Ontem ocupei-me do Reino da Traulitânia e hoje vou ocupar-me de outro reino exótico - o Reino da Lusitânia Setentrional. Mas para isso tenho de antes falar ainda de outro reino de que muita gente nunca ouviu falar – O Reino da Etrúria.
O Reino da Etrúria foi criado por Napoleão Bonaparte e teve existência entre e 1801 e 1807. E onde era a Etrúria? - No centro da Península Itálica, ocupando sensivelmente a região da Toscana, e tinha capital em Florença. Para compensar os Bourbons de Parma pela ocupação dos seus domínios, Napoleão criou o Reino da Etrúria. Napoleão, um apaixonado pela história inspirou-se na designação romana para o território etrusco. Era um estado-fantoche e o rei, Carlos da Etrúria, era um Bourbon. Faz hoje 203 anos, em 12 de Dezembro de 1807, o rei Carlos da Etrúria abdicou. Assim o determinava o Tratado de Fontainebleau. Ao dissolver este reino, Bonaparte prometeu outro ao rei Carlos – qual? Nem mais nem menos do que o Reino da Lusitânia Setentrional, grosso modo a Província portuguesa de Entre-Douro-e-Minho – as cidade do Porto e de Braga ficavam integradas nesse fantasioso reino. Napoleão distribuía reinos (com o à-vontade com que hoje alguns barões das finanças distribuem presidências de conselhos de Administração. Mas o que estava por detrás desta fantasia?
