Júlio Marques Mota
Em tempos idos pensava que o neoliberalismo não avançava tão rapidamente na sociedade portuguesa como o está a fazer actualmente no ensino, mesmo quando o sistema dá sinais evidentes de estar quase defunto. Feita a reforma do ensino superior, dita reforma de Bolonha, pensava eu, ingenuamente, que algum pudor haveria em avançar com mais reformas antes de estabilizar esta e portanto que se passaria primeiro por uma análise em profundidade desta reforma, na óptica de quem a lançou no terreno, neste caso na óptica de Mariano Gago e de quem o acompanha, de quem o defende, de quem o serve ou d equem é obrigado a servi-lo. Mas não, mais uma vez me enganei. O ritmo de reformas avança, e agora é a avaliação dos docentes que avança, é o sentido da classificação, da quantificação da qualidade que se pretende, pretende-se assim o impossível mas como não é crível que intelectuais e técnicos assumidos andem a trabalhar para querer o que toda a gente sabe que é impossível, então o objectivo é outro, para mim é certo de que o que se pretende é garantir, agora ou depois, um certo ritmo da desclassificação, um certo ritmo de redução de custos. De resto, agora nem sequer se fala em promoções. Então avalia-se oara quê? Alguém é capaz de me dizer? Penso ter razão e, se assim é, ninguém mente pois nos tempos de crise que se vivem em que todos os cofres estão vazios, promover, significa agora despromover, e é disso que se anda à procura. Evita-se a mentira de o dizer.
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domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ensino: CNE - a cultura da avaliação é ainda incipiente
Luís Moreira
O Conselho Nacional de Educação considera que as escolas privadas devem ser também alvo de avaliação externa. Desde 2006 que a Inspecção- Geral da Educação já avaliou 984 agrupamentos e escolas não agrupadas do sector público.
Numa recomendação sobre a avaliação externa o CNE sugere que "seja definida a obrigatoriedade de as escolas apresentarem um plano de melhoria" O CNE lembra que é assim que se faz em muitos outros países, sendo feita depois, no fim do processo, uma monitorização da concretização do plano de melhoria.
Cá no país ainda não foi efectuada nenhuma aferição dos efeitos dos programas e defende que este balanço deve ser feito por uma entidade externa e independente do ME. Este processo é importante e ainda mais porque a classificação das escolas tem consequências para a fixação das quotas para a atribuição aos professores das classificações de Excelente e Muito Bom.
Claro que o CNE também reconhece que ainda não há consenso sobre esta matéria, mas isso já todos esperávamos, pois se a corporação de professores defende a "impossibilidade" de avaliar as escolas e os professores e que todos os professores devem chegar ao topo da carreira...
Mas o que tem que ser pode muito, a avaliação é cada vez mais consensual, as quotas para os níveis mais elevados da carreira como consequência do mérito são já defendidas por muitos professores, e a razão e os processos com provas dadas vão ter vencimento.
Não se pode trocar o mérito pela preguiça, nem a exigência pela irresponsabilidade. É tempo de se avançar no caminho da qualidade e dos resultados.
Por muito que custe aos que esperam sentados.
O Conselho Nacional de Educação considera que as escolas privadas devem ser também alvo de avaliação externa. Desde 2006 que a Inspecção- Geral da Educação já avaliou 984 agrupamentos e escolas não agrupadas do sector público.
Numa recomendação sobre a avaliação externa o CNE sugere que "seja definida a obrigatoriedade de as escolas apresentarem um plano de melhoria" O CNE lembra que é assim que se faz em muitos outros países, sendo feita depois, no fim do processo, uma monitorização da concretização do plano de melhoria.
Cá no país ainda não foi efectuada nenhuma aferição dos efeitos dos programas e defende que este balanço deve ser feito por uma entidade externa e independente do ME. Este processo é importante e ainda mais porque a classificação das escolas tem consequências para a fixação das quotas para a atribuição aos professores das classificações de Excelente e Muito Bom.
Claro que o CNE também reconhece que ainda não há consenso sobre esta matéria, mas isso já todos esperávamos, pois se a corporação de professores defende a "impossibilidade" de avaliar as escolas e os professores e que todos os professores devem chegar ao topo da carreira...
Mas o que tem que ser pode muito, a avaliação é cada vez mais consensual, as quotas para os níveis mais elevados da carreira como consequência do mérito são já defendidas por muitos professores, e a razão e os processos com provas dadas vão ter vencimento.
Não se pode trocar o mérito pela preguiça, nem a exigência pela irresponsabilidade. É tempo de se avançar no caminho da qualidade e dos resultados.
Por muito que custe aos que esperam sentados.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Escolas : a avaliação é possível e inevitável
Luis Moreira
Importante Encontro REFORMAS EDUCATIVAS DE SUCESSO dedicado à Avaliação de Escolas e Alunos.
Participação especial de ERIC HANUSHEK, reputado especialista internacional da Universidade de Standford.
Comentários de Carlos Pinto Ferreira (Director do GEPE) e Paulo Trigo Pereira (ISEG).
Com a presença do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
Anote na sua agenda: 6 de Janeiro (manhã)
Votos de Boas Festas da Equipa FLE.
Como se vê até há reputados especialistas internacionais sobre "As Reformas Educativas de Sucesso" é, pois, dificil de perceber que a avaliação das escolas e dos respectivos professores seja impossível, ou que não tenha credibilidade como defendem os sindicatos do sector e a corporação dos professores. Porque como tambem se lê e está muito explícito estas reformas referem-se à avaliação de escolas e alunos.
Ora, não é possível avaliar escolas sem se avaliar o resultado do trabalho dos professores, e não é possível avaliar os professores sem se saber quais são os objectivos que a escola se propõe atingir, o que por sua vez obriga a fixar metas e objectivos para cada professor. Depois, é mensurar, e pagar conforme o mérito e progredir na carreira conforme os resultados e, não, como acontece agora, esperar sentado que os anos passem para atingir o topo da carreira.
Após dez anos de rankings das escolas com os resultados que se conhecem, muitos dos professores se insurgiram contra o sistema utilizado que, evidentemente, não é perfeito mas que pode ser aperfeiçoado. Aliás, a comparação e análise das escolas que se classificam sistematicamente nos primeiros lugares, é uma prova irrefutável que se trata de boas escolas, embora possam existir escolas onde se trabalhe bem e não se consigam obter resultados, o que é, só por si, uma informação extraordinária e que devia obrigar o ME a dirigir para essas escolas a sua atenção, em vez de andar a fazer circulares a toda a hora.
Uma escola e os seus profissionais podem e devem ser avaliados como qualquer outra organização de prestação de serviços, observando as características próprias do sector e a sua actividade específica. Ao contrário, o que não se percebe é como pode funcionar uma organização se não souber para onde vai e que resultados deseja atingir. Quem dirigiu organizações conhece bem como isto se faz, e como é possível apoiar os bons profissionais, remunerando de acordo com os objectivos negociados.
Quem não quer avaliação, medição do mérito, ser pago segundo os objectivos negociados, progredir na carreira segundo as metas, são os que esperam continuar a não dar satisfações a ninguem sobre o seu trabalho. Isso sim é que é impossível!
Importante Encontro REFORMAS EDUCATIVAS DE SUCESSO dedicado à Avaliação de Escolas e Alunos.
Participação especial de ERIC HANUSHEK, reputado especialista internacional da Universidade de Standford.
Comentários de Carlos Pinto Ferreira (Director do GEPE) e Paulo Trigo Pereira (ISEG).
Com a presença do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
Anote na sua agenda: 6 de Janeiro (manhã)
Votos de Boas Festas da Equipa FLE.
Como se vê até há reputados especialistas internacionais sobre "As Reformas Educativas de Sucesso" é, pois, dificil de perceber que a avaliação das escolas e dos respectivos professores seja impossível, ou que não tenha credibilidade como defendem os sindicatos do sector e a corporação dos professores. Porque como tambem se lê e está muito explícito estas reformas referem-se à avaliação de escolas e alunos.
Ora, não é possível avaliar escolas sem se avaliar o resultado do trabalho dos professores, e não é possível avaliar os professores sem se saber quais são os objectivos que a escola se propõe atingir, o que por sua vez obriga a fixar metas e objectivos para cada professor. Depois, é mensurar, e pagar conforme o mérito e progredir na carreira conforme os resultados e, não, como acontece agora, esperar sentado que os anos passem para atingir o topo da carreira.
Após dez anos de rankings das escolas com os resultados que se conhecem, muitos dos professores se insurgiram contra o sistema utilizado que, evidentemente, não é perfeito mas que pode ser aperfeiçoado. Aliás, a comparação e análise das escolas que se classificam sistematicamente nos primeiros lugares, é uma prova irrefutável que se trata de boas escolas, embora possam existir escolas onde se trabalhe bem e não se consigam obter resultados, o que é, só por si, uma informação extraordinária e que devia obrigar o ME a dirigir para essas escolas a sua atenção, em vez de andar a fazer circulares a toda a hora.
Uma escola e os seus profissionais podem e devem ser avaliados como qualquer outra organização de prestação de serviços, observando as características próprias do sector e a sua actividade específica. Ao contrário, o que não se percebe é como pode funcionar uma organização se não souber para onde vai e que resultados deseja atingir. Quem dirigiu organizações conhece bem como isto se faz, e como é possível apoiar os bons profissionais, remunerando de acordo com os objectivos negociados.
Quem não quer avaliação, medição do mérito, ser pago segundo os objectivos negociados, progredir na carreira segundo as metas, são os que esperam continuar a não dar satisfações a ninguem sobre o seu trabalho. Isso sim é que é impossível!
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Semana do Ensino - Presidente do Conselho das Escolas -
Luis Moreira
Manuel Esperança foi eleito pelos seus colegas para o lugar, é um homem corajoso e um professor interessado, defende soluções há muito banidas pela corporação de professores. Em entrevista ao Expresso defende entre outras coisas:
Assume que há maus professores e que o concurso de colocação não permite fazer a distinção - por isso deviam ser as escolas a escolher, como fazem os privados. Lamenta que a falta de assiduidade não seja mais penalizada e considera as quotas na avaliação imprescindíveis.
"De uma vez por todas, temos de nos habituar a não ter receio de dar aulas de porta aberta.Como sempre fomos donos e senhores da sala de aula, se nos invadem o espaço sentimos que é uma ameaça....as pessoas que avaliam são praticamente as mesmas que foram eleitas pelos professores para desempenhar as funções de coordenadores de disciplina.Sendo assim, não lhes reconhecem competência para avaliar?
...tem que haver quotas porque se não tínhamos só professores excelentes e muito bons..por exemplo a questão das faltas devia ser extremamente penalizadora....o que aconteceu no ciclo de avaliação anterior foi que, apesar de a assiduidade ser um parâmetro, todas as faltas eram consideradas justificadas e equiparadas a serviço lectivo dado...
a burocracia...disso nem falo. Há essa intervenção porque o sistema está construído de cima para baixo. Há muito que ouço falar de autonomia mas acho que não verei isso acontecer...gostava de poder escolher os professores. Essa é a grande diferença entre o ensino público e o privado e iria trazer vantagens. Temos de ser competitivos. E a verdade é que há pessoas que nasceram para dar aulas e outras que, mesmo ajudadas, não fazem nada para isso.O concurso de professores não faz a distinção entre o trigo e o joio."
As palavras serenas mas corajosas de um professor eleito pelos seus colegas que aponta a demagogia de quem defende o igualitarismo e a irresponsabilidade.
Para que conste!
Manuel Esperança foi eleito pelos seus colegas para o lugar, é um homem corajoso e um professor interessado, defende soluções há muito banidas pela corporação de professores. Em entrevista ao Expresso defende entre outras coisas:
Assume que há maus professores e que o concurso de colocação não permite fazer a distinção - por isso deviam ser as escolas a escolher, como fazem os privados. Lamenta que a falta de assiduidade não seja mais penalizada e considera as quotas na avaliação imprescindíveis.
"De uma vez por todas, temos de nos habituar a não ter receio de dar aulas de porta aberta.Como sempre fomos donos e senhores da sala de aula, se nos invadem o espaço sentimos que é uma ameaça....as pessoas que avaliam são praticamente as mesmas que foram eleitas pelos professores para desempenhar as funções de coordenadores de disciplina.Sendo assim, não lhes reconhecem competência para avaliar?
...tem que haver quotas porque se não tínhamos só professores excelentes e muito bons..por exemplo a questão das faltas devia ser extremamente penalizadora....o que aconteceu no ciclo de avaliação anterior foi que, apesar de a assiduidade ser um parâmetro, todas as faltas eram consideradas justificadas e equiparadas a serviço lectivo dado...
a burocracia...disso nem falo. Há essa intervenção porque o sistema está construído de cima para baixo. Há muito que ouço falar de autonomia mas acho que não verei isso acontecer...gostava de poder escolher os professores. Essa é a grande diferença entre o ensino público e o privado e iria trazer vantagens. Temos de ser competitivos. E a verdade é que há pessoas que nasceram para dar aulas e outras que, mesmo ajudadas, não fazem nada para isso.O concurso de professores não faz a distinção entre o trigo e o joio."
As palavras serenas mas corajosas de um professor eleito pelos seus colegas que aponta a demagogia de quem defende o igualitarismo e a irresponsabilidade.
Para que conste!
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Semana do Ensino - Professores - são falsos os seus argumentos
Luis Moreira
Primeiro quizeram convencer-nos que a avaliação não era possível nas escolas; depois que a avaliação estaria condenada tal era a diversidade do ambiente social e económico das escolas; a seguir era que professores não podiam avaliar professores; depois que os directores das escolas eram nomeados não ofereciam garantias de transparência; os rankings das escolas eram uma falácia, não levam em conta os factores de diferenciação...enfim, tudo o que cheire a avaliação, a mérito e a responsabilidade a corporação dos professores não quer.
Agora fazem um ataque cerrado à escola privada contratualizada, e percebe-se porquê. Acabavam de uma só penada com as comparações de resultados que ano após ano lhes é tão penoso. Deixavam de ficar em últimos. Mas há outros países, onde há muitos anos que se avança nos caminhos da excelẽncia, do mérito e dos resultados.Vem hoje no jornal (i)(1/12).Leiam:
Conclusão do estudo "Como os melhores Sistemas de Ensino continuam a melhorar" divulgado pela empresa McKinsey:eis os 20 modelos estudados:
De fraco para satisfatório: Gana,Minas Gerais,Madhya Pradesh (Índia), Wester Cape (África do Sul)
De satisfatório para bom: Arménia,Chile,Jordânia
De bom para excelente : Aspire (US),Boston (US),Inglaterra,Long Beach (US),Letónia,Lituânia,Eslovénia,Polónia
Excelente: Singapura,Hong Kong,Coreia do Sul,Saxónia (Alemanha)Ontário(Canadá)
"não é a riqueza, o modelo político ou a geografia que contribuem para que estejam hoje entre os que subiram o rendimento escolar a curto prazo"."A formação de professores e de directores escolares foi um passo decisivo que aconteceu em todos os modelos, mas foram os líderes políticos que fizeram a diferença"
Os autores do estudo foram conhecer o que é que os modelos têm em comum e porque é que resultaram:
01 - O que é comum a todos os modelos : a formação dos professores e directores da escola, a avaliação interna e externa dos alunos,...a revisão de normas e currículos ou as recompensas remuneratórias para os bons professores e gestores da escola...( a escaldar...)
02 -Centralizar ou responsabilizar: nos sistemas de fraco ou satisfatório desempenho, as práticas são disseminadas para escolas e professores através de um organismo central, mas nos modelos de alto rendimento escolar já não funcionam. Nestes casos o avanço da educação decorre sobretudo da flexibilidade das políticas e da responsabilidade que se atribui aos professores para atingir as metas e cumprir as reformas...um terço das escolas que estão a passar para bom e dois terços para excelente, descentralizaram as funções pedagógicas para as escolas. Há um orgão central para responsabilizar os professores pelo seu próprio desempenho e dos seus colegas.( faz lembrar algum país...? )
03 - Planos de carreira: nos sistemas com bom ou excelente os professores mais habilitados assumem a responsabilidade de ajudar os colegas em ínicio de carreira a atingir as metas de ensino propostas. Há práticas de colaboração entre escolas, todos os professores do mesmo grupo disciplinar reúnem-se para fazer o planeamento semanal das aulas. São obrigatórias também a observação de aulas entre colegas e o ensino em conjunto.O objectivo é melhorar a prática de ensino e tornar os professores responsáveis uns pelos outros.( está muito quente...)
Avaliação, mérito, autonomia,formação permanente,extras remuneratórios aos bons professores ...tudo o que é impossível na escola portuguesa!
Continua ( não é uma ameaça )
Primeiro quizeram convencer-nos que a avaliação não era possível nas escolas; depois que a avaliação estaria condenada tal era a diversidade do ambiente social e económico das escolas; a seguir era que professores não podiam avaliar professores; depois que os directores das escolas eram nomeados não ofereciam garantias de transparência; os rankings das escolas eram uma falácia, não levam em conta os factores de diferenciação...enfim, tudo o que cheire a avaliação, a mérito e a responsabilidade a corporação dos professores não quer.
Agora fazem um ataque cerrado à escola privada contratualizada, e percebe-se porquê. Acabavam de uma só penada com as comparações de resultados que ano após ano lhes é tão penoso. Deixavam de ficar em últimos. Mas há outros países, onde há muitos anos que se avança nos caminhos da excelẽncia, do mérito e dos resultados.Vem hoje no jornal (i)(1/12).Leiam:
Conclusão do estudo "Como os melhores Sistemas de Ensino continuam a melhorar" divulgado pela empresa McKinsey:eis os 20 modelos estudados:
De fraco para satisfatório: Gana,Minas Gerais,Madhya Pradesh (Índia), Wester Cape (África do Sul)
De satisfatório para bom: Arménia,Chile,Jordânia
De bom para excelente : Aspire (US),Boston (US),Inglaterra,Long Beach (US),Letónia,Lituânia,Eslovénia,Polónia
Excelente: Singapura,Hong Kong,Coreia do Sul,Saxónia (Alemanha)Ontário(Canadá)
"não é a riqueza, o modelo político ou a geografia que contribuem para que estejam hoje entre os que subiram o rendimento escolar a curto prazo"."A formação de professores e de directores escolares foi um passo decisivo que aconteceu em todos os modelos, mas foram os líderes políticos que fizeram a diferença"
Os autores do estudo foram conhecer o que é que os modelos têm em comum e porque é que resultaram:
01 - O que é comum a todos os modelos : a formação dos professores e directores da escola, a avaliação interna e externa dos alunos,...a revisão de normas e currículos ou as recompensas remuneratórias para os bons professores e gestores da escola...( a escaldar...)
02 -Centralizar ou responsabilizar: nos sistemas de fraco ou satisfatório desempenho, as práticas são disseminadas para escolas e professores através de um organismo central, mas nos modelos de alto rendimento escolar já não funcionam. Nestes casos o avanço da educação decorre sobretudo da flexibilidade das políticas e da responsabilidade que se atribui aos professores para atingir as metas e cumprir as reformas...um terço das escolas que estão a passar para bom e dois terços para excelente, descentralizaram as funções pedagógicas para as escolas. Há um orgão central para responsabilizar os professores pelo seu próprio desempenho e dos seus colegas.( faz lembrar algum país...? )
03 - Planos de carreira: nos sistemas com bom ou excelente os professores mais habilitados assumem a responsabilidade de ajudar os colegas em ínicio de carreira a atingir as metas de ensino propostas. Há práticas de colaboração entre escolas, todos os professores do mesmo grupo disciplinar reúnem-se para fazer o planeamento semanal das aulas. São obrigatórias também a observação de aulas entre colegas e o ensino em conjunto.O objectivo é melhorar a prática de ensino e tornar os professores responsáveis uns pelos outros.( está muito quente...)
Avaliação, mérito, autonomia,formação permanente,extras remuneratórios aos bons professores ...tudo o que é impossível na escola portuguesa!
Continua ( não é uma ameaça )
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Professores - avaliação dos Directores das escolas
Luis Moreira
Eu bem sei que os professores não têm experiência de gestão das organizações e até creio que enquanto professores não terão que saber de gestão, mas às vezes fico perplexo. Agora alguns deles, os mesmos de sempre, estão contra o facto de os Directores das escolas serem avaliados pelas Direcções Regionais do Ministério. Mas então que de outra forma poderia ser?
Os Directores das escolas não dependem das Direcções Regionais? Os Directores Regionais não dependem do membro do Governo e o Governo não é avaliado pelos votantes? É assim em Democracia! Vão ser sujeitos a pressão politica? Pois vão, como seriam sujeitos à pressão dos professores se por eles fossem avaliados.
Ou querem andar em roda livre e em circuito fechado como na Justiça que não depende de ninguem , com os lindos resultados que estão à vista e com 97% de "bons" e "muito bons"? É isso? O Processo de avaliação vai ser regulado pelo Conselho Coordenador da Avaliação. Fazem parte deste Conselho o Director Regional e três Directores escolhidos entre os membros do Conselho das escolas. É sensato.
Um dos argumentos é que o Director Regional nada sabe do que se passa nas escolas. Melhor seria dizer que não sabe de nenhuma mas sabe de todas, que é, precisamente, o que o torna capaz de avaliar. Comparando os objectivos e medidas negociadas , com o que se passa noutras escolas com o mesmo perfil. Será que quem trabalha nas escolas tem uma visão do todo para poder avaliar o director da sua escola? Isso, normalmente, dá no gajo porreiro, mas que não obtem resultados.
Professores há, bem mais avisados e sabedores, que lutam pela clarificação dos critérios que irão presidir à avaliação, quanto mais claros, mensuráveis e negociados melhor para todos, haverá mais justiça e menos discricionaridade por parte de quem avalia. Defender que o Conselho Geral seja incluído no orgão avaliador por ser o orgão que escolhe o Director das escolas, é como meter "a raposa dentro do galinheiro".
Ser ingénuo é acreditar que o orgão Coordenador não vai pressionar o Director da escola ou é acreditar que os professores avaliariam de forma transparente e sem pressões?
O corporativismo cega pessoas inteligentes.Há bem pouco tempo defendiam que a avaliação não era aplicável às escolas e aos professores.
Eu bem sei que os professores não têm experiência de gestão das organizações e até creio que enquanto professores não terão que saber de gestão, mas às vezes fico perplexo. Agora alguns deles, os mesmos de sempre, estão contra o facto de os Directores das escolas serem avaliados pelas Direcções Regionais do Ministério. Mas então que de outra forma poderia ser?
Os Directores das escolas não dependem das Direcções Regionais? Os Directores Regionais não dependem do membro do Governo e o Governo não é avaliado pelos votantes? É assim em Democracia! Vão ser sujeitos a pressão politica? Pois vão, como seriam sujeitos à pressão dos professores se por eles fossem avaliados.
Ou querem andar em roda livre e em circuito fechado como na Justiça que não depende de ninguem , com os lindos resultados que estão à vista e com 97% de "bons" e "muito bons"? É isso? O Processo de avaliação vai ser regulado pelo Conselho Coordenador da Avaliação. Fazem parte deste Conselho o Director Regional e três Directores escolhidos entre os membros do Conselho das escolas. É sensato.
Um dos argumentos é que o Director Regional nada sabe do que se passa nas escolas. Melhor seria dizer que não sabe de nenhuma mas sabe de todas, que é, precisamente, o que o torna capaz de avaliar. Comparando os objectivos e medidas negociadas , com o que se passa noutras escolas com o mesmo perfil. Será que quem trabalha nas escolas tem uma visão do todo para poder avaliar o director da sua escola? Isso, normalmente, dá no gajo porreiro, mas que não obtem resultados.
Professores há, bem mais avisados e sabedores, que lutam pela clarificação dos critérios que irão presidir à avaliação, quanto mais claros, mensuráveis e negociados melhor para todos, haverá mais justiça e menos discricionaridade por parte de quem avalia. Defender que o Conselho Geral seja incluído no orgão avaliador por ser o orgão que escolhe o Director das escolas, é como meter "a raposa dentro do galinheiro".
Ser ingénuo é acreditar que o orgão Coordenador não vai pressionar o Director da escola ou é acreditar que os professores avaliariam de forma transparente e sem pressões?
O corporativismo cega pessoas inteligentes.Há bem pouco tempo defendiam que a avaliação não era aplicável às escolas e aos professores.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Santana Castilho - a paciência que falta a todos
Luis Moreira
Diz Santana Castilho: "Miguel Sousa Tavares falou mais uma vez dos professores,na SIC. MST não pode fundamentar opinião com afirmações factualmente falsas.É grosseiramente falso que todos os professores passaram a ganhar mais automaticamente. Além disso, como aqui escrevi e MST não poderá desmentir, exceptuando a chaga dos desempregados, são os professores os mais penalisados pelos governos de Sócrates:viram salários congelados,carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados; têm a maior carga horária da OCDE e o mais baixo salário..."
A gente lê isto e fica estarrecido. Mas ó prof. ter o mais baixo salário de todos da OCDE não é o que acontece a nós todos? Aos pedreiros, canalisadores, economistas ,arquitectos e todos os que, por ganharem tão pouco, vão lá para fora ganhar mais? E conhece alguma profissão, para além das outras corporações que abocanham o Estado, que os seus elementos tenha lugar fixo no "quadro" ? ter progressão automática? não serem avaliados e progredirem todos haja ou não mérito?
Conhece? É que visto assim, os professores, são uns grandes privilegiados, são das pessoas com melhor nível de vida cá neste país onde, a esmagadora maioria das pessoas não ganha nem metade e não tem emprego fixo para toda a vida! O Prof. quando escreveu este artigo acordou em que país? Na Alemanha, França, Reino Unido, Luxemburgo ...
Quando não há argumentos corre-se o risco de se cair em tentações que não ficam nada bem a um prof. universitário. E já agora, há hipótese de comparar os resultados? Quanto à preparação dos professores, aos conhecimentos adquiridos pelos alunos? Ou isso não interessa nada e não vale a pena comparar? A OCDE para os resultados não serve?
Diz MST que foram todos os professores aumentados, o prof. diz que não foram todos. Quantos é que não foram? Um, dois, 50%? O que o prof. sabe é o mesmo que levou MST a generalisar. Foram 435 milhões deitados para cima dos professores para eles irem para a escola ensinar e não para a frente do ministério gritar. Saberá o Prof. mais do que isto? Claro que não! Isto numa altura em que os mais pobres e os desempregados vivem cada vez pior.
É uma pena que não se bata por uma escola autónoma, assente no mérito, com os melhores a subirem na carreira. Em vez disso, tornou-se num porta voz igual a tantos outros de uma corporação que, como muitas outras, só quer mais mordomias, evitar a avaliação assente no mérito e ganhar mais. É pouco para tanto saber!
A conversa de que os professores são as vítimas do regime não colhe, estão muito acima, no que às condições de trabalho diz respeito, da maioria dos trabalhadores portugueses, e o que sabemos, e isto é de fonte segura, é que os nossos jovens saem da escola muito mal preparados. Convinha não esquecer o mérito dos resultados, é que quem não apresenta resultados ganha sempre demais.
PS: Para que não restem dúvidas tenho familiares professores e muitos amigos e amigas professores. Não é dos professores que se trata, é da corporação sentada à mesa do orçamento como muitas outras.
Diz Santana Castilho: "Miguel Sousa Tavares falou mais uma vez dos professores,na SIC. MST não pode fundamentar opinião com afirmações factualmente falsas.É grosseiramente falso que todos os professores passaram a ganhar mais automaticamente. Além disso, como aqui escrevi e MST não poderá desmentir, exceptuando a chaga dos desempregados, são os professores os mais penalisados pelos governos de Sócrates:viram salários congelados,carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados; têm a maior carga horária da OCDE e o mais baixo salário..."
A gente lê isto e fica estarrecido. Mas ó prof. ter o mais baixo salário de todos da OCDE não é o que acontece a nós todos? Aos pedreiros, canalisadores, economistas ,arquitectos e todos os que, por ganharem tão pouco, vão lá para fora ganhar mais? E conhece alguma profissão, para além das outras corporações que abocanham o Estado, que os seus elementos tenha lugar fixo no "quadro" ? ter progressão automática? não serem avaliados e progredirem todos haja ou não mérito?
Conhece? É que visto assim, os professores, são uns grandes privilegiados, são das pessoas com melhor nível de vida cá neste país onde, a esmagadora maioria das pessoas não ganha nem metade e não tem emprego fixo para toda a vida! O Prof. quando escreveu este artigo acordou em que país? Na Alemanha, França, Reino Unido, Luxemburgo ...
Quando não há argumentos corre-se o risco de se cair em tentações que não ficam nada bem a um prof. universitário. E já agora, há hipótese de comparar os resultados? Quanto à preparação dos professores, aos conhecimentos adquiridos pelos alunos? Ou isso não interessa nada e não vale a pena comparar? A OCDE para os resultados não serve?
Diz MST que foram todos os professores aumentados, o prof. diz que não foram todos. Quantos é que não foram? Um, dois, 50%? O que o prof. sabe é o mesmo que levou MST a generalisar. Foram 435 milhões deitados para cima dos professores para eles irem para a escola ensinar e não para a frente do ministério gritar. Saberá o Prof. mais do que isto? Claro que não! Isto numa altura em que os mais pobres e os desempregados vivem cada vez pior.
É uma pena que não se bata por uma escola autónoma, assente no mérito, com os melhores a subirem na carreira. Em vez disso, tornou-se num porta voz igual a tantos outros de uma corporação que, como muitas outras, só quer mais mordomias, evitar a avaliação assente no mérito e ganhar mais. É pouco para tanto saber!
A conversa de que os professores são as vítimas do regime não colhe, estão muito acima, no que às condições de trabalho diz respeito, da maioria dos trabalhadores portugueses, e o que sabemos, e isto é de fonte segura, é que os nossos jovens saem da escola muito mal preparados. Convinha não esquecer o mérito dos resultados, é que quem não apresenta resultados ganha sempre demais.
PS: Para que não restem dúvidas tenho familiares professores e muitos amigos e amigas professores. Não é dos professores que se trata, é da corporação sentada à mesa do orçamento como muitas outras.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Professores - afinal a avaliação é possível!
Luis Moreira
O ímpossivel sempre se cumpre como, aliás, em todas as organizações. As escolas e os professores vão ser avaliados. Esperemos que sejam avaliados segundo o mérito, que trás resultados, diferenciação entre os que obtêm resultados e os que apenas esperam sentados.
Os professores que querem obter "bom" e "muito bom" têm que solicitar, segundo os escalões definidos, a observação de aulas, bem como apresentar os objectivos individuais. Quem não entrar nas percentagens mesmo assim terá uma majoração de 0.5 pontos por ano o que dará uma progressão ao fim de 3 anos. Nada mau!
Os sindicatos reclamam "um sarilho enorme" diz o Mário Nogueira, agora mais calmo perante a evidência, prevê que milhares de professores vão pedir para as suas aulas serem observadas - para quem dizia que a maioria estava contra, não está mal - o que aperta o prazo para coordenadores e relatores trabalharem as instruções. Mas o dirigente sindical insiste " a avaliação tem uma forte carga burocrática" o que já é um grande passo em frente, é sempre possível melhorar e aperfeiçoar. Contra quem está de cabeça enterrada na areia é que é mais dificil.
Para haver avaliação segundo o mérito é necessário saber a que se propõe a escola, definir objectivos globais, prazos , programas, medidas e, a partir daí, fixar os objectivos por matérias e, a seguir, definir objectivos individuais. É uma hipótese. Há outras, são conhecidas, estão implementadas é só aprender e andar em frente. E é preciso que os objectivos sejam mensuráveis, há muito que se faz em todas as organizações que querem progredir e não tenham medo do mérito.
Claro que é controverso trocar a direcção democrática por uma direcção única de uma pessoa nomeada, mas tambem é possível equilibrar os poderes com os outros orgãos da escola. É tudo uma questão de bom senso e remarem todos para o mesmo lado fixado e aceite por todos. Sem objectivos conhecidos e aceites por todos é que é muito dificil obter resultados.
Repito, havendo boa vontade e profissionalismo é um bom começo, não perfeito, vai ser necessário introduzir factores de aperfeiçoamento, índices mais significaticos, ponderar melhor o peso relativo, mas o processo vai encarregar-se de mostrar o caminho.É um bom começo.
Escolas de excelência
Em Bragança, um caso de sucesso invulgar, uma escola secundária pôs dez alunos no curso de Medicina, em simultâneo. Entre os 60 alunos que terminaram o 12º ano, duas alunas, as melhores da escola com 19,8 e 19,7 entraram nas opções preferidas e, os restantes, tiveram médias acima de 18,5 o que não lhes garantiu a colocação nas Faculdades indicadas em primeiro lugar. A faculdade de Medicina e o Instituto Abel Salazar. Estes dez alunos frequentaram a escola desde o 7º ano.
Uma escola de Viseu, conseguiu colocar vinte alunos nos cursos de medicina, o que, lembre-se, exige notas superiores a 18,5 valores .Toda uma sala de aula, não deve ter sido um fenómeno da natureza co-existirem tantos alunos excepcionais é, concerteza, o resultado de muito trabalho de alunos e de professores, dos pais, de toda a escola.
Mostra bem que as escolas não são iguais, nem os professores têm o mesmo mérito.
É bom haver diferenças que trás o reconhecimento do mérito de quem trabalha e apresenta resultados!
O ímpossivel sempre se cumpre como, aliás, em todas as organizações. As escolas e os professores vão ser avaliados. Esperemos que sejam avaliados segundo o mérito, que trás resultados, diferenciação entre os que obtêm resultados e os que apenas esperam sentados.
Os professores que querem obter "bom" e "muito bom" têm que solicitar, segundo os escalões definidos, a observação de aulas, bem como apresentar os objectivos individuais. Quem não entrar nas percentagens mesmo assim terá uma majoração de 0.5 pontos por ano o que dará uma progressão ao fim de 3 anos. Nada mau!
Os sindicatos reclamam "um sarilho enorme" diz o Mário Nogueira, agora mais calmo perante a evidência, prevê que milhares de professores vão pedir para as suas aulas serem observadas - para quem dizia que a maioria estava contra, não está mal - o que aperta o prazo para coordenadores e relatores trabalharem as instruções. Mas o dirigente sindical insiste " a avaliação tem uma forte carga burocrática" o que já é um grande passo em frente, é sempre possível melhorar e aperfeiçoar. Contra quem está de cabeça enterrada na areia é que é mais dificil.
Para haver avaliação segundo o mérito é necessário saber a que se propõe a escola, definir objectivos globais, prazos , programas, medidas e, a partir daí, fixar os objectivos por matérias e, a seguir, definir objectivos individuais. É uma hipótese. Há outras, são conhecidas, estão implementadas é só aprender e andar em frente. E é preciso que os objectivos sejam mensuráveis, há muito que se faz em todas as organizações que querem progredir e não tenham medo do mérito.
Claro que é controverso trocar a direcção democrática por uma direcção única de uma pessoa nomeada, mas tambem é possível equilibrar os poderes com os outros orgãos da escola. É tudo uma questão de bom senso e remarem todos para o mesmo lado fixado e aceite por todos. Sem objectivos conhecidos e aceites por todos é que é muito dificil obter resultados.
Repito, havendo boa vontade e profissionalismo é um bom começo, não perfeito, vai ser necessário introduzir factores de aperfeiçoamento, índices mais significaticos, ponderar melhor o peso relativo, mas o processo vai encarregar-se de mostrar o caminho.É um bom começo.
Escolas de excelência
Em Bragança, um caso de sucesso invulgar, uma escola secundária pôs dez alunos no curso de Medicina, em simultâneo. Entre os 60 alunos que terminaram o 12º ano, duas alunas, as melhores da escola com 19,8 e 19,7 entraram nas opções preferidas e, os restantes, tiveram médias acima de 18,5 o que não lhes garantiu a colocação nas Faculdades indicadas em primeiro lugar. A faculdade de Medicina e o Instituto Abel Salazar. Estes dez alunos frequentaram a escola desde o 7º ano.
Uma escola de Viseu, conseguiu colocar vinte alunos nos cursos de medicina, o que, lembre-se, exige notas superiores a 18,5 valores .Toda uma sala de aula, não deve ter sido um fenómeno da natureza co-existirem tantos alunos excepcionais é, concerteza, o resultado de muito trabalho de alunos e de professores, dos pais, de toda a escola.
Mostra bem que as escolas não são iguais, nem os professores têm o mesmo mérito.
É bom haver diferenças que trás o reconhecimento do mérito de quem trabalha e apresenta resultados!
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domingo, 12 de setembro de 2010
Professores - o ensino (este) reproduz desigualdades sociais
Alexandra Pinheiro, dirigente do Fórum para a Liberdade de Educação diz que Portugal é dos países europeus onde o ensino mais reproduz desigualdades sociais.
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
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