Mostrar mensagens com a etiqueta casa da praia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casa da praia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Criança – Uma obra em aberto

Clara Castilho

HISTÓRIAS CONTADAS POR CRIANÇAS – O QUE ELAS NOS QUEREM DIZER - I


Não se pode escrever com a caneta e com a mão, mas com ideia e com imaginação”
(João dos Santos)

Na Instituição onde trabalho – Casa da Praia – dá-se grande importância às actividades de livre expressão, como forma de fazer emergir os sentires, as experiências, os saberes e as motivações das crianças, ligando-as a outras formas de expressão (desenhada, dramatizada, gravada ou escrita).

Inicialmente reflexo de simples relatos ou descrição elementar de situações, as histórias das crianças vão-se tornando, progressivamente, mais complexas e criativas. Valorizadas através do seu registo, transformando as “histórias” ditas em escritas a criança apercebe-se que aquele registo tem um significado.

A imaginação de histórias pelas crianças surge, assim, de uma forma natural, permitindo a projecção de conflitos, medos e fantasias.

Eis um exemplo:

A. foi um menino que nos chegou com 8 anos. Não conseguia ficar sentado numa cadeira, atirava-se para trás, gritando frases desconexas. Não vou contar toda a sua história. Mas ele, da mãe só se lembrava que tinha ao cabelo amarelo, mas desculpava-a dizendo: “ ela não me abandonou num sítio qualquer, foi à porta do meu avô”. Foi todo um trabalho de “reconstrução” que chegou a bom termo. A. foi capaz de imaginar as seguintes histórias: