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sábado, 20 de novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (37)

O Primeiro Congresso do Partido Comunista Português


César Oliveira


Seara Nova, 1975



Este é um volume cujo principal objectivo é dar a conhecer ao público as teses, resoluções e outro noticiário referente ao I Congresso do Partido Comunista Português realizado em 1923, dois anos após a sua fundação em 1921.
Não se pretende neste volume iniciar uma história do P.C. P. para cuja continuidade nos faltariam, necessariamente, elementos dadas as condições de clandestinidade em que foram obrigados a viver, durante dezenas de anos, os militantes deste partido. Por outro lado não é nosso propósito mostrar com a publicação deste material a fraqueza teórica patente no referido congresso: isso seria, exactamente, desconhecer ou ignorar deliberadamente o contexto social e económico da época em que nasceu o partido…

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O Primeiro de Maio


César Nogueira

Lisboa, 1917

É esta a orientação, que o proletariado português deve também acompanhar. Mas para que as reivindicações do 1.º de Maio melhor possam vingar é necessário, é imprescindível, que ao lado do esforço económico esteja a luta do carácter político pela conquista das juntas de paróquia, dos municípios, das juntas distritais e do Parlamento, porque sendo os melhores baluartes onde se acoita o capitalismo, é, por consequência, o meio mais autêntico o mais prático para obter e manter as reivindicações formuladas no dia 1.° de Maio, factos importantes, que o Congresso Socialista Internacional de Paris, em 1900, reconheceu, convidando as organizações operárias a prosseguir na obtenção das reformas sociais, «obrando duma maneira progressiva e ligando a acção sindical e a acção politica». Assim o têm compreendido e executado as massas populares para além-fronteiras.

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sábado, 13 de novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (31), por José Brandão


Notas Para a História do Socialismo em Portugal


(1895-1925)

César Nogueira

Portugália Editora, 1966

Há 35 anos que dei a minha vida ao Socialismo. Sem recear o perigo, atravessei o canal da Mancha durante a guerra para assistir à II Conferência Socialista dos Países Aliados, em Londres, e desci às minas de S. Pedro da Cova, à profundidade de 350 m² para sentir mais perto as amarguras dos «trabalhos forçados» do povo que trabalha. O meu coração, o meu pensamento e a minha acção serão, pois, até ao fim da minha vida sempre pela causa do Socialismo.

O que escrevo nestas páginas não tem a intenção de molestar coisas ou pessoas. São notas que vão para a História. E para a História diz-se a verdade.

Lisboa, 28 de Setembro de 1930.

César Nogueira

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A Nova Fase do Socialismo


João de Meneses

Guimarães Editores, 1975

João (Duarte) de Meneses, nascido em Lisboa em 1808, aí morreu em 1818; licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, foi advogado em Lisboa; tendo aderido aos princípios republicano» ainda estudante, participou na revolta de 31 de Janeiro de 1831. A sua intervenção na propaganda republicana, permitiu-lhe estabelecer um acordo com o Partido Socialista, o que levou à eleição de Afonso Costa, Paulo Falcão e Xavier Esteves.

Figura central do republicanismo, João de Meneses procurou estabelecer neste texto o balanço do Socialismo, actualizando a informação em Portugal, servindo a propaganda republicana.

A reedição deste texto permite definir o quadro científico e político portugueses no que diz respeito ao Socialismo, no período final da monarquia.

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Oliveira Martins e o Socialismo

Augusto Santos Silva

Afrontamento, 1979

O texto que se vai ler necessita de uma explicação prévia.

O autor concorreu, em 1978, ao Prémio Revelação de Ensaio, da Associação Portuguesa de Escritores, com um original intitulado Duas leituras de Oliveira Martins: o Socialismo, a História, que era, rigorosamente, a junção ad hoc de dois estudos, um sobre as relações entre Martins e o socialismo, outro sobre a teoria martiniana da História.

O original foi premiado e pôs-se o problema da sua eventual publicação. Pesavam contra ela a fragilidade da articulação entre as duas partes do texto, cada uma delas tratando de objecto de particular dimensão e escrita em tempo e enquadramento próprios; e a natureza preparatória de qualquer dos estudos, primeiras sistematizações de pesquisas que o autor levou e leva a cabo sobre o pensamento martiniano.

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O Operariado e a Primeira República (1910-1924)


César Oliveira

Publicações Alfa, 1990

Com este volume pretende-se fundamentalmente proporcionar uma visão tanto quanto possível ampla e esclarecedora de como o operariado português "viu" a República parlamentar burguesa, da forma como "reagiu" à sua governação e dos processos que, o republicanismo no poder, utilizou no tratamento da "questão social". Tal visão abarca o período de 1910 a 1924 e, num ou noutro caso, procuram-se reproduzir, em apoio a certas afirmações, textos anteriores à implantação da República. (...)

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Operárias e Burguesas

Maria Alice Samara

Esfera dos Livros, 2007

No final do século XIX, princípios do século XX, estas mulheres iniciaram uma dura e longa batalha pela sua emancipação e igualdade a nível social, político e cultural. Adelaide Cabete, médica, professora e uma incansável lutadora; Alice Pestana, sempre em defesa da educação feminina e da criança; Guiomar Torrezão, a operária das letras que fez dos jornais e das suas obras publicadas em livro as armas da sua luta; Domitila de Carvalho, a primeira mulher a entrar na porta férrea da Universidade de Coimbra; Regina Quintanilha, a primeira mulher a vestir uma toga; Angelina Vidal, que deu a sua voz pelos mais desfavorecidos; Maria Rapaz, que se fez passar por homem para conseguir melhores condições de vida, são algumas das vozes deste livro. Muitas destas ambições caíram por terra com o final da I República e com o advento do Estado Novo que procura remeter as mulheres para a esfera doméstica.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (30), por José Brandão

Notas Acerca da Geração de 70

Flausino Torres

Portugália Editora, 1967

É sempre difícil enquadrar os factos, os acontecimentos, as pessoas, as tendências. Mas é indispensável fazê-lo por várias razões que se compreendem muito bem. É mais fácil aproximar e meter dentro do mesmo quadro um Rodrigues de Freitas e um Silva Cordeiro do que aproximar, seja sob que ponto de vista for, um Eça de Queirós e um Oliveira Martins, um Júlio Dinis e um Sampaio Bruno. Que semelhanças encontrar entre um João Penha e um Antero, contemporâneos, frequentando Coimbra na mesma época, ambos bacharéis por aquela espantosa

Universidade de Coimara, ambos poetas?

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Notas Oitocentistas

Alexandre Cabral

Plátano Editora, 1973


Esta nova obra de Alexandre Cabral faz parte de uma série de estudos que aquele escritor tem vindo a fazer sobre a História de Portugal do século XIX e primeiro quartel do século XX. Incidindo muito especialmente nos reflexos sociopolíticos que alguns importantes acontecimentos do século transacto provocaram nos rumos do povo português, estas NOTAS OITOCENTISTAS – resultado de um aturado trabalho de investigação e de síntese – constituem importante achega para um mais desempoeirado conhecimento do período focado. O simples enunciado dos temas tratados por Alexandre Cabral evidencia o interesse desta obra: «Comuna de Paris de 1871»;
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Notas Para a História do Socialismo em Portugal

(1871-1910)


César Nogueira

Portugália Editora, 1964

Estas Notas para a História do Socialismo em Portugal (1871-1910) começaram a ser investigadas e escritas em 1932 (….) e durante este longo período foram sucessivamente acrescidas com mais documentário.

Não sem dificuldades, porém, foi esse material recolhido e joeirado, pois, infelizmente, quase toda a documentação da obra socialista em Portugal está perdida ou extraviada e a que se encontra é escassa – tanto nos arquivos do antigo associativismo socialista como operário e nas Bibliotecas Públicas de Lisboa e do Porto, e as colecções dos jornais e outras publicações estão incompletas ou não existem, assim como é difícil consultar outras edições dessas épocas por estarem esgotadas.

No entanto não hesitámos e conseguimos, com uma rigorosa documentação histórica obtida após laboriosas investigações, juntar o material preciso para confeccionarmos estas Notas.

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