Manuela Degerine
Capítulo XVI
Etapa 6: De Minde a Fátima
Saio de Minde por volta das dez horas. Previ uma etapa curta, menos de dezanove quilómetros através do campo, espero percorrê-los no júbilo e sossego dos dias precedentes. Ilusão... Encontro-me demasiado perto de Fátima, há peregrinos extraviados por todos os caminhos – mesmo aqueles que eu trilho.
Logo à saída de Minde sou apanhada por três habitantes de Salvaterra de Magos acompanhados por uma sobrinha (e prima da filha) vinda do Luxemburgo para a peregrinação. O que me incomoda: são barulhentos. Telefonam. Falam todos ao mesmo tempo. As da frente (as duas raparigas) gritam para os de trás. Queixam-se. Os pais com quarenta e tal anos. A filha com vinte e dois. A sobrinha com trinta e dois. Do género que acumula os 2F (Fátima, futebol) com os 4C (carro, comida e centro comercial). Para não carregarem com mochilas, o pai da sobrinha leva pela estrada – de carro – o almoço e as bagagens; e segue em permanente contacto telefónico com os santos peregrinos.
Mostrar mensagens com a etiqueta minde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta minde. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Novas Viagens na Minha Terra
Manuela Degerine
Capítulo XV
Etapa 5: Da nascente do Alviela a Minde
Chego à nascente do Alviela. O sítio terá sido mais bonito antes de o transformarem em praia fluvial, perdeu entretanto o aspecto bravio, há pontes, tanques e mesas de merenda, restam vários penedos, árvores imponentes, o rio a sair de uma caverna.
Aproveito aquela cópia de mesas e bancos, abanco numa delas para o merecido banquete. Devoro a sandes (enorme) que em Pernes mandei preparar, figos e damascos secos, nozes, uvas, maçãs, chocolate preto... Parto com a mochila mais leve.
Mas não durante muito tempo. Avanço por um caminho pedregoso, encontro pedaços de quartzo transparente, que me parecem muito bonitos, resisto aos primeiros, embora com dificuldade, acabo por sucumbir a três outros – como se me faltasse lastro na mochila.
Capítulo XV
Etapa 5: Da nascente do Alviela a Minde
Chego à nascente do Alviela. O sítio terá sido mais bonito antes de o transformarem em praia fluvial, perdeu entretanto o aspecto bravio, há pontes, tanques e mesas de merenda, restam vários penedos, árvores imponentes, o rio a sair de uma caverna.
Aproveito aquela cópia de mesas e bancos, abanco numa delas para o merecido banquete. Devoro a sandes (enorme) que em Pernes mandei preparar, figos e damascos secos, nozes, uvas, maçãs, chocolate preto... Parto com a mochila mais leve.
Mas não durante muito tempo. Avanço por um caminho pedregoso, encontro pedaços de quartzo transparente, que me parecem muito bonitos, resisto aos primeiros, embora com dificuldade, acabo por sucumbir a três outros – como se me faltasse lastro na mochila.
Etiquetas:
alviela,
arneiro de milhariças,
covão do feto,
minde,
pernes
Subscrever:
Mensagens (Atom)

