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sábado, 2 de outubro de 2010

O Regicídio e a Carbonária – 1 (Centenário da República)

Carlos Loures


Aproxima-se o dia do centenário da implantação da República e vou, com esta série de três textos, encerrar o tema do Regicídio. Com a plena consciência de que muito (ou mesmo quase tudo) fica por dizer. Tendo servido de assunto a muitos livros, a questão do Regicídio não se esgota em pequenas crónicas que, como esta, apenas permitem aflorar, muito superficialmente, alguns aspectos. Como disse, todas as reconstituições iconográficas do Regicídio são, no mínimo imprecisas. A que vemos acima é, apesar de tudo, uma das menos fantasiosas. O cenário está perfeito, é a Rua do Arsenal sem invenções. O Costa está a ser agarrado pelo cívico que lhe vai disparar um tiro na cabeça. Mas, à esquerda vemos Buíça, que tinha ficado no Terreiro Paço e ali terá sido acutilado e morto. Todavia, mesmo com este erro, talvez seja, entre as muitas dezenas de reconstituições que vi, a que menos mente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 163 e 164 (José Brandão)


A República Nunca Existiu!


Vários

Saída de Emergência, 2008

E se a República nunca tivesse sido instaurada em Portugal, nem em 5 de Outubro de 1910 nem depois? Estas hipóteses constituem o ponto de partida para 14 «histórias alternativas», escritas por outros tantos autores, que aceitaram o desafio de imaginar um país distinto daquele que verdadeiramente existiu no século XX, e não só. Sempre um Reino, sempre uma Monarquia! Passado, presente e futuro de uma nação foram rescritos, e o resultado é um livro como nunca houve em Portugal. Entre numa dimensão diferente e seja bem-vindo à «outra» costa mais ocidental da Europa, onde «A República Nunca Existiu!»

«A República Nunca Existiu!» é um livro que pretende assinalar principalmente o primeiro centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 – e, por arrastamento, e antecipação, o primeiro centenário da instauração da República

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A República


Ontem e Hoje

Coordenação de António Reis

Edições Colibri, 2002

O Curso Livre «A República Ontem e Hoje (1910-2000)», visou proporcionar uma reflexão e discussão plurais sobre os valores republicanos e a concepção republicana do Estado e da Nação, interligando o passado destes ideais com os desafios do presente e a experiência histórica portuguesa com a experiência europeia. Este livro reúne as comunicações ali apresentadas e debatidas, sempre com elevado índice de participação, a confirmar o grande interesse que a temática escolhida e o seu desenvolvimento despertaram.

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domingo, 12 de setembro de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 154 e 155 (José Brandão)

Raul Proença e a “Alma Nacional”

Fernando Piteira Santos

Publicações Europa-América, 1979

Da leitura da revista Alma Nacional, e sem esquecermos que além do seu fundador, António José de Almeida, nas suas páginas se nos depara uma plêiade de escritores, críticos, publicistas políticos, sobressai a colaboração de Raul Proença. E se tivermos em conta a relevância que, após 1921, virá a assumir a sua actividade polémica e doutrinal, particularmente nas páginas da revista Seara Nova, não poderemos furtar-nos à evidência do interesse destas páginas, que, quase totalmente, foram votadas ao esquecimento pelos compiladores da Obra Política de Raul Proença. Não é culpa do autor de um modesto ensaio sobre a existência e função ideológica da revista Alma Nacional se, ao debruçar-se sobre a estratégia e a táctica do Partido Republicano, a presença de Raul Proença adquire relevo e exorbita da moldura que fora concebida. O âmbito da pesquisa era mais vasto.

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O Regicídio

Maria Alice Samara

Rui Tavares

Editora Tinta da China, 2008


No primeiro ensaio, «Memória do Atentado», de Maria Alice Samara, constrói-se o roteiro do evento que viria a alterar de forma indelével a história de Portugal, descrevendo-se o palco, as personagens e os acontecimentos, recorrendo ao testemunho dos principais escritores, políticos e jornais da época: «Certo é que até aos dias de hoje, cem anos depois, há ainda perguntas por responder. É, sem dúvida, importante procurar conhecer a verdade sobre os factos, ou, pelo menos, encontrar uma linha coerente de explicação dos mesmos.

Em «O Atentado Iconográfico», Rui Tavares seleccionou uma vasta colecção de imagens - fotografias e gravuras - publicadas na «Ilustração Portuguesa», usando-as como mote para um texto que explora o modo como o regicídio português foi recebido e tratado nesta importante revista, até à deflagração da Primeira Guerra Mundial, em 1914.

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