CARTA AOS REDACTORES DO BOLETIM DA FEDERAÇÃO DO JURA
Caros companheiros,
Eu não posso nem devo deixar a vida pública sem vos endereçar uma última palavra de reconhecimento e de simpatia.
Faz quatro anos e meio aproximadamente que nós nos conhecemos, e apesar de todos os artifícios de nossos inimigos comuns e das calúnias infames que lançaram contra mim, conservastes vossa estima, vossa amizade e vossa confiança em mim. Vós não vos deixastes intimidar por esta denominação de “Bakunineeianos” que eles lançaram em vossos rostos, preferindo guardar a aparência de serem homens dependentes, do que a certeza de terdes sido injustos.
Por sinal, sempre tivestes, e em alto grau, a consciência da independência e da perfeita espontaneidade das vossas opiniões, tendências, actos, e a pérfida intenção dos nossos adversários era tão transparente, por outro lado, que não pudestes tratar as suas insinuações caluniosas e ferinas de outra forma, se não com o mais profundo desprezo.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Bakunine por Bakunine (Raúl Iturra)
MARX E A INTERNACIONAL: CARTA AOS INTERNACIONAIS DE BOLONHA - 5 (Continuação)
Os operários de todas as profissões, de todas as comunas, de todas as regiões e de todas as nações, constituem uma grande e única fraternidade internacional, organizada para empreender esta luta contra o mundo burguês; quem falte a esta solidariedade prática na luta, indivíduo, secção, ou grupo de secções, é um traidor.
Eis a nossa lei realmente, única obrigatória. Há, além disso, as disposições do regulamento primitivo que impõe a cada secção o dever de pagar anualmente ao Conselho Geral dez centavos por cada um dos seus membros, enviar-lhe a cada três meses um relatório detalhado sobre a sua situação interna e atender a todas as suas reclamações quando elas estiverem conformes aos estatutos gerais, e eis tudo. Quanto ao resto, quer dizer, tudo o que constitui a própria vida, o próprio desenvolvimento, o programa e o regulamento particulares das secções, as suas ideias teóricas, assim como a propaganda destas ideias, a sua organização e a sua federação material, desde que nada do objectivo real esteja em contradição com os princípios e com as obrigações explicitamente enunciados nos estatutos gerais, é deixado à plena liberdade das secções.
Esta inexistência de um dogma único e de um governo central na nossa grande Associação Internacional, esta liberdade quase absoluta das secções, revoltam o doutrinário e o autoritarismo do homem de Estado – profeta Mazzini. E, entretanto, foi precisamente esta liberdade que ele denomina anarquia e que, fundada sobre a verdadeira fonte e base criadora da nossa unidade real, sobre a identidade real da situação e das aspirações do proletariado de todos os países, foi esta liberdade que criou uma verdadeira conformidade de ideias e de toda a potência da Internacional.
Os operários de todas as profissões, de todas as comunas, de todas as regiões e de todas as nações, constituem uma grande e única fraternidade internacional, organizada para empreender esta luta contra o mundo burguês; quem falte a esta solidariedade prática na luta, indivíduo, secção, ou grupo de secções, é um traidor. Eis a nossa lei realmente, única obrigatória. Há, além disso, as disposições do regulamento primitivo que impõe a cada secção o dever de pagar anualmente ao Conselho Geral dez centavos por cada um dos seus membros, enviar-lhe a cada três meses um relatório detalhado sobre a sua situação interna e atender a todas as suas reclamações quando elas estiverem conformes aos estatutos gerais, e eis tudo. Quanto ao resto, quer dizer, tudo o que constitui a própria vida, o próprio desenvolvimento, o programa e o regulamento particulares das secções, as suas ideias teóricas, assim como a propaganda destas ideias, a sua organização e a sua federação material, desde que nada do objectivo real esteja em contradição com os princípios e com as obrigações explicitamente enunciados nos estatutos gerais, é deixado à plena liberdade das secções.
Esta inexistência de um dogma único e de um governo central na nossa grande Associação Internacional, esta liberdade quase absoluta das secções, revoltam o doutrinário e o autoritarismo do homem de Estado – profeta Mazzini. E, entretanto, foi precisamente esta liberdade que ele denomina anarquia e que, fundada sobre a verdadeira fonte e base criadora da nossa unidade real, sobre a identidade real da situação e das aspirações do proletariado de todos os países, foi esta liberdade que criou uma verdadeira conformidade de ideias e de toda a potência da Internacional.
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