano Neves. E, a propósito, referiremos que este jornalista confiou um dia, na revista ABC ao seu camarada de ofício Fausto Vilar, ponderações que de algum modo ajudam a compreende, a incorporação, mesmo a diluição da achega individual do jornalista na tarefa colectiva que é construir uma edição jornalística; que ajudam a compreender, em última instância, a opção pelo anonimato. Para Hermano Neves, do mesmo modo que «o personagem mais importante num hospital não é o director nem nenhum dos clínicos – é o doente (.,.) – num Jornal também o principal personagem não é o directo, nem nenhum dos repórteres. É o leitor».
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Carlos Ferrão
Lisboa, 1978
É reduzida a bibliografia respeitante aos aspectos militares do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, do qual resultou a proclamação da República e, com ele, se pôs fim a uma Monarquia que durara mais de sete séculos e que, na sua última fase, a do constitucionalismo monárquico, dava inequívocas provas de decomposição e exaustão Apesar disso, dispunha ela de uma vasta rede de interesses criados, cujos representantes se recusavam a abdicar dos seus privilégios e da força pública que, passivamente, obedecia às ordens recebidas do poder político e da hierarquia militar, parte da qual reconhecera o seu carácter parasitário mas não se mostrava disposta a renunciar às suas regalias. Foi por isso longo e difícil o caminho percorrido pelos revolucionários republicanos. Estes montaram uma conspiração cujo principal objectivo consistiu em conquistar, entre militares, adesões e cumplicidades dispostas a colaborar…
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Repórteres e Reportagens de Primeira Página II
1910-1926
Jacinto Baptista – António Valdemar
Lisboa, 1990
Abrimos o volume com uma reportagem da revolução de Outubro de 1910, que transcrevemos de O Mundo daquela data: reportagem anónima, mas atribuída a um grande repórter: Hermano Neves. E, a propósito, referiremos que este jornalista confiou um dia, na revista ABC ao seu camarada de ofício Fausto Vilar, ponderações que de algum modo ajudam a compreende, a incorporação, mesmo a diluição da achega individual do jornalista na tarefa colectiva que é construir uma edição jornalística; que ajudam a compreender, em última instância, a opção pelo anonimato. Para Hermano Neves, do mesmo modo que «o personagem mais importante num hospital não é o director nem nenhum dos clínicos – é o doente (.,.) – num Jornal também o principal personagem não é o directo, nem nenhum dos repórteres. É o leitor».
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 15 e 16 (José Brandão)
Os Cem Dias Funestos
Joaquim Leitão
Porto, 1912
Tendo ouvido diversos oficiais do exército e da armada, para redigir o Diário dos Vencidos, ao findar esse livro eu não podia todavia dizer a que deveram afinal os republicanos a República.
De então para cá, os revolucionários de 1910 foram falando e escrevendo, os relatórios desenvolveram as entrevistas, os oficiais da revolução narraram seus feitos e trabalhos, o comité militar revolucionário deu á estampa o seu testemunho, e o próprio presidente do Conselho, António Teixeira de Sousa, deitou proclamas.
Acareando esse Presidente do Conselho com a bibliografia revolucionaria, a luz da critica histórica alumiou d repente o grande quadro. A incontestável, imediata causa do desterro da Monarquia apareceu, então, irrevogavelmente – a passividade consciente do último Presidente do Conselho e Ministro do Reino de 1910.
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O Cinco de Outubro
(1ª edição)
Jacinto Baptista
Arcádia, 1964
Glorioso e, acaso, dos mais intensos e felizes do nosso povo, em toda a sua história, foi – então no consenso de muitos, e ainda hoje no de alguns – o dia 5 de Outubro de 1910, a data da implantação da República em Portugal, a memorável jornada que, logo após, O Mundo, em extasiado alvoroço, julgou ter inaugurado, definitivamente, para os Portugueses, «uma era de paz, de prosperidade e de justiça».
Paz, prosperidade, justiça: estas eufóricas e confiantes palavras do jornal de França Borges, desdobradas a toda a largura da primeira página do combativo órgão da propaganda republicana e arauto da revolução triunfante, reflectiam – e alimentavam, também – as ilusões de muitos. Despertam elas, hoje, em nós, mais do que um melancólico sorriso?
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Joaquim Leitão
Porto, 1912
Tendo ouvido diversos oficiais do exército e da armada, para redigir o Diário dos Vencidos, ao findar esse livro eu não podia todavia dizer a que deveram afinal os republicanos a República.
De então para cá, os revolucionários de 1910 foram falando e escrevendo, os relatórios desenvolveram as entrevistas, os oficiais da revolução narraram seus feitos e trabalhos, o comité militar revolucionário deu á estampa o seu testemunho, e o próprio presidente do Conselho, António Teixeira de Sousa, deitou proclamas.
Acareando esse Presidente do Conselho com a bibliografia revolucionaria, a luz da critica histórica alumiou d repente o grande quadro. A incontestável, imediata causa do desterro da Monarquia apareceu, então, irrevogavelmente – a passividade consciente do último Presidente do Conselho e Ministro do Reino de 1910.
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O Cinco de Outubro
(1ª edição)
Jacinto Baptista
Arcádia, 1964
Glorioso e, acaso, dos mais intensos e felizes do nosso povo, em toda a sua história, foi – então no consenso de muitos, e ainda hoje no de alguns – o dia 5 de Outubro de 1910, a data da implantação da República em Portugal, a memorável jornada que, logo após, O Mundo, em extasiado alvoroço, julgou ter inaugurado, definitivamente, para os Portugueses, «uma era de paz, de prosperidade e de justiça».
Paz, prosperidade, justiça: estas eufóricas e confiantes palavras do jornal de França Borges, desdobradas a toda a largura da primeira página do combativo órgão da propaganda republicana e arauto da revolução triunfante, reflectiam – e alimentavam, também – as ilusões de muitos. Despertam elas, hoje, em nós, mais do que um melancólico sorriso?
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