Luis Moreira
Os mesmos que no anos anteriores enchiam os hoteis, lá estiveram nos lugares do costume, cheios de alegria, dinheiro no bolso e champagne a correr...
Não são tontos nem sequer pouco previdentes, não precisam, fazem parte daquela metade da população que vive bem, agora ainda melhor que antes, com vencimentos fixos, carreiras asseguradas, "boys e "girls" a ganharem muito acima do razoável.
A outra metade afadiga-se a encolher a barriga de fome, a pagar a renda da casa, a arranjar um emprego, a pagar os livros dos filhos. Isto tudo pela mão de dois partidos, um socialista e outro social-democrata. A caminho de um país socialista como reza a constituição...
Entretanto e como de costume, o governo tira com uma mão aos mesmos de sempre, aos que mais precisam e dá às chefias dos funcionários públicos, percebe-se bem porque César lá de entre as ilhas fez o que fez. Foi o ensaio, para ver como reagiam os cordeiros, abrir um precedente, "o César já fez o mesmo...", mas quem é que acredita ainda na boa fé desta gente?
No mesmo dia que nos anuncia que o transporte em ambulâncias passa a ser pago, aumenta os directores e sub-directores e, no rasto destes todos os outros, num "forrobodó" miserável, com a desculpa esfarrapada que não há aumento da despesa, há mesmo menos despesa segundo essa ex-sindicalista convertida em ministra.
Antes que o OE/2011 entre em execução fazem-se as últimas tropelias , ainda antes da meia noite foi anunciado um aumento de capital na Caixa Geral de Depósitos, prenúncio que mais 500 milhões vão entrar no sorvedouro do BPN, para evitar agora a falência pois ,a concretizar-se, o prejuízo a registar na Conta do Estado, equivaleria ao montante da poupança conseguida com todas as medidas de contenção da despesa anunciadas e que iriam salvar o país.
Os próximos 3 meses vão ser lindos, a violência já anda aí à solta e ainda não se fizeram sentir em pleno as medidas de contenção. Tal como diz o texto, O que se vai passar na Economia Americana, também em Portugal e na Europa há um fosso cada vez maior entre os ricos e os pobres, o que vai levar à criação de movimentos na sociedade civil que podem corresponder a uma espiral de violência.
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domingo, 2 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Debates presidenciais - Alegre/ Nobre
Nobre esteve ao ataque, Alegre não gostou, tal como Cavaco Silva não gostou do discurso de Francisco Lopes, quem teve resposabilidades políticas tem responsabilidades na presente situação mas, isso é dificil de engolir, embora não possa ser de outra maneira.
Há barreiras na sociedade portuguesa que é preciso derrubar, diz Nobre, os 300 000 velhos que ganham 300 euros de reforma, os jovens que não têm emprego, é uma vergonha que 37 anos após o 25 de Abril estas situações se mantenham. Uma flagantre injustiça entre os que mais ganham e os restantes trabalhadores.
Alegre diz que todos têm responsabilidades uns mais outros menos, e aqui dirigiu uma saudação ao seu (suposto) adversário Francisco Lopes que na véspera tinha acossado Cavaco com as responsabilidades de quem está há 20 anos na política.
lembrou ser um homem que pensa pela sua própria cabeça e que votou muitas vezes contra o seu próprio partido, esteve na origem do SNS e da Constituição....
Nobre clama pela sociedade civil, diz que não há motivo para ter medo, para votar contra os que nos desgovernam, os partidos já tiveram muitas oportunidades e a situação é esta de plano inclinado para a miséria. Não tenham medo, lutem pelos vossos ideais , já sabemos que os mesmos de sempre com as mesmas políticas vamos ter mais do mesmo.
Só por isto já teria valido a pena Nobre ter-se candidatado, chega uma voz de fora dos aparelhos partidários e está a fazer mossa, a democracia não se esgota nos partidos. Sem uma sociedade civil forte o país não tem saída entalado como está entre o estatismo e as corporações.
Eu voto em Fernando Nobre!
Há barreiras na sociedade portuguesa que é preciso derrubar, diz Nobre, os 300 000 velhos que ganham 300 euros de reforma, os jovens que não têm emprego, é uma vergonha que 37 anos após o 25 de Abril estas situações se mantenham. Uma flagantre injustiça entre os que mais ganham e os restantes trabalhadores.
Alegre diz que todos têm responsabilidades uns mais outros menos, e aqui dirigiu uma saudação ao seu (suposto) adversário Francisco Lopes que na véspera tinha acossado Cavaco com as responsabilidades de quem está há 20 anos na política.
lembrou ser um homem que pensa pela sua própria cabeça e que votou muitas vezes contra o seu próprio partido, esteve na origem do SNS e da Constituição....
Nobre clama pela sociedade civil, diz que não há motivo para ter medo, para votar contra os que nos desgovernam, os partidos já tiveram muitas oportunidades e a situação é esta de plano inclinado para a miséria. Não tenham medo, lutem pelos vossos ideais , já sabemos que os mesmos de sempre com as mesmas políticas vamos ter mais do mesmo.
Só por isto já teria valido a pena Nobre ter-se candidatado, chega uma voz de fora dos aparelhos partidários e está a fazer mossa, a democracia não se esgota nos partidos. Sem uma sociedade civil forte o país não tem saída entalado como está entre o estatismo e as corporações.
Eu voto em Fernando Nobre!
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