Luís Moreira
O Conselho Nacional de Educação considera que as escolas privadas devem ser também alvo de avaliação externa. Desde 2006 que a Inspecção- Geral da Educação já avaliou 984 agrupamentos e escolas não agrupadas do sector público.
Numa recomendação sobre a avaliação externa o CNE sugere que "seja definida a obrigatoriedade de as escolas apresentarem um plano de melhoria" O CNE lembra que é assim que se faz em muitos outros países, sendo feita depois, no fim do processo, uma monitorização da concretização do plano de melhoria.
Cá no país ainda não foi efectuada nenhuma aferição dos efeitos dos programas e defende que este balanço deve ser feito por uma entidade externa e independente do ME. Este processo é importante e ainda mais porque a classificação das escolas tem consequências para a fixação das quotas para a atribuição aos professores das classificações de Excelente e Muito Bom.
Claro que o CNE também reconhece que ainda não há consenso sobre esta matéria, mas isso já todos esperávamos, pois se a corporação de professores defende a "impossibilidade" de avaliar as escolas e os professores e que todos os professores devem chegar ao topo da carreira...
Mas o que tem que ser pode muito, a avaliação é cada vez mais consensual, as quotas para os níveis mais elevados da carreira como consequência do mérito são já defendidas por muitos professores, e a razão e os processos com provas dadas vão ter vencimento.
Não se pode trocar o mérito pela preguiça, nem a exigência pela irresponsabilidade. É tempo de se avançar no caminho da qualidade e dos resultados.
Por muito que custe aos que esperam sentados.
Mostrar mensagens com a etiqueta quotas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta quotas. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)