Raúl Iturra
O debate é comprido e cheio de ditos e contraditos. Para começar, o texto de Carlos Loures, é um ensaio de quem sabe editar: directo ao ponto, sem prejuízos nem ataques, mas com a liberdade de dizer o que pensa sem atacar ou acusar. Exprime às suas ideias com a opção de um bom cidadão: ético, com provas e sem rancor pelas pessoas diferentes que nos rodeiam. É um texto de Professor. Ainda mais, é semântico.
O que eu não entendo nos comentários, é essa divisão da população conforme a sua opção sexual. Temos cidadãos adultos e cada um sabe o que faz. É bem sabido que tenho defendido o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo, publicados neste blogue e no Aventar. Há hábitos e cronologias. Nunca esqueço um Imperador Romano que casou com o seu cavalo. Eram as modas. Bem como não esqueço que a virgindade da Rainha Vitória, antes de conhecer a Alberto de Saxo Coburgo, foi entregue nos seus 17 anos ao Duque de Wellington por ter derrotado a Napoleão I, ou o filho que teve, já viúva, com o seu cuidador e criado, John Brown. Todos sabem na Grã-Bretanha, mas ninguém se interesesa. Parece-me que um contrato matrimonial entre pessoas que se amam, é de toda conveniência por causa da lei e para ensinar aos concidadãos a liberdade de amar. Quanto a adopção ou alugar ventres para assim terem filhos um casal do mesmo sexo, é um assunto sério. Ainda não acaba o processo da casa Pia, que me faz mudar de posto da TV: estou mais do que farto e nunca sei quem diz a verdade. Enviei uma carta ao PM para defender o matrimónio, mas calei sobre a adopção. Aliás, muitos dos meus antigos estudantes e assistentes têm-se casado e, passados poucos anos, separam-se, como as vedetas de Hollywood. Parece-me que a adopção ou o aluguer de barrigas, devia ser reprimido: os pais/pais e as mães/mães crescem, envelhecem e procuram carne nova para o seu prazer. Apenas nestes dias lia um jornal que falava de pais adoptivos de filhos, violados por eles. Não será mais do que um caso, mas se não há mulher, falta o folículo de serenidade e da calma. A testosterona apenas causa conflitos e graves, seja como for a relação conjugal. Pensei imenso sobre a adopção, mas este caso acabou por me convencer de que as opções sexuais deviam tornar ao armário, excepto nos casos que conheço, de antigos assistentes da minha equipa universitária que têm guardado fidelidade ao longo do tempo. Não sou homofóbico, os meus textos o provam, mas não podemos esquecer que é uma nova forma de matrimónio, de apenas um ano, ao que não estão habituados os antigamente denominados gays, palavra horrorosa que ofende. Sim ao matrimónio de pessoas do mesmo sexo e paciência, até que se habituem, desde novo, desde que sabem que amam como amam e possam se exibir de mãos dadas. Passará mais do que uma geração. Nos, já mais maduros, devemos morrer, os mais novos crescer e esquecer esse corre vê e diz-lhe que ainda existe.
Em síntese, parece-me muito cedo para opinar sobre na cronologia histórico, para darmos uma opinião. Prometo nunca mais escrever sobre este tema, excepto a pedofilia, que publiquei ontem em Estrolabio e Aventar. Reitero que os pedófilos são doentes emotivos que devem ser segregados da nossa vida social. Até solicito fuzilamento para seres desse calanha. De resto, excepto a pedofilia, não é comigo. Comigo é os novos impostos dobrados, as medicinas que faltam, a crises económicas, a falência do Estado e a perca da nossa Soberania porque vão rever o OE de 2011 membros do FMI e da UE. Esse é lesivo para a nossa independência, justo no momento em que comemoramos cem anos de República. Parece-me Carlos, que esses são os temas interessantes. Eis porque eu conto histórias em inglês aos meus netos, falo da religião como lógica da cultura, adoro a minha mulher, ainda que nem muito tempo tenha para tratar de mim. O resto, não é comigo, como não devia ser convosco, é apenas para nós os psicanalistas como Clara, a minha filha mais velha e eu, que sou etnopsicólogo da infância, MAS, no meu consultório, não na praça pública. Penso que os comentários lidos são sentimentos feridos e não racionalidade que Babeuf em 1785, Marèchal em 1795 e Jenny Marx ou a baronesa von Westphalen redactora do Manifesto comunista de 1848 e antes ainda, Mozart e as suas Bodas de Fígaro, sabem muito bem construir a sociedade com arte e sem opiniões que julgam substituindo juízes. Heterossexual, homo, lésbica, não é meu mi cup of tea, mas Ai! Se me tocassem uma meninada de cinco anos ou um púbere de 14...Fuzilamento imediato à maçã corrupta!
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Una reflexión a partir de tu artículo sobre la homosexualidad. (uma carta de Josep Anton Vidal)
Do nosso amigo e colaborador Josep Anton Vidal, recebi esta mensagem. Editor e educador, embora no essencial não esteja de acordo com aquilo que defendi no meu post sobre a "Homofobia", faz uma abordagem que considero bem fundamentada e que, parece-me, contribui para o esclarecimento da principal questão que levantei - devem os casais de homossexuais ser ou não autorizados a adoptar crianças? Leiam o que diz o nosso Josep Vidal.
Carlos,
He leído con muchísimo interés tu artículo sobre la homosexualidad. Aunque estoy de acuerdo contigo en casi todo lo que dices, considerado punto por punto, y en la firmeza con que defiendes una "normalidad" civil y cívica para la homosexualidad, me costaría afirmar que comparto al cien por cien la argumentación que sostienes en su globalidad. Creo que en algún momento se rompe la conexión entre la argumentación y la conclusión. Pero el tema que abordas tan valientemente es más complejo de lo que permite desarrollar la extensión de un artículo, y además, como muy bien señalas, ni el lenguaje facilita la precisión ni la presión social permite adoptar el punto de vista distanciado y objetivo que conviene al análisis y la reflexión sobre un tema que, además de ser complejo, está tan contaminado por prejuicios diversos. Por esta razón me permito apuntar tres aspectos de tu argumentación que, siendo ciertos, no me parecen válidos para sostener conclusiones de aplicación exclusiva a las personas homosexuales, sino que, en virtud de esa "normalidad" civil y cívica, nos afectan por igual a todos.
Carlos,
He leído con muchísimo interés tu artículo sobre la homosexualidad. Aunque estoy de acuerdo contigo en casi todo lo que dices, considerado punto por punto, y en la firmeza con que defiendes una "normalidad" civil y cívica para la homosexualidad, me costaría afirmar que comparto al cien por cien la argumentación que sostienes en su globalidad. Creo que en algún momento se rompe la conexión entre la argumentación y la conclusión. Pero el tema que abordas tan valientemente es más complejo de lo que permite desarrollar la extensión de un artículo, y además, como muy bien señalas, ni el lenguaje facilita la precisión ni la presión social permite adoptar el punto de vista distanciado y objetivo que conviene al análisis y la reflexión sobre un tema que, además de ser complejo, está tan contaminado por prejuicios diversos. Por esta razón me permito apuntar tres aspectos de tu argumentación que, siendo ciertos, no me parecen válidos para sostener conclusiones de aplicación exclusiva a las personas homosexuales, sino que, en virtud de esa "normalidad" civil y cívica, nos afectan por igual a todos.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Coisas breves - Culinária de S. Bento.
Carlos Mesquita
Portugal é rico em gastronomia, tem cozinheiras modestas como a Maria de Lurdes e Chefs vaidosos como o fininho da televisão que faz um anúncio aos caldos knorr; a esse deu-lhe para desvendar o segredo profissional a troco de um cachê publicitário, o segredo diz ele no anúncio, são os caldos. Não é segredo nenhum, já antes dele ter nascido se faziam anúncios aos caldos Star com o mesmo slogan e depois com os caldos Maggi. Não há inovação.
Quem nos salva é Cavaco Silva que vem há várias épocas através da TV apresentando o mesmo prato com variações notáveis na apresentação, o prato como já adivinharam é o conceituado “ Promulgação a la Cavaco”. De entre as versões que pudemos saborear destacaria o “Código dos Regimes Contributivos da Segurança Social” cuja promulgação foi servida com Reservas, monocasta Tinta Roriz 2005, e Carrascão do Cartaxo 1974. De realçar também a apetitosa “Lei do Divórcio” que o chef Cavaco catalogou como uma “profunda injustiça”, saiu mal à primeira, teve que voltar ao forno, e no meio da confusão desapareceu o molho de brócolos que o chef queria servir; no entanto vários casais que experimentaram dizem-se satisfeitos. Por ultimo a mais recente promulgação “Casamento entre Homossexuais” com ingredientes gourmet muito simples e idênticos, com decoração monocromática branco ou preto, minimalista e simétrica. O chef confessou que lhe custou imenso esta promulgação e disse-no-lo em directo. -Sabe, eu gosto de provar o que cozinho e neste caso não consegui, aquilo parece-me uma açorda, e eu não posso com açordas, detesto açordas. Aproveitámos para lhe perguntar qual o segredo das famosas “Promulgações a la Cavaco” e ele contou. – Sabe, há uma erva cujo perfume altera o sabor do que se dá a comer, chamada “declaração de voto”, fazemos um prato de carne metemos a “declaração de voto” e parece que servimos peixe, junto à cozinha de S.Bento cresce uma erva daninha de propriedades semelhantes, a que chamei “declaração de veto”, uso muito. S.Bento ainda vai ter muitas estrelas Michelin.
Portugal é rico em gastronomia, tem cozinheiras modestas como a Maria de Lurdes e Chefs vaidosos como o fininho da televisão que faz um anúncio aos caldos knorr; a esse deu-lhe para desvendar o segredo profissional a troco de um cachê publicitário, o segredo diz ele no anúncio, são os caldos. Não é segredo nenhum, já antes dele ter nascido se faziam anúncios aos caldos Star com o mesmo slogan e depois com os caldos Maggi. Não há inovação.
Quem nos salva é Cavaco Silva que vem há várias épocas através da TV apresentando o mesmo prato com variações notáveis na apresentação, o prato como já adivinharam é o conceituado “ Promulgação a la Cavaco”. De entre as versões que pudemos saborear destacaria o “Código dos Regimes Contributivos da Segurança Social” cuja promulgação foi servida com Reservas, monocasta Tinta Roriz 2005, e Carrascão do Cartaxo 1974. De realçar também a apetitosa “Lei do Divórcio” que o chef Cavaco catalogou como uma “profunda injustiça”, saiu mal à primeira, teve que voltar ao forno, e no meio da confusão desapareceu o molho de brócolos que o chef queria servir; no entanto vários casais que experimentaram dizem-se satisfeitos. Por ultimo a mais recente promulgação “Casamento entre Homossexuais” com ingredientes gourmet muito simples e idênticos, com decoração monocromática branco ou preto, minimalista e simétrica. O chef confessou que lhe custou imenso esta promulgação e disse-no-lo em directo. -Sabe, eu gosto de provar o que cozinho e neste caso não consegui, aquilo parece-me uma açorda, e eu não posso com açordas, detesto açordas. Aproveitámos para lhe perguntar qual o segredo das famosas “Promulgações a la Cavaco” e ele contou. – Sabe, há uma erva cujo perfume altera o sabor do que se dá a comer, chamada “declaração de voto”, fazemos um prato de carne metemos a “declaração de voto” e parece que servimos peixe, junto à cozinha de S.Bento cresce uma erva daninha de propriedades semelhantes, a que chamei “declaração de veto”, uso muito. S.Bento ainda vai ter muitas estrelas Michelin.
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