Lo conocí por casualidad. Fue en la época en que se candidateaba para la Presidencia de la República de Chile. Corría contra Jorge Alessandri Rodríguez, en 1954 quien ganara la presidencia por una mayoría de votantes muy baja, pero que le permitió ser Presidente de la República sin consulta al Parlamento. Tenía yo trece años, el Senador Allende, desde 1945, tenía cincuenta y seis. Supe que visitaba nuestras tierras, en donde nuestro padre era quién poseía la jefatura de una central eléctrica, trabajaba con 350 obreros y 27 técnicos. Mandaba también sobre la fuerza policial. A nuestra casa, en época de elecciones, entraban todos los candidatos de la ideología del ingeniero especialmente la Democracia Cristiana.
Mostrar mensagens com a etiqueta beethoven. chile. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta beethoven. chile. Mostrar todas as mensagens
sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Noctívagos, insones & afins- Mi Gabriela Mistral
Raúl Iturra
O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral (1) era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever.
Não esqueço esse soneto que faz pensar, sentir e chorar, publicado originalmente no seu livro Ternura, de 1922, página 278, intitulado Piececitos:
O título tem razão de ser, porque a conheci quando eu era pequeno e, desde logo, a admirei. Conhecia a sua poesia, romântica e combativa. Gabriela Mistral (1) era a leitura obrigatória da minha mãe, que gostava mais de ler que de comer. Essa devoção levou-me em curto espaço de tempo a ler a poetisa. Mal se conhecia a sua obra no Chile, apenas os Sonetos da Morte, escritos em 1914, poema com que ganhara os Jogos Florais de Santiago. Não se apresentou a receber o prémio. Tinha escrito esses versos em memória do seu grande amor, Romélio Ureta, homem fino, com quem namorou, abandonando o seu prometido Alfredo Videla, ambos maestros na escola La Cantera, da cidade de Vicuña. Gabriela Mistral era maestra de crianças e foi sobre elas que começou a escrever.
Não esqueço esse soneto que faz pensar, sentir e chorar, publicado originalmente no seu livro Ternura, de 1922, página 278, intitulado Piececitos:
Etiquetas:
beethoven. chile,
gabriela mistral,
prémio nobel,
raúl iturra
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O crescimento das crianças
Raúl Iturra
Capítulo 6
Pencahue, Vilatuxe, Vila Ruiva.
Século XXI
Queira o leitor saber o que penso destes três sítios visitados estes últimos anos. É evidente de que cada um deles, está intimamente ligado a mim, a causa da pesquisa e do prazer retirado do convívio com os amigos que aí fui deixando, ao longo dos anos. Como se fossem da minha família. Queira o leitor saber também, que a mudança que nos três tem é material acontecido, bem como elas estão todas ligadas entre si e como elas estão ligadas. Não apenas pela economia mundial, bem como pela memória do tempo. Cada um deles, como indicara persistentemente em cada capítulo, acaba por fazer deles lugares diferentes. Visitados, também, por um antropólogo diferente, que com a experiência de investigação, vai mudando. Talvez, não no físico, mas sim nas ideias e pensamento. Pensei que em Chile era possível falar com liberdade. E não era certo. Os Picunche que conheci antigamente como inquilinos e cujos sindicatos colaborei a formar nos anos sessenta, são hoje em dia pessoas individuais e autónomas, uma quase empresa individual e autónoma. A única forma de eles sobreviverem ao contexto sócio - histórico que têm vivido, e vivem. As famílias solidárias e submetidas ao patrão, parecem não existir. Ou são patrões eles próprios, ou empregados que já não aceitam o nome de jornaleiro, embora o sejam no que diz respeito a horas de trabalho e ordenados. O matrimónio endogámico tem-se aprofundado e, por causa do hábito, tem passado a ser uma necessidade económica. A mudança é tão substancial que abre uma certa liberdade às pessoas para se juntarem e viverem como casados, sem contrato primeiro, a seguir passou-se ao contrato e ao sacramento, que dão a segurança da propriedade da união entre duas pessoas. Matrimónios realizado com separação de bens, pactuada antes do casamento, com acta de capitulações. Um matrimónio dito a prova, é dizer, com relações íntimas antes do contrato. O que acaba por levar ao amor entre casais. A herança, é resultado da aplicação do Código Civil, partilhas para todos por igual, e melhoras para os filhos mais requestados para os pais. Esses filhos, com todo, estão a abandonar a agricultura e o trabalho pesado das indústrias. Hoje em dia não se vê jovem nenhum a trabalhar no campo, excepto a colaborar com os pais de uma geração anterior na terra própria. Não há casa em Pencahue, que não tenha uma descendência habilitada pelos estudos pagos por eles próprios, enquanto trabalham em cafés, bombas de gasolina, u outros sítios transitórios. Os jovens que entram no século XXI, sabem que todos trabalhos são transitório e subordinado a contrato.
Capítulo 6
Pencahue, Vilatuxe, Vila Ruiva.
Século XXI
Queira o leitor saber o que penso destes três sítios visitados estes últimos anos. É evidente de que cada um deles, está intimamente ligado a mim, a causa da pesquisa e do prazer retirado do convívio com os amigos que aí fui deixando, ao longo dos anos. Como se fossem da minha família. Queira o leitor saber também, que a mudança que nos três tem é material acontecido, bem como elas estão todas ligadas entre si e como elas estão ligadas. Não apenas pela economia mundial, bem como pela memória do tempo. Cada um deles, como indicara persistentemente em cada capítulo, acaba por fazer deles lugares diferentes. Visitados, também, por um antropólogo diferente, que com a experiência de investigação, vai mudando. Talvez, não no físico, mas sim nas ideias e pensamento. Pensei que em Chile era possível falar com liberdade. E não era certo. Os Picunche que conheci antigamente como inquilinos e cujos sindicatos colaborei a formar nos anos sessenta, são hoje em dia pessoas individuais e autónomas, uma quase empresa individual e autónoma. A única forma de eles sobreviverem ao contexto sócio - histórico que têm vivido, e vivem. As famílias solidárias e submetidas ao patrão, parecem não existir. Ou são patrões eles próprios, ou empregados que já não aceitam o nome de jornaleiro, embora o sejam no que diz respeito a horas de trabalho e ordenados. O matrimónio endogámico tem-se aprofundado e, por causa do hábito, tem passado a ser uma necessidade económica. A mudança é tão substancial que abre uma certa liberdade às pessoas para se juntarem e viverem como casados, sem contrato primeiro, a seguir passou-se ao contrato e ao sacramento, que dão a segurança da propriedade da união entre duas pessoas. Matrimónios realizado com separação de bens, pactuada antes do casamento, com acta de capitulações. Um matrimónio dito a prova, é dizer, com relações íntimas antes do contrato. O que acaba por levar ao amor entre casais. A herança, é resultado da aplicação do Código Civil, partilhas para todos por igual, e melhoras para os filhos mais requestados para os pais. Esses filhos, com todo, estão a abandonar a agricultura e o trabalho pesado das indústrias. Hoje em dia não se vê jovem nenhum a trabalhar no campo, excepto a colaborar com os pais de uma geração anterior na terra própria. Não há casa em Pencahue, que não tenha uma descendência habilitada pelos estudos pagos por eles próprios, enquanto trabalham em cafés, bombas de gasolina, u outros sítios transitórios. Os jovens que entram no século XXI, sabem que todos trabalhos são transitório e subordinado a contrato.
AS MINHAS RECORDAÇÕES DE PABLO NERUDA - O Professor Raúl Iturra dá um valioso contibuto para o nosso debate centrado na poesia - recordações do seu convívio com Pablo Neruda, o grande poeta chileno, Prémio Nobel da Literatura em 1971
Raúl Iturra
Foi um acaso, o que se diz normalmente, uma casualidade. Tinha eu quinze anos, el deve ter tido uma idade indefinida, mas eram já os tempos da sua idade indefinida.(1) Os poetas não têm idade vivem a vida a dar saltos entre a realidade transformada em realidade en verso. Éramos vizinhos de uma das sua três casas, a de Valparaíso o La Sebastiana. Conhecemos, na nossa lua-de-mel, a minha noiva, agora esposa, a primeira que fez no Chile: Isla Negra. Não era, de facto uma ilha, era uma quinta que ficava ao pé da casa dos nossos amores, em Algarrobo, praia balnear perto de Valparaiso. Neruda não conseguia viver sem ver o amor. Entrar na Sebastiana com a minha mãe, foi uma delícia: via-se, como era da nossa vizinha casa, toda a Baia do porto e, com essa fantasia contagiante, além-mar. Sua única habitação na cidade, era La Chascona, feita para o agrado da mulher que amava, Matilde Urrutia e os seus encontros clandestinos. La Chascona, por causa do telhado de totora (2). Nem pensar que, por ser poeta, falasse em verso, falava como todo ser humano nascido no centro Sul do Chile, engolindo as consonantes e um cantar típico que compassava as suas frases.
Etiquetas:
beethoven. chile,
canto general,
gabriela mistral,
pablo neruda,
savador allende
domingo, 22 de agosto de 2010
O crescimento das crianças
Raúl Iturra
Capítulo 1
Tu calculas, eu observo. Saber, tempo ciclo.
Victoria olhava. Olhava e calava. Ouvia. Ouvia e não falava. Era muito pequena para entender. Ai andava o pai com a sua bebedeira. A que trazia quando aparecia em casa. Dinheiro era o que não vinha com ele. Só bebedeira. A Yeyé, como diziam á sua mãe Reneria, congeminava, pensava, procurava o que fazer. Victoria era pequena, mas antes da Victoria, havia outras três crianças mais velhas (Genealogia). Clodomiro Berrios, o pai, guiava, trabalhava no Fundo. El Almendro de Pencahue, em que visitava e ficava na casa da sua outra mulher, a Rebeca. Como é normal entre os Picunche, casar ou viver com varias mulheres ao mesmo tempo. Victoria via tanta actividade e não conseguia entender. Não era para ela entender. Eram coisas de grandes. Ela era pequena. E a mais nova. A Yeyé pensou, optou e fez uma decisão: havia muito estudante de Pencahue fora, dos fundos, que precisavam comer para irem a escola da vila. Muitos, a ficarem na vila, porque não havia transportes. E abriu a casa aos estudantes. A casa colonial, de duas águas, telhas no teto, feitas em barro e palha as paredes, pilares de madeira a assegurar o teto de telhas. Quartos largos e obscuros. Yeyé foi capaz de por camas em vários cantos dos mais largos, e fez pensão. Victoria passou a habituar-se a ter tanta gente em casa. Gostava. Duramente, Reneria, essa Yeyé, ia trabalhando para cozinhar para todos. Victoria ficava ao pé dela, ou da irmã mais velha. Via, ouvia e calava. Foi ficando na sua lembrança, a quantidade de rapaziada que pela casa passava e acarinhava os seus caracóis louros.
Em Pencahue, mesmo ao pé do fundo onde Bernardo O’Higgins, o Libertador do Chile, tinha sido criado. O fundo Quepo, nome Picunche, que o seu proprietário, o português José Albano Pereira, havia mantido. (Eyzaguirre 1983; Villalobos et at, 1974; Bengoa 1988; Lizana 1909; Barros Arana 1884-1902). Pencahue, o villorrio, agora da propriedade dos novos chilenos, assim definidos por O’Higgins em 1829 (Fonte: Eyzaguirre 1983; Arquivos Paroquiais de Pencahue). Villorrio, berço de Victoria desde 1973, e dos seus ancestrais Picunche, Espanhóis, Irlandeses, Criollos e Mestizos. Cálculos históricos que a pequena e os seus irmãos, nem sonhavam poder fazer. Porque não sabiam: eram os filhos da Yeyé e do Clodomiro, esse pai que vivia também com a Rebeca Troncoso. Como a lei Picunche manda e a dos Huinca o Chilenos, permite. Como nem pais nem filhos sabiam. As pessoas sabiam que os homens viviam com outras mulheres também e tinham irmãos nascidos das outras. Que eram irmãos amados, como a catequeses manda, como as mulheres dizem. Como o Picunche Castillo de Pencahue, conta.
Capítulo 1
Tu calculas, eu observo. Saber, tempo ciclo.
Victoria olhava. Olhava e calava. Ouvia. Ouvia e não falava. Era muito pequena para entender. Ai andava o pai com a sua bebedeira. A que trazia quando aparecia em casa. Dinheiro era o que não vinha com ele. Só bebedeira. A Yeyé, como diziam á sua mãe Reneria, congeminava, pensava, procurava o que fazer. Victoria era pequena, mas antes da Victoria, havia outras três crianças mais velhas (Genealogia). Clodomiro Berrios, o pai, guiava, trabalhava no Fundo. El Almendro de Pencahue, em que visitava e ficava na casa da sua outra mulher, a Rebeca. Como é normal entre os Picunche, casar ou viver com varias mulheres ao mesmo tempo. Victoria via tanta actividade e não conseguia entender. Não era para ela entender. Eram coisas de grandes. Ela era pequena. E a mais nova. A Yeyé pensou, optou e fez uma decisão: havia muito estudante de Pencahue fora, dos fundos, que precisavam comer para irem a escola da vila. Muitos, a ficarem na vila, porque não havia transportes. E abriu a casa aos estudantes. A casa colonial, de duas águas, telhas no teto, feitas em barro e palha as paredes, pilares de madeira a assegurar o teto de telhas. Quartos largos e obscuros. Yeyé foi capaz de por camas em vários cantos dos mais largos, e fez pensão. Victoria passou a habituar-se a ter tanta gente em casa. Gostava. Duramente, Reneria, essa Yeyé, ia trabalhando para cozinhar para todos. Victoria ficava ao pé dela, ou da irmã mais velha. Via, ouvia e calava. Foi ficando na sua lembrança, a quantidade de rapaziada que pela casa passava e acarinhava os seus caracóis louros.
Em Pencahue, mesmo ao pé do fundo onde Bernardo O’Higgins, o Libertador do Chile, tinha sido criado. O fundo Quepo, nome Picunche, que o seu proprietário, o português José Albano Pereira, havia mantido. (Eyzaguirre 1983; Villalobos et at, 1974; Bengoa 1988; Lizana 1909; Barros Arana 1884-1902). Pencahue, o villorrio, agora da propriedade dos novos chilenos, assim definidos por O’Higgins em 1829 (Fonte: Eyzaguirre 1983; Arquivos Paroquiais de Pencahue). Villorrio, berço de Victoria desde 1973, e dos seus ancestrais Picunche, Espanhóis, Irlandeses, Criollos e Mestizos. Cálculos históricos que a pequena e os seus irmãos, nem sonhavam poder fazer. Porque não sabiam: eram os filhos da Yeyé e do Clodomiro, esse pai que vivia também com a Rebeca Troncoso. Como a lei Picunche manda e a dos Huinca o Chilenos, permite. Como nem pais nem filhos sabiam. As pessoas sabiam que os homens viviam com outras mulheres também e tinham irmãos nascidos das outras. Que eram irmãos amados, como a catequeses manda, como as mulheres dizem. Como o Picunche Castillo de Pencahue, conta.
Etiquetas:
antropologia social,
beethoven. chile,
picunches,
raúl iturra
terça-feira, 15 de junho de 2010
O Elefante ou o Quebra-nozes para as crianças?
Raúl Iturra
Para nossa neta Maira, filha de Cristan van Emden e Paula (née Iturra)
An analitycal fairy tale….
Foi comentado no nosso ensaio de Dezembro, que Natal era quando o marketing quiser. Comentário que me leva a pensar a relação dos adultos e das crianças. Essa relação, hoje, de distância e, antigamente, de larga intimidade, ambas com muito imaginário e certa afectividade. Imaginário, como é natural, que varia no tempo e no espaço. Como Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Gus van Sant. Como a água do óleo. Qual, a verdadeira? Qual, a conveniente? Qual, a da História? Não é o acaso que me leva a pensar no Elefante e no Quebra-nozes.
Para nossa neta Maira, filha de Cristan van Emden e Paula (née Iturra)
An analitycal fairy tale….
Foi comentado no nosso ensaio de Dezembro, que Natal era quando o marketing quiser. Comentário que me leva a pensar a relação dos adultos e das crianças. Essa relação, hoje, de distância e, antigamente, de larga intimidade, ambas com muito imaginário e certa afectividade. Imaginário, como é natural, que varia no tempo e no espaço. Como Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Gus van Sant. Como a água do óleo. Qual, a verdadeira? Qual, a conveniente? Qual, a da História? Não é o acaso que me leva a pensar no Elefante e no Quebra-nozes.
Etiquetas:
beethoven. chile,
gus van sant,
tchaikovski
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Mis Camelias - notas de pié de página 145-162
Raúl Iturra
[145] Periódico mensual A Página da Educação esta en el sitio: www.apagina.pt
El texto es: "A criança vella. Para um estatuto da regressão da vida", 1.500 palabras, una página del periódico en línea, en la Internet y en formato de papel. El texto es del año 9 del periódico, nº 89, Março 2000, p. 26. http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=203
[146] El mayor trabajo de nuestra madre siempre fue formar Centros de Madres, con las mujeres de los obreros del papá, enseñarles a cocinar comidas sanas, a organizar la casa y llenarla de floreros con ramos hechos a la Ikebana, de la cual ella era especialista. Hasta mandó al papá para que los trabajadores tuvieran la oportunidad de pintar la casa como quisieran. Fue un desastre, los colores escogidos con tenían nada en común com la casa de al lado. Fué necesário plantar árboles... para esconder las casa, eran, de hecho, arbustos o bushes...
[147] La flor nace en el verano, desde siempre, por lo que parece que Pascua viene ya del tiempo de la Conquista por los españoles de la hoy América Latina. Antes, había la fiesta de la pascua, no asociada al cristianismos, pero a los rituales nativos. Es lo que define la enciclopedia da la Internet: Euphorbia pulcherrima, también llamada Poinsetia o Flor de Pascua por coincidir su floración y forma más llamativa con la época navideña (en México es llamada Nochebuena), pertenece al género Euphorbia de la familia Euphorbiaceae. Frecuentemente utilizada en jardinería. Retirado de: http://es.wikipedia.org/wiki/Euphorbia_pulcherrima También hay la información que dice: Florece de noviembre a febrero y es esencial que la planta no reciba luz durante las horas nocturnas, aproximadamente desde octubre hasta navidad para que la floración se realice.
[148] El nombre de La Corona del Inca debe haber nacido en los tiempos en que los Quechua llegaran a Chile, en el Siglo XV, antes de los españoles. Hasta esa época, los nativos chilenos o Mapuche, guardan una memoria oral que nunca se olvida, aún cuándo va cambiando de contenido. Lo importante es saber que la Navidad es llamada así por los que tienen poder y guardan costumbres europeas, y el pueblo, ese mestizaje de españoles con Mapuche, guarda la memoria de la flor, que está definida su floración con las siguientes palabras: Florece de noviembre a febrero y es esencial que la planta no reciba luz durante las horas nocturnas, aproximadamente desde octubre hasta navidad para que la floración se realice. Hay varias respuesta en las entradas electrónicas del sitio que paso a citar: http://www.google.pt/search?q=Chile+Navidades+llamada+Pascua&hl=pt-PT&start=10&sa=N
[145] Periódico mensual A Página da Educação esta en el sitio: www.apagina.pt
El texto es: "A criança vella. Para um estatuto da regressão da vida", 1.500 palabras, una página del periódico en línea, en la Internet y en formato de papel. El texto es del año 9 del periódico, nº 89, Março 2000, p. 26. http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=203
[146] El mayor trabajo de nuestra madre siempre fue formar Centros de Madres, con las mujeres de los obreros del papá, enseñarles a cocinar comidas sanas, a organizar la casa y llenarla de floreros con ramos hechos a la Ikebana, de la cual ella era especialista. Hasta mandó al papá para que los trabajadores tuvieran la oportunidad de pintar la casa como quisieran. Fue un desastre, los colores escogidos con tenían nada en común com la casa de al lado. Fué necesário plantar árboles... para esconder las casa, eran, de hecho, arbustos o bushes...
[147] La flor nace en el verano, desde siempre, por lo que parece que Pascua viene ya del tiempo de la Conquista por los españoles de la hoy América Latina. Antes, había la fiesta de la pascua, no asociada al cristianismos, pero a los rituales nativos. Es lo que define la enciclopedia da la Internet: Euphorbia pulcherrima, también llamada Poinsetia o Flor de Pascua por coincidir su floración y forma más llamativa con la época navideña (en México es llamada Nochebuena), pertenece al género Euphorbia de la familia Euphorbiaceae. Frecuentemente utilizada en jardinería. Retirado de: http://es.wikipedia.org/wiki/Euphorbia_pulcherrima También hay la información que dice: Florece de noviembre a febrero y es esencial que la planta no reciba luz durante las horas nocturnas, aproximadamente desde octubre hasta navidad para que la floración se realice.
[148] El nombre de La Corona del Inca debe haber nacido en los tiempos en que los Quechua llegaran a Chile, en el Siglo XV, antes de los españoles. Hasta esa época, los nativos chilenos o Mapuche, guardan una memoria oral que nunca se olvida, aún cuándo va cambiando de contenido. Lo importante es saber que la Navidad es llamada así por los que tienen poder y guardan costumbres europeas, y el pueblo, ese mestizaje de españoles con Mapuche, guarda la memoria de la flor, que está definida su floración con las siguientes palabras: Florece de noviembre a febrero y es esencial que la planta no reciba luz durante las horas nocturnas, aproximadamente desde octubre hasta navidad para que la floración se realice. Hay varias respuesta en las entradas electrónicas del sitio que paso a citar: http://www.google.pt/search?q=Chile+Navidades+llamada+Pascua&hl=pt-PT&start=10&sa=N
Etiquetas:
beethoven. chile,
código do trabalho,
direitos da criança
Subscrever:
Mensagens (Atom)

